Assista ao momento em que o ex-presidente Lula fala no Jornal Nacional, da TV Globo, sobre corrupção na Petrobras:
Ver essa foto no Instagram
Confira a cobertura ao vivo das eleições 2022 com as principais notícias sobre os principais candidatos à Presidência e nos Estados
RESUMO DA NOITE: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o penúltimo candidato a participar da sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo. Na entrevista desta quinta-feira (25), os jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos questionaram o ex-presidente sobre corrupção, economia e alianças, entre outros temas. Leia a seguir as respostas de Lula.
Assista ao momento em que o ex-presidente Lula fala no Jornal Nacional, da TV Globo, sobre corrupção na Petrobras:
Ver essa foto no Instagram
Na mensagem final durante participação em sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, Lula prometeu governar para os mais pobres, investir em educação e reduzir a dívida da população, especialmente das mulheres — um público que rejeita, em sua maioria, o presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Vamos tentar fazer mais pessoas chegarem à universidade. Pegamos o Brasil com 3,5 milhões de estudantes universitários e deixamos com 8 milhões”, afirmou.
“Este é um país do futuro. Não existe um país que avançou no mundo sem investir em educação”, acrescentou.
Lula também prometeu negociar com o setor privado e o sistema financeiro para reduzir o endividamento da população.
“Vamos resolver também a questão do endividamento, especialmente das mulheres, que comandam muitas famílias no país e são parte importante das pessoas que se endividaram”, completou.
Questionado sobre a falta de apoio do agronegócio à sua candidatura, Lula disse que seu governo foi o que mais fez pelo setor.
“Bolsonaro está ganhando apoio do agronegócio porque está dando armas. Alguns empresários do setor acham que matar alguém é uma boa ideia. O que precisamos é de uma convivência pacífica”, disse.
Lula defendeu a exploração correta da biodiversidade da Amazônia para geração de empregos e obtenção de insumos para a indústria.
Ele também disse que o MST de hoje não é mais o de 30 anos atrás. “O MST é o maior produtor de arroz orgânico do país”, disse, ao destacar que é possível a convivência entre o grupo e os grandes produtores do agronegócio.
Sobre a chapa com Geraldo Alckmin para a disputa da Presidência, Lula disse que o PT já aceitou a escolha do vice, negando que ainda existe intolerância de algumas alas petistas ao ex-governador de São Paulo.
“Estou até com ciúme do Alckmin. Ele é muito esperto e vai me ajudar a governar”, disse. “No meu tempo, a gente tinha rivalidade política, mas não éramos inimigos. Se eu encontrasse alguém em um restaurante, eu não teria problema nenhum em cumprimentá-lo”, acrescentou.
Lula ainda afirmou que a experiência de Alckmin como governador de São Paulo vai ajudá-lo “a consertar esse país”.
“Só não quero que ele se filie ao PT porque não quero brigar com o PSB”, afirmou, em tom de brincadeira.
Questionado sobre o fato de falar em “nós e eles” e estimular a divisão política no Brasil, Lula afirmou que a polarização é saudável.
“A polarização é saudável, não podemos confundir polarização com estímulo ao ódio”, afirmou.
O ex-presidente Lula fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro e ao chamado centrão, afirmando que se eleito irá negociar com cada partido — destacando a necessidade de composição política para governar.
“Bolsonaro não manda nada. Ele é refém do Congresso. Bolsonaro sequer controla o orçamento, isso nunca aconteceu na história do Brasil. Ele parece um bobo da corte”, afirmou.
Questionado como pretende mudar a questão do orçamento secreto, Lula disse que vai conversar com os deputados.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu os erros do governo Dilma e afirmou que fará diferente, sinalizando uma tendência de se alinhar com o que foi a primeira gestão do petista.
O ex-presidente citou entre os equívocos do governo de Dilma a questão dos combustíveis, as desonerações e isenções fiscais.
“Quando ela tentou mudar, havia uma dupla dinâmica contra ela”, afirmou, referindo-se a Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, e ao então senador Aécio Neves. Segundo Lula, o Congresso impediu que ela fizesse qualquer mudança para evitar que o Brasil quebrasse.
Lula também se referiu ao seu primeiro mandato na economia ao citar números. Ele fez questão de lembrar que quando tomou posse, em 2003, o Brasil tinha uma inflação de 10,5% e 12,5% de desemprego.
“Nós reduzimos a inflação para a meta de 4,5%, reduzimos a dívida pública de 60,4% para 39%, fizemos uma reserva em dólar e emprestamos ao FMI”, disse ele.
Lula afirmou ainda que seu governo será baseado em três pilares: credibilidade, previsibilidade e estabilidade.
“Temos que garantir que, quando a gente falar, as pessoas acreditem. Ninguém pode ser pego dormindo com mudanças no governo e empresários brasileiros e estrangeiros precisam ter estabilidade para fazer negócios aqui”, afirmou.
Ao ser questionado sobre por que não é claro sobre a escolha do procurador-geral caso seja eleito em outubro, Lula não quis dar pistas sobre o que pretende fazer se vencer as eleições.
Ele afirmou que, com isso, quer deixar o atual procurador-geral da República, Augusto Aras, com a “pulguinha atrás da orelha”.
“Quero deixar todo mundo sem saber o que eu vou fazer, em suspense”, afirmou ele, acrescentando: “Não quero um procurador leal a mim, o procurador tem que ser leal ao povo brasileiro”.
Embora não tenha sinalizado o que pretende fazer sobre a indicação do procurador-geral caso seja eleito, Lula garantiu que “será o mais republicano possível”.
Lula ironizou os 100 anos de sigilo decretados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em informações públicas, embora não tenha citado o nome do chefe do Planalto.
“Eu poderia ter escolhido um procurador-geral engavetador. Poderia ter impedido que a Polícia Federal tivesse um delegado. Poderia ter colocado 100 anos de sigilo nas informações públicas. Não fiz”, afirmou.
Lula admitiu corrupção na Petrobras, mas acusou o Ministério Público de “oficializar o roubo” com delações premiadas no âmbito das investigações da Operação Lava Jato.
“Quem confessava levava metade do que roubou”, disse, em sabatina ao Jornal Nacional.
Para o ex-presidente, as investigações da Lava Jato levaram a 4 milhões de desempregados e o país deixou de arrecadar R$ 58 bilhões.
Lula disse que as investigações contra a corrupção precisam ser feitas com “seriedade”, e deu exemplos de países como Coreia, França.
“É preciso punir, mas permitir que as empresas continuem funcionando. Aqui no Brasil, [a Lava Jato] quebrou empresas de engenharia que levamos 100 anos para construir.”
A primeira pergunta da sabatina ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Jornal Nacional foi sobre os casos de corrupção no governo petista.
Lula afirmou que, caso seja eleito, não haverá hipótese de que uma pessoa não seja investigada em seu governo, para ser punida ou absolvida.
“A corrupção só aparece quando se permite que ela seja investigada”, afirmou.
Questionado sobre a Lava Jato, Lula disse que a operação ultrapassou o limite da investigação e entrou no limite da política.
“E o limite era o Lula”, afirmou. “Moro, você está condenado a me condenar”, acrescentou o ex-presidente, ao se referir ao ex-juiz da Lava Jato.
Lula afirmou ainda que foi no governo petista que instrumentos de combate à corrupção foram criados, a exemplo do portal da transparência e leis contra a lavagem de dinheiro.
“Colocamos o Cade para combater os cartéis. No meu governo o Ministério Público era independente assim como a Polícia Federal”, disse.
Lula aproveitou para alfinetar o atual governo, afirmando que poderia escolher um procurador-geral que arquivasse todos os casos contra ele, mas que optou pela lista tríplice — que em tese dá mais independência a quem é escolhido.
Entrevista de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa no Jornal Nacional. Assim como aconteceu na sabatina de Jair Bolsonaro (PT), panelaços foram ouvidos no início da transmissão.
As entrevistas dos candidatos à Presidência ao Jornal Nacional são conduzidas pelos jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos nos estúdios da Rede Globo, no Rio de Janeiro.
Todas as entrevistas acontecem ao vivo a partir das 20h30 e têm 40 minutos de duração cada.
A Globo utilizou como critério para selecionar os sabatinados os candidatos mais bem colocados na pesquisa Datafolha realizada no fim de julho.
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Apesar da faixa 4 trazer benefícios para as construtoras no curto prazo, o Itaú BBA também vê incertezas no horizonte
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Em rara visita de Estado ao Japão, o presidente brasileiro e o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, firmaram nesta quarta-feira (26) dez acordos de cooperação em áreas como comércio, indústria e meio ambiente
Iminência do fim do ciclo de alta dos juros e fluxo global favorecem, posicionamento técnico ajuda, mas ruídos fiscais e políticos impõem teto a qualquer eventual rali
Copom elevou os juros por aqui e Fed manteve a taxa básica inalterada nos EUA durante a Super Quarta dos bancos centrais
Em momentos diferentes, Copom e Fed decidem hoje os rumos das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos
Além da isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, governo prevê redução de imposto para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil; já quem ganha acima de R$ 50 mil deve pagar mais
Bolsonaro diz que, “mesmo preso ou morto”, continuará sendo “um problema” para o Supremo Tribunal Federal (STF)
Segundo o presidente, a maior isenção fiscal, que será oficialmente anunciada no dia 18 de março, visa aliviar a carga tributária sobre a classe trabalhadora
Mudança na estrutura acionária estava em discussão desde o começo do ano; veja o que muda agora
Enquanto o Brasil lida com as tarifas sobre o aço e o alumínio que entraram em vigor nesta quarta-feira (12), se prepara para aumentar as exportações de ovos para os EUA, que também sofrem com aumento de preços
A estratégia do governo é direta: ampliar o acesso a empréstimos mais baratos e tirar os trabalhadores das armadilhas do superendividamento
Analistas projetam aceleração do IPCA no Brasil e desaceleração da inflação ao consumidor norte-americano em fevereiro
Temores de uma recessão nos EUA provocaram uma forte queda em Wall Street e lançaram o dólar de volta à faixa de R$ 5,85
Ele participou na noite de sexta-feira (7) do podcast Flow e comentou sobre diversos assuntos caros ao governo; o Seu Dinheiro separou os principais pontos para você
Depois de surpreender para cima nos primeiros trimestres de 2024, PIB cresce menos que o esperado na reta final do ano
Governo zera tributos para a importação de alimentos. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, revelou que Lula aprovou uma série de outras medidas para conter a alta dos preços dos alimentos
Em meio às idas e vindas da guerra comercial de Donald Trump, PIB fechado de 2024 é o destaque entre os indicadores de hoje
Além do BCE, os investidores seguem de olho nas consequências da guerra comercial de Donald Trump
Com a assinatura da medida, o petista suspendeu o aumento de 6% na tarifa de Itaipu Binacional que estava previsto para este mês
Nova responsável pela articulação política do governo Lula, Gleisi Hoffmann expôs em vários momentos divergências com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad