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Rafaella Bertolini

Alta nos preços

O dragão continua feroz: IPCA tem maior alta para julho em quase 20 anos – Veja os detalhes

O principal índice de evolução dos preços no país subiu 0,96% em julho, em linha com a estimativa dos economistas de 0,95%, conforme levantamento do Broadcast

Rafaella Bertolini
10 de agosto de 2021
9:31 - atualizado às 13:33
ibovespa futuro dólar inflação hoje
Os dados do IPCA apontaram um aumento nos preços do próximo mês, e a inflação tem seus vilões segundo o IBGE - Imagem: Shutterstock

Nem mesmo os aumentos na Selic foram capazes de deter o dragão inflacionário, que volta a soltar fogo pela boca. Nesta manhã, o IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho, mostrando uma inflação ainda mais acentuada, embora em linha com as expectativas do mercado

O principal índice de evolução dos preços no país subiu 0,96% em julho, ante a estimativa dos economistas de 0,95%, conforme levantamento do Broadcast. 

O IPCA de julho representa a maior inflação para o mês desde 2002, quando foi registrado aumento de 1,19%.

No acumulado dos últimos 12 meses a inflação está em 8,99%. Em 2021, o índice acumula taxa de 4,76%, ainda mais distante da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que vai de 2,25% a 5,25% — o centro da meta para o ano é de 3,75%. 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta de preços em julho, e novamente o maior impacto veio em habitação, que registrou um aumento de 3,10%.

Mais uma vez a energia elétrica 

A atual crise hídrica pesa nos preços da energia elétrica e segue sendo apontada como potencial fator de risco para a economia brasileira em 2021. Em julho o setor elétrico avançou +7,88%, influenciado principalmente pelo reajuste da taxa adicional da bandeira vermelha. 

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Além do setor elétrico, outro avanço no grupo de habitação foi o preço do gás de botijão, que subiu +4,77% e do gás encanado +0,48%. Destaca-se também a variação da taxa de água e esgoto de +0,33%. 

Alimentação 

Comer em casa segue saindo salgado ao bolso dos brasileiros, a alimentação no domicílio passou de 0,33% em junho para 0,78% em julho, principalmente por conta das altas do:

  • Tomate (18,65%);
  • Frango em pedaços (4,28%);
  • Leite longa vida (3,71%)  
  • E das Carnes (0,77%). 

No lado das quedas, destacam-se:

  • Cebola (-13,51%);
  • Batata-inglesa (-12,03%)  
  • E Arroz (-2,35%). 

Veja os demais grupos do IPCA em julho

GrupoVariação
Junho (%)
Variação
Julho (%)
IPCA0,530,96
Alimentação e bebidas0,430,6
Habitação1,13,1
Artigos de Residência1,090,78
Vestuário1,210,53
Transporte0,411,52
Saúde e Cuidados Pessoais0,51-0,65
Despesas Pessoais0,290,45
Educação0,050,18
Comunicação-0,120,12

Rumo da Selic

O apetite do dragão faz com que a atenção do mercado se volte ao Banco Central. A expectativa é que o tom duro visto no comunicado da decisão que elevou a taxa Selic em um ponto percentual seja mantido, conforme sinalizado pela própria instituição, que já reconheceu em comunicado na última semana que deve aumentar o juro acima do nível neutro (de 6,50%) para conter os impactos inflacionários. 

O documento deixou aberta a possibilidade para um novo aperto monetário de 1 ponto em setembro, que levaria a Selic dos atuais 5,25% aos 6,25%.

O que dizem os analistas 

Para Étore Sanchez, analista da Ativa Investimentos, o IPCA de julho apresentou variação de 0,96%, apenas 2 bps acima da projeção da casa e 1 bp maior que a mediana do mercado.

No entanto, o economista chama a atenção para núcleos do indicador que mostram uma tendência de aceleração acentuada e salientou que o resultado exige atenção ao rumo da política monetária, ainda que não tenha havido mudança estrutural na estimativa do grupo de 6,8% para este ano. 

“Os núcleos seguiram dinâmica ascendente, e surpreenderam mais do que proporcionalmente nossa perspectiva. A média esperada era de 0,52%, mas o observado foi de 0,59%. Assim, o ritmo da inflação segue muito ruim e demandando atenção dos comandantes da política monetária”, diz Étore Sanchez.

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