O dragão continua feroz: IPCA tem maior alta para julho em quase 20 anos – Veja os detalhes
O principal índice de evolução dos preços no país subiu 0,96% em julho, em linha com a estimativa dos economistas de 0,95%, conforme levantamento do Broadcast

Nem mesmo os aumentos na Selic foram capazes de deter o dragão inflacionário, que volta a soltar fogo pela boca. Nesta manhã, o IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho, mostrando uma inflação ainda mais acentuada, embora em linha com as expectativas do mercado.
O principal índice de evolução dos preços no país subiu 0,96% em julho, ante a estimativa dos economistas de 0,95%, conforme levantamento do Broadcast.
O IPCA de julho representa a maior inflação para o mês desde 2002, quando foi registrado aumento de 1,19%.
No acumulado dos últimos 12 meses a inflação está em 8,99%. Em 2021, o índice acumula taxa de 4,76%, ainda mais distante da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que vai de 2,25% a 5,25% — o centro da meta para o ano é de 3,75%.
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta de preços em julho, e novamente o maior impacto veio em habitação, que registrou um aumento de 3,10%.
Mais uma vez a energia elétrica
A atual crise hídrica pesa nos preços da energia elétrica e segue sendo apontada como potencial fator de risco para a economia brasileira em 2021. Em julho o setor elétrico avançou +7,88%, influenciado principalmente pelo reajuste da taxa adicional da bandeira vermelha.
Leia Também
Além do setor elétrico, outro avanço no grupo de habitação foi o preço do gás de botijão, que subiu +4,77% e do gás encanado +0,48%. Destaca-se também a variação da taxa de água e esgoto de +0,33%.
Alimentação
Comer em casa segue saindo salgado ao bolso dos brasileiros, a alimentação no domicílio passou de 0,33% em junho para 0,78% em julho, principalmente por conta das altas do:
- Tomate (18,65%);
- Frango em pedaços (4,28%);
- Leite longa vida (3,71%)
- E das Carnes (0,77%).
No lado das quedas, destacam-se:
- Cebola (-13,51%);
- Batata-inglesa (-12,03%)
- E Arroz (-2,35%).
Veja os demais grupos do IPCA em julho
Grupo | Variação Junho (%) | Variação Julho (%) |
IPCA | 0,53 | 0,96 |
Alimentação e bebidas | 0,43 | 0,6 |
Habitação | 1,1 | 3,1 |
Artigos de Residência | 1,09 | 0,78 |
Vestuário | 1,21 | 0,53 |
Transporte | 0,41 | 1,52 |
Saúde e Cuidados Pessoais | 0,51 | -0,65 |
Despesas Pessoais | 0,29 | 0,45 |
Educação | 0,05 | 0,18 |
Comunicação | -0,12 | 0,12 |
Rumo da Selic
O apetite do dragão faz com que a atenção do mercado se volte ao Banco Central. A expectativa é que o tom duro visto no comunicado da decisão que elevou a taxa Selic em um ponto percentual seja mantido, conforme sinalizado pela própria instituição, que já reconheceu em comunicado na última semana que deve aumentar o juro acima do nível neutro (de 6,50%) para conter os impactos inflacionários.
O documento deixou aberta a possibilidade para um novo aperto monetário de 1 ponto em setembro, que levaria a Selic dos atuais 5,25% aos 6,25%.
O que dizem os analistas
Para Étore Sanchez, analista da Ativa Investimentos, o IPCA de julho apresentou variação de 0,96%, apenas 2 bps acima da projeção da casa e 1 bp maior que a mediana do mercado.
No entanto, o economista chama a atenção para núcleos do indicador que mostram uma tendência de aceleração acentuada e salientou que o resultado exige atenção ao rumo da política monetária, ainda que não tenha havido mudança estrutural na estimativa do grupo de 6,8% para este ano.
“Os núcleos seguiram dinâmica ascendente, e surpreenderam mais do que proporcionalmente nossa perspectiva. A média esperada era de 0,52%, mas o observado foi de 0,59%. Assim, o ritmo da inflação segue muito ruim e demandando atenção dos comandantes da política monetária”, diz Étore Sanchez.
Esta querendo fugir da mordida do leão? A Júlia Wiltgen separou os top 5 investimentos para quem não que pagar imposto, confira no vídeo abaixo:
Agenda econômica: Payroll, balança comercial e PMIs globais marcam a semana de despedida da temporada de balanços
Com o fim de março, a temporada de balanços se despede, e o início de abril chama atenção do mercado brasileiro para o relatório de emprego dos EUA, além do IGP-DI, do IPC-Fipe e de diversos outros indicadores
Protege contra a inflação e pode deixar a Selic ‘no chinelo’: conheça o ativo com retorno-alvo de até 18% ao ano e livre de Imposto de Renda
Investimento garimpado pela EQI Investimentos pode ser “chave” para lucrar com o atual cenário inflacionário no Brasil; veja qual é
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar
Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo
Cuidado com a cabeça: Ibovespa tenta recuperação enquanto investidores repercutem ata do Copom
Ibovespa caiu 0,77% na segunda-feira, mas acumula alta de quase 7% no que vai de março diante das perspectivas para os juros
Inocentes ou culpados? Governo gasta e Banco Central corre atrás enquanto o mercado olha para o (fim da alta dos juros e trade eleitoral no) horizonte
Iminência do fim do ciclo de alta dos juros e fluxo global favorecem, posicionamento técnico ajuda, mas ruídos fiscais e políticos impõem teto a qualquer eventual rali
Eles perderam a fofura? Ibovespa luta contra agenda movimentada para continuar renovando as máximas do ano
Ata do Copom, balanços e prévia da inflação disputam espaço com números sobre a economia dos EUA nos próximos dias
Agenda econômica: Ata do Copom, IPCA-15 e PIB nos EUA e Reino Unido dividem espaço com reta final da temporada de balanços no Brasil
Semana pós-Super Quarta mantém investidores em alerta com indicadores-chave, como a Reunião do CMN, o Relatório Trimestral de Inflação do BC e o IGP-M de março
Juros nas alturas têm data para acabar, prevê economista-chefe do BMG. O que esperar do fim do ciclo de alta da Selic?
Para Flávio Serrano, o Banco Central deve absorver informações que gerarão confiança em relação à desaceleração da atividade, que deve resultar em um arrefecimento da inflação nos próximos meses
Não fique aí esperando: Agenda fraca deixa Ibovespa a reboque do exterior e da temporada de balanços
Ibovespa interrompeu na quinta-feira uma sequência de seis pregões em alta; movimento é visto como correção
Warren Buffett enriquece US$ 22,5 bilhões em 2025 e ultrapassa Bill Gates — estratégia conservadora se prova vencedora
Momento de incerteza favorece ativos priorizados pela Berkshire Hathaway, levando a um crescimento acima da média da fortuna de Buffett, segundo a Bloomberg
Ainda sobe antes de cair: Ibovespa tenta emplacar mais uma alta após decisões do Fed e do Copom
Copom elevou os juros por aqui e Fed manteve a taxa básica inalterada nos EUA durante a Super Quarta dos bancos centrais
Rodolfo Amstalden: As expectativas de conflação estão desancoradas
A principal dificuldade epistemológica de se tentar adiantar os próximos passos do mercado financeiro não se limita à já (quase impossível) tarefa de adivinhar o que está por vir
A recessão nos EUA: Powell responde se mercado exagerou ou se a maior economia do mundo está em apuros
Depois que grandes bancos previram mais chance de recessão nos EUA e os mercados encararam liquidações pesadas, o chefe do Fed fala sobre a situação real da economia norte-americana
Decisão do Federal Reserve traz dia de alívio para as criptomoedas e mercado respira após notícias positivas
Expectativa de suporte do Fed ao mercado, ETF de Solana em Wall Street e recuo da SEC no processo contra Ripple impulsionam recuperação do mercado cripto após semanas de perdas
Nova York vai às máximas, Ibovespa acompanha e dólar cai: previsão do Fed dá força para a bolsa lá fora e aqui
O banco central norte-americano manteve os juros inalterados, como amplamente esperado, mas bancou a projeção para o ciclo de afrouxamento monetário mesmo com as tarifas de Trump à espreita
Sem medo de Trump: BC dos EUA banca previsão de dois cortes de juros este ano e bolsas comemoram decisão
O desfecho da reunião desta quarta-feira (19) veio como o esperado: os juros foram mantidos na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano, mas Fed mexe no ritmo de compra de títulos
Haddad despenca, Galípolo passa raspando, inflação em alta e economia rumo à recessão: como a Faria Lima vê o governo Lula
Segundo pesquisa Genial Quaest, para 93% dos agentes de mercado a política econômica está na direção errada — e a culpa é do presidente, não de Haddad