Windows travado: Microsoft cai em NY após mostrar crescimento menor que o esperado no trimestre
O bom desempenho do setor de computação em nuvem impulsionou a Microsoft no trimestre; ainda assim, a empresa ficou abaixo do esperado

O sistema operacional do mercado financeiro deu tela azul — ou melhor, vermelha. A Microsoft, fabricante do Windows e uma das potências do setor de tecnologia no mundo, mostrou números abaixo das expectativas no trimestre encerrado em julho, o que faz com que suas ações operem em queda no after market em NY.
A empresa fundada por Bill Gates fechou o período com receitas líquidas de US$ 51,9 bilhões, uma alta de 12% na base anual. Ainda assim, a cifra ficou ligeiramente aquém dos US$ 52,4 bilhões que eram projetados pelo mercado, segundo dados compilados pela FactSet.
A história se repetiu na última linha do balanço: o lucro líquido de US$ 16,7 bilhões não cumpriu as expectativas dos analistas, de US$ 17,3 bilhões; o resultado ainda representa um avanço de 2% em um ano. O lucro por ação (EPS) subiu 3%, a US$ 2,23 — a média das previsões era de US$ 2,29.
Vale lembrar que a Microsoft já tinha avisado o mercado, ainda em maio, que seus resultados trimestrais seriam negativamente impactados pela apreciação do dólar em escala global — e, sendo assim, as estimativas de Wall Street já estavam calibradas para baixo.
Dito isso, a dinâmica do balanço ficou mais ou menos em linha com o que se imaginava: a divisão de computação em nuvem reportou um desempenho forte e compensou as dificuldades macroeconômicas e a fraqueza no mercado de PCs — o que, em última instância, afeta as vendas de licenças do Windows para novas máquinas.
Nesse cenário, as ações MSFT recuavam 1,15% por volta de 17h10 (horário de Brasília) no after market de NY, sendo cotadas a US$ 248,83; no pregão regular desta terça (26), os papéis fecharam em baixa de 2,68%, a US$ 251,90.
Leia Também
Trimestre cheio de impactos
O período entre abril e junho de 2022 foi marcado por uma série de turbulências na Microsoft — muitas delas já haviam sido citadas na atualização dada ao mercado em maio. Em destaque, aparece um impacto de quase US$ 600 milhões no lucro líquido, dada a apreciação do dólar em relação às demais moedas do mundo nos últimos meses.
Esse, no entanto, não foi o único problema enfrentado pela companhia. Em meio aos novos surtos de Covid-19 na China, muitas fábricas de semicondutores, peças e componentes para computadores tiveram suas atividades paralisadas, o que afetou o mercado de PCs.
Nesse cenário, as receitas relacionadas às novas licenças de Windows foram reduzidas em cerca de US$ 300 milhões; as receitas com propagandas no LinkedIn e em ferramentas de busca também foram impactadas no período, em US$ 100 milhões — as dificuldades econômicas dos anunciantes têm gerado uma escassez nesse front.
Por fim, há também as questões referentes à diminuição das atividades na Rússia, dado o contexto da guerra da Ucrânia, que trouxeram despesas operacionais de US$ 126 milhões à Microsoft no trimestre; gastos extraordinários com questões trabalhistas chegaram a US$ 113 milhões.
Microsoft: Nuvem vai bem, Windows vai mal
Quando olhamos para o desempenho por unidade de negócios, o destaque positivo da Microsoft no trimestre fica com a área de computação em nuvem: a receita líquida gerada por essa divisão foi de US$ 20,9 bilhões, crescendo 20% em um ano — servidores e atividades ligadas à nuvem tiveram um salto de 22% nas receitas.
A parte de "produtividade e processos de negócios" também foi bem: a receita aumentou 13% na mesma base de comparação, para US$ 16,6 bilhões. A venda de produtos e licenças do pacote Office cresceu 9%.
Já a área de computação pessoal foi o calcanhar de Aquiles da Microsoft: as receitas ficaram praticamente estáveis, totalizando US$ 14,4 bilhões; as vendas de licenças do Windows recuaram 2%, enquanto os produtos e serviços ligados ao Xbox recuaram 6% — outros produtos ligados ao Windows tiveram um aumento de 6% nas vendas.
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Amazon faz proposta para comprar TikTok, aos ‘45 minutos do segundo tempo’; que outros gigantes já apareceram nessa partida?
A data de 5 de abril foi definida pelo governo de Donald Trump para que a chinesa ByteDance chegasse a uma solução para a rede social
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Cogna (COGN3) mostra ao investidor que terminou o dever de casa, retoma dividendos e passa a operar sem guidance
Em meio à pandemia, em 2020, empresa anunciou guidances audaciosos para 2024 – que o mercado não comprou muito bem. Agora, chegam os resultados
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Lucro do Banco Master, alvo de compra do BRB, dobra e passa de R$ 1 bilhão em 2024
O banco de Daniel Vorcaro divulgou os resultados após o término do prazo oficial para a apresentação de balanços e em meio a um negócio polêmico com o BRB
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos
No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista