O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,80%, a R$ 5,2348
Bolsa hoje: Ibovespa cai 1% após inflação dos EUA intensificar preocupações; dólar volta a acelerar alta
RESUMO DO DIA: As bolsas internacionais amanheceram em fortes quedas nesta quinta-feira. Os investidores aguardamos números de inflação dos Estados Unidos, que devem direcionar o mercado hoje. Por aqui, mais um dia do Ibovespa de olho na PEC dos Combustíveis.
Acompanhe por aqui o que mexe com a bolsa, o dólar e os demais mercados globais hoje, além das principais notícias do dia.
A privatização da Eletrobras (ELET6) inaugura um novo capítulo na história da ex-estatal – e o Bank of America (BofA) decidiu celebrar o feito refazendo as contas e elevando o preço-alvo dos papéis da companhia.
Os analistas do banco incluiram no preço da ação os benefícios que devem se seguir à conclusão do processo. Com isso, o potencial de alta da companhia passou a ser de 40%, a R$ 62.
Apesar de ter ensaiado uma recuperação no meio da tarde, o Ibovespa entra na última hora de pregão com a cotação próximo das mínimas.
A queda das commodities e o mau humor generalizado no exterior são os principais gatilhos.
O Banco Central brasileiro divulgou nesta quinta-feira (30), com atraso de uma semana, o seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e admitiu que a meta de inflação de 2022 já está perdida.
O BC também elevou de 1% para 1,7% sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.
A previsão do Banco Central para o crescimento da economia brasileira supera a divulgada pelo governo federal. Pelas projeções do Ministério da Economia, o PIB deve crescer 1,5% neste ano.
O Ibovespa e as bolsas americanas reduziram as fortes perdas vistas na parte da manhã.
Para alguns analistas, se trata de um movimento técnico antes do encerramento do semestre – que deve ser marcado por fortes perdas, principalmente no exterior.
A XP Investimentos iniciou a cobertura de duas empresas: a Camil (CAML3) e a M. Dias Branco (MDIA3).
E, entre as duas, a Camil é a preferida da XP: os papéis CAML3 têm recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 14 por ação para o fim de 2023 — uma valorização de 41% do preço atual da ação; Já para MDIA3, a indicação é é neutra, com preço-alvo de R$ 30,30, uma alta implícita de 14%.
- Frankfurt: -1,61%
- Londres: -1,98%
- Paris: -1,80%
- Stoxx-600: -1,58%
A Via (VIIA3), antiga Via Varejo e dona das marcas Casas Bahia e Ponto, acaba de aprovar a emissão de até R$ 600 milhões em debêntures.
A emissão das debêntures será feita em até três séries com valor inicial de R$ 500 milhões, mas com a possibilidade de um lote adicional de R$ 600 milhões. Os vencimentos estão previstos para 2027 e 2029.
O Fleury (FLRY3) anunciou há pouco a aquisição da Hermes Pardini (PARD3), num movimento de consolidação para criar um novo player de peso no segmento de saúde.
O anúncio empolgou os investidores e a rede de laboratórios lidera os ganhos do dia do Ibovespa:
Confira as maiores altas do dia:
CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
FLRY3 | Fleury ON | R$ 16,08 | 14,53% |
SUZB3 | Suzano ON | R$ 49,67 | 1,68% |
KLBN11 | Klabin units | R$ 20,39 | 1,14% |
VIVT3 | Telefônica Brasil ON | R$ 46,17 | 1,12% |
DXCO3 | Dexco ON | R$ 10,11 | 0,60% |
Confira também as maiores quedas:
CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
LWSA3 | Locaweb ON | R$ 5,41 | -5,42% |
CMIN3 | CSN Mineração ON | R$ 3,90 | -5,34% |
AZUL4 | Azul PN | R$ 12,03 | -5,20% |
EMBR3 | Embraer ON | R$ 11,21 | -5,08% |
PETZ3 | Petz ON | R$ 9,88 | -4,91% |
O último pregão do semestre parece ser mais um de fortes perdas para o mercado financeiro global.
Nesta manhã, o PCE, um dos indicadores de inflação mais importantes dos Estados Unidos, seguiu mostrando que o Federal Reserve pode se ver obrigado a agir de forma dura para conter a escalada dos preços.
Além disso, o PMI, um termômetro da atividade econômica, mostrou uma desaceleração, aumentando os temores dos investidores.
O Ibovespa encerrou os leilões de abertura em queda de 1,68%, aos 97.947 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista era negociado em alta de 1,50%, cotado a R$ 5,2603.
O IBGE divulgou mais cedo a taxa de desemprego no segundo trimestre. O índice ficou nos mesmos níveis registrados em 2015, em 9,8%.
O consenso do mercado era de 10,2%.
Taxa de desemprego no Brasil, medida pela Pnad Contínua, ficou em 9,8% no trimestre de março a maio, ante 10,5% de fevereiro a abril.
Consenso do mercado apontava para 10,2%. Os dados foram informados pelo IBGE.
— BTG Pactual (@BTGPactual) June 30, 2022
O núcleo do PCE, o índice de preços dos Estaods Unidos, veio abaixo do esperado, de acordo com o Departamento de Comércio por lá.
A expectativa do mercado era de um avanço de 0,4%, mas o índice inflacionário preferido do Federal Reserve veio em 0,3%.
Assim, o PCE avançou 0,6% em maio ante a abril.
O Ibovespa futuro abriu em queda de 1,04%, aos 100.035 pontos.
No mesmo horário. o dólar à vista era negociado em alta de 0,70%, cotadoa R$ 5,2295.
Dia movimentado para os acionistas da Kepler Weber: a empresa adquiriu 50% da Procer, companhia especializada na automação de silos de armazenagem, por R$ 31,5 milhões; além disso, também foi anunciado um programa de recompra de até 10% dos papéis KEPL3 em circulação no mercado.
O anúncio da recompra de ações chama a atenção, uma vez que a Kepler Weber promoveu um desdobramento na proporção de 1:3 no começo de maio. No ano, os papéis KEPL3 acumulam ganhos de 19% mas, desde o desdobramento, amargam queda de 25%.
Os investidores aguardam sem muita paciência os dados de inflação dos Estados Unidos e penalizam os índices.
O PCE, índice de inflação preferido do Federal Reserve, deve ser divulgado às 9h30. Enquanto isso, as bolsas operam em fortes quedas.
- Dow Jones futuro: -1,11%
- S&P 500 futuro: -1,32%
- Nasdaq futuro: -1,54%
- Euro Stoxx 50: -2,61%
- China (Xangai): +1,10% (fechado)
- Japão (Nikkei): -1,54% (fechado)
- Petróleo Brent: US$ 112,05 (-0,32%)
- Minério de ferro (Dalian, China): US$ 118,22 (-2,22%)
Bom dia! Todas as atenções do dia se voltam para a divulgação da inflação dos Estados Unidos nesta quinta-feira (30), que decidirá o futuro da alta de juros do Federal Reserve, o BC americano, e dará os contornos de um possível processo de recessão no mundo.
Os investidores não esperaram para despejar seus medos da contração da atividade econômica e penalizam os mercados acionários nas primeiras horas do dia.
Os futuros de Nova York caem em média 1% com esse cenário.
Já a Europa recua 2% na média, acompanhando o desempenho dos futuros das bolsas em Wall Street.
Na Ásia e Pacífico também não foi diferente, à exceção dos índices da China, que avançaram após dados locais do índice do gerente de compras (PMI, em inglês), que indicam expansão das atividades industriais.
Com o panorama externo desenhado, o investidor local volta seus olhos para o cenário doméstico.
A apresentação do relatório da PEC dos Combustíveis foi adiada mais uma vez. O texto segue para votação no Senado a partir das 16h de hoje — mas encontra forte resistência da oposição.
Além disso, a saída de Pedro Guimarães da presidência da Caixa e a nomeação de Daniella Marques para o posto também seguem abalando os corredores de Brasília.
O ex-chefe da instituição financeira é acusado de assédio sexual.
Este cenário fez o Ibovespa fechar o pregão da última quarta-feira (29) em queda de 0,96% aos 99.621 pontos, perdendo mais uma vez o patamar dos 100 mil.
Já o dólar teve queda de 1,39%, a R$ 5,1930.
Confira o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa hoje.
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação
A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita
Tarifas de Trump derrubam montadoras mundo afora — Tesla se dá bem e ações sobem mais de 3%
O presidente norte-americano anunciou taxas de 25% sobre todos os carros importados pelos EUA; entenda os motivos que fazem os papéis de companhias na América do Norte, na Europa e na Ásia recuarem hoje
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Rodolfo Amstalden: Buy the dip, e leve um hedge de brinde
Para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta
Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump
Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair
Dólar atinge o menor patamar desde novembro de 2024: veja como buscar lucros com a oscilação da moeda
A recente queda do dólar pode abrir oportunidades estratégicas para investidores atentos; descubra uma forma inteligente de expor seu capital neste momento
É hora de comprar a líder do Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) dispara mais de 17% após dados do 4T24 e banco diz que ação está barata
A companhia apresentou os primeiros resultados trimestrais após a cisão dos negócios de locação e concessionária e apresenta lucro acima das projeções
Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar
Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo