Esquenta dos mercados: Novos estudos sobre variante ômicron da covid-19 retiram a pressão das bolsas em semana com foco nos Bancos Centrais e dados de inflação
A decisão do Copom sobre a Selic sairá antes dos números do IPCA de novembro e as projeções para os juros já ultrapassam os 10% ao ano

As atenções dos investidores se voltam para os Bancos Centrais e inflação nesta semana que se inicia. Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e Zona do Euro, o avanço dos preços ao consumidor é motivo de preocupação por parte dos dirigentes dos BCs, o que pode culminar em um avanço dos juros antes do esperado.
No Brasil, a Selic deve subir 1,50 pontos percentuais na próxima reunião do Copom na quarta-feira e chegar à casa de 9,25%, mas as projeções já esperam os juros básicos da economia acima de 10% até o final de 2021. Na sexta-feira, o IPCA de novembro deve dar o tom dos negócios.
Já nos Estados Unidos, o payroll misto da última sexta-feira deve fazer os investidores voltarem suas atenções para o relatório Jolts de emprego e os números dos pedidos de auxílio-desemprego desta semana. Os dados inflacionários dos EUA, medidos pelo CPI, também devem movimentar o último pregão da semana.
Na sexta-feira (03), o Ibovespa registrou um avanço de 2,78% na semana, aos 104.090 pontos. A semana foi de valorização de 1,50% para o dólar à vista, cotado a R$ 5,6798.
Confira o que movimenta os negócios nesta segunda-feira (06) e o que esperar da semana:
Selic e inflação
O investidor começa a semana de olho na decisão de política monetária do Banco Central, que será divulgada na quarta-feira (08). O avanço da inflação pode alterar o plano de voo do BC e elevar a taxa de juros acima dos 150 pontos-base esperados pelo mercado.
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Por outro lado, pesa no campo positivo o alívio com a PEC dos precatórios, aprovada na semana passada pelo Senado.
Depois da decisão sobre a Selic, o IBGE divulga, nesta sexta-feira (10), o IPCA de novembro, que deve trazer um novo avanço, pressionado pelos combustíveis e energia elétrica.
Covid-19 e mais inflação
Os novos dados sobre a variante ômicron da covid-19 indicam que as infecções pela cepa mais recente do coronavírus causam quadros leves e pouco graves, como informou Anthony Fauci, infectologista e conselheiro da Casa Branca.
A informação deu espaço para as bolsas iniciarem a semana em terreno positivo, mas os próximos dias devem ser agitados para os investidores.
Na quarta-feira (08), o relatório de empregos Jolts dos Estados Unidos trará novos dados sobre o panorama de emprego no país, depois do payroll misto da última sexta-feira. Os pedidos de auxílio-desemprego na quinta-feira (09) também devem preparar o terreno para os dados de inflação ao consumidor (CPI, em inglês) e ao produtor (PPI) na sexta-feira (10).
Os EUA já enfrentam a maior inflação em 30 anos, medido pelo PCE, índice utilizado pelo Federal Reserve para decidir sobre a política econômica. Entretanto, os dados do CPI também afetam o sentimento do investidor, ainda mais em um momento delicado de debate sobre a retirada de estímulos da economia (tapering, em inglês) e aumento da taxa de juros no Fed.
Jerome Powell, presidente do BC americano, já assumiu o caráter não temporário da alta de preços, o que chama ainda mais a atenção para qualquer dado inflacionário dos EUA. É esperado que o Fed eleve os juros ainda no primeiro semestre de 2022, o que pode acontecer até mesmo antes, dependendo dos próximos dados de inflação.
Mercado cripto em queda
O final de semana foi difícil para os investidores em criptomoedas. O bitcoin (BTC) chegou a recuar mais de 20% no sábado com a liquidação de posições em meio ao receio com ativos de risco. As ações de tecnologia também seguem pressionadas nesse cenário.
Na manhã desta segunda-feira (06), por volta das 8h30, o bitcoin (BTC) recuava 4,19%, cotado a US$ 47.321,56 (R$ 268.339,40).
Bolsas pelo mundo
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta segunda-feira em queda, após um risco de calote ser renovado pela Evergrande durante o final de semana. A incorporadora chinesa disse que não há garantia de que tem recursos em caixa para honrar as obrigações financeiras.
Na Europa, o início da semana é em terreno positivo após dados sobre a ômicron indicarem que a nova variante do coronavírus tende a provocar casos leves e pouco graves da doença.
Por fim, os futuros de Nova York operam de maneira mista pela manhã, após um certo alívio com a variante ômicron.
Agenda da semana
Segunda-feira (06)
- Banco Central: Boletim Focus Semanal (8h25)
- Anfavea: Produção de veículos em novembro (10h)
- Estados Unidos: Kristalina Georgieva, diretora-gerente do FMI, participa de coletiva de imprensa sobre panorama da Zona do Euro (13h)
- Economia: Balança comercial semanal (15h)
Terça-feira (07)
- China: Balança comercial de novembro (00h)
- Zona do Euro: PIB do terceiro trimestre (7h)
- FGV: IGP-DI de novembro (8h)
- Estados Unidos: Balança comercial de outubro (10h30)
- Estados Unidos: Crédito ao consumidor de outubro (17h)
- Estados Unidos: Estoques de petróleo (17h)
Quarta-feira (08)
- FGV: IPC-S de dezembro (8h)
- França: Taxa de desemprego da OCDE em outubro (8h)
- IBGE: Pesquisa Mensal de Comércio em outubro (9h)
- Estados Unidos: Relatório de emprego Jolts de outubro (12h)
- Banco Central: Anúncio da taxa Selic (a partir das 18h30)
- China: CPI e PPI de novembro (22h30)
Quinta-feira (09)
- FGV: IGP-M de dezembro (8h)
- IBGE: Pesquisa Industrial Mensal Regional de outubro (9h)
- Estados Unidos: Pedidos de auxílio-desemprego (10h30)
- Estados Unidos: Estoques no atacado em outubro (12h)
Sexta-feira (10)
- IBGE: IPCA de novembro (9h)
- Estados Unidos: CPI e Núcleo do CPI de novembro (10h30)
- Estados Unidos: Índice de sentimento do consumidor (12h)
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Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.