Vendas da Weg (WEGE3) no Brasil saltam no 1T22 com regulação de energia solar
Destaque de vendas da Weg no trimestre ficou com o mercado interno, responsável por mais da metade das receitas no período

A Weg (WEGE3) começou o ano mostrando bom desempenho de vendas nas principais linhas de negócio, com destaque para o mercado interno da área de geração, transmissão e distribuição de energia.
Com o Marco Legal da Geração Distribuída sancionado no Brasil em janeiro, houve aumento na demanda pela geração solar - e esse foi um dos motores de receita da área. No mercado interno, a receita da área mais que dobrou em um ano, chegando a R$ 2,01 bilhões no primeiro trimestre.
No total, a receita líquida subiu 34,5% no primeiro trimestre, para R$ 6,83 bilhões, sendo que o mercado interno foi responsável por R$ 3,47 bilhões. Os R$ 3,36 bilhões restantes vieram das vendas ao exterior.
Aliás, esta é a primeira vez que há uma inversão na proporção da receita da Weg, com o mercado interno maior que o externo, em ao menos dois anos.

Weg (WEGE3): leque amplo
Para a Weg (WEGE3), tão importante quanto a diversificação geográfica é a amplitude de sua atuação. Ela possui quatro grandes áreas, todas elas com exposição aos mercados doméstico e internacional — e todas elas com dinâmicas e ciclos próprios de vendas. Portanto, vamos analisar cada uma delas:
1. Equipamentos eletroeletrônicos industriais (EEI)
- Receita no mercado interno: R$ 1,005 bilhão (+11,6%)
- Receita no mercado externo: R$ 2,18 bilhões (+34,8%)
- Participação na receita total: 46,7%
No principal ramo de atuação da Weg, o destaque ficou com as vendas de equipamentos de ciclo curto para a China e os Estados Unidos, especificamente motores elétricos de baixa tensão. A demanda, segundo a empresa, foi bastante pulverizada entre diferentes segmentos industriais.
Leia Também
No Brasil, a Weg afirmou que a demanda se manteve boa, principalmente nos setores agrícola, papel e celulose e mineração.
2. Geração, transmissão e distribuição de energia (GTD)
- Receita no mercado interno: R$ 2,01 bilhão (+106,8%)
- Receita no mercado externo: R$ 750 milhões (-0,9%)
- Participação na receita total: 40,5%
Conforme mencionado no começo da matéria, o aumento da demanda por geração solar distribuída marcou as vendas desse segmento no mercado interno. Na transmissão e distribuição houve elevado volume de entregas, impulsionado pelos transformadores de grande porte e subestações para projetos ligados aos leilões de transmissão.
Na América do Norte, principal região de atuação da área, a Weg destaca o processo de utilização da capacidade da nova fábrica de transformadores nos Estados Unidos, inaugurada no final do ano passado.
3. Motores comerciais e appliance
- Receita no mercado interno: R$ 206,5 milhões (-26,4%)
- Receita no mercado externo: R$ 374,6 milhões (+21,2%)
- Participação na receita total: 8,5%
Aplicações como bombas e compressores foram os destaques da área no mercado externo. O crescimento da demanda foi justificado pela aceleração da recuperação da economia e ganho de participação de mercado nos Estados Unidos e no México.
Por aqui, a Weg viu alguma acomodação da demanda, especialmente nos motores destinados a equipamentos como máquinas de lavar e ar condicionado.
4. Tintas e vernizes
- Receita no mercado interno: R$ 244,7 milhões (+30,5%)
- Receita no mercado externo: R$ 48,3 milhões (+2,8%)
- Participação na receita total: 4,3%
No Brasil, a demanda seguiu elevada nos setores de implementos agrícolas, rodoviários e saneamento; no exterior, houve queda no desempenho das vendas na Argentina, onde a Weg tem operação importante para esta área de negócio.
Weg (WEGE3): lucro cresce 23,5%
A Weg fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 943,9 milhões, alta de 23,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na mesma toada, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 21,3% na mesma base de comparação, para R$ 1,23 bilhão.
De acordo com a Weg, a receita do mercado interno cresceu 48,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2021.
Já no mercado externo, a receita cresceu num ritmo menor, de 22,8%, com destaque para as vendas de equipamentos industriais para os segmentos de óleo e gás, mineração e papel e celulose. Vale notar que a receita do mercado externo foi impactada pela desvalorização do dólar ante o real no começo do ano.
Aumento dos custos espremem margens
Os aumentos nos custos da principais matérias-primas utilizadas pela Weg reduziu as margens operacionais da empresa no primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 42,7% no custo dos produtos vendidos, o que provocou uma redução de 4,1 p.p. na margem bruta, passando de 31,9% para 27,8%.
Leia também:
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Cogna (COGN3) mostra ao investidor que terminou o dever de casa, retoma dividendos e passa a operar sem guidance
Em meio à pandemia, em 2020, empresa anunciou guidances audaciosos para 2024 – que o mercado não comprou muito bem. Agora, chegam os resultados
Lucro do Banco Master, alvo de compra do BRB, dobra e passa de R$ 1 bilhão em 2024
O banco de Daniel Vorcaro divulgou os resultados após o término do prazo oficial para a apresentação de balanços e em meio a um negócio polêmico com o BRB
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Os bilionários de 2025 no Brasil e no mundo — confira quem subiu e quem caiu na lista da Forbes
Lista de bilionários bate recorde, reunindo 3.000 nomes que, juntos, somam US$ 16,1 trilhões, com Musk, Zuckerberg e Bezos liderando o ranking
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Agenda econômica: Payroll, balança comercial e PMIs globais marcam a semana de despedida da temporada de balanços
Com o fim de março, a temporada de balanços se despede, e o início de abril chama atenção do mercado brasileiro para o relatório de emprego dos EUA, além do IGP-DI, do IPC-Fipe e de diversos outros indicadores
O e-commerce das brasileiras começou a fraquejar? Mercado Livre ofusca rivais no 4T24, enquanto Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia apanham no digital
O setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre, com players brasileiros deixando a desejar quando o assunto são as vendas online
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação
A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita
Após virar pó na bolsa, Dotz (DOTZ3) tem balanço positivo com aposta em outra frente — e CEO quer convencer o mercado de que a virada chegou
Criada em 2000 e com capital aberto desde 2021, empresa que começou com programa de fidelidade vem apostando em produtos financeiros para se levantar, após tombo de 97% no valuation
Tarifas de Trump derrubam montadoras mundo afora — Tesla se dá bem e ações sobem mais de 3%
O presidente norte-americano anunciou taxas de 25% sobre todos os carros importados pelos EUA; entenda os motivos que fazem os papéis de companhias na América do Norte, na Europa e na Ásia recuarem hoje
CEO da Americanas vê mais 5 trimestres de transformação e e-commerce menor, mas sem ‘anabolizantes’; ação AMER3 desaba 25% após balanço
Ao Seu Dinheiro, Leonardo Coelho revelou os planos para tirar a empresa da recuperação e reverter os números do quarto trimestre