As ações para investir com a alta da inflação, segundo o Itaú BBA
Banco emitiu um relatório apontando oportunidades nos setores de agronegócio e alimentos e bebidas— segmentos que representam 20% da composição do IPCA

Dólar alto, elevação do preço das commodities e, mais recentemente, crise hídrica colocam a inflação como vilã do consumidor brasileiro e demandam um reajuste na carteira de quem investe no país.
A renda fixa tem opções, como a de títulos que pagam uma taxa prefixada mais a variação de um índice de preços. Mas e para além desses investimentos mais seguros?
A equipe do Itaú BBA emitiu um relatório apontando oportunidades no mercado de ações, com os setores de agronegócio e alimentos e bebidas — segmentos que representam 20% da composição do IPCA, o principal índice de inflação do Brasil.
No setor agro, o banco aponta que a produtora de soja, milho e algodão SLC (SLCE3) e o grupo sucroenergético São Martinho (SMTO3) como empresas que têm boa alocação de capital e uma política de hedge (proteção) que garantem resultados positivos pelos próximos dois anos.
Por que as ações de SLC (SLCE3) e São Martinho (SMTO3)
Para os analistas do Itaú BBA, os produtores agrícolas compensaram os impactos na quebra das safras com preços maiores, acima até da inflação. "Isso ficou ainda mais acentuado em players da região Centro Oeste, que foram menos afetados pelo contexto da seca e atraso das chuvas."
Segundo o banco, SLC (SLCE3) deve se beneficiar dos altos preços das commodities (principalmente soja, milho e algodão) em 2021 e 2022.
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"Para o segundo semestre de 2021, esperamos uma forte geração de caixa devido à sazonalidade de resultados, e para 2022 acreditamos que a companhia sustente margens favoráveis, apesar da pressão de custos devido à inflação de insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos".
Na avaliação do Itaú BBA, na São Martinho (SMTO3) os altos preços de etanol seguem como o principal fator dos fortes resultados apresentados pela companhia. "Esperamos margens altas durante o restante da safra 2021/22 (que se encerra em Março/22)".
Para a safra 22/23, a companhia pode sofrer com menores níveis de produtividade devido às recentes geadas e apresentar margens menores quando comparadas às da safra corrente, por conta de pressão de custos de insumos além da menor produtividade, segundo os analistas.
Por outro lado, os preços de açúcar e etanol devem se sustentar em patamares altos, disse o Itaú BBA.
Menos inflação, mais dólar: JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3)
Em uma outra ponta, de menor correlação com cenário local, o Itaú BBA fala nas ações da JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3), por conta do "bom momento operacional".
"As duas empresas têm exposição relevante ao mercado de gado americano, indústria que tem se destacado positivamente no setor de alimentos & bebidas", diz trecho do relatório.
A dinâmica é fruto da paralisação das plantas de frigoríficos em 2020, em meio à pandemia, quando houve redução nos abates e formação de estoque de gado.
Ao longo de 2021, a expectativa dos analistas é de que os preços de gado continuem comprimidos devido ao ainda elevado nível de oferta de gado no país.
Para os dois frigoríficos, o preço de gado é o componente mais importante da formação de custos, possibilitando que as empresas entregassem boas margens operacionais e geração de caixa robusta, lembra o Itaú BBA.
"A geração de caixa em termos dolarizados é outro fator que sustenta a nossa visão positiva para esses dois papéis. A grande maioria das operações da JBS e Marfrig são nos EUA, e aproximadamente 95% e 90% dos lucros operacionais dessas empresas são gerados na região, respectivamente".
Itaú BBA, em relatório
Dada a alta exposição à uma moeda forte, as duas empresas podem apresentar mais resiliência nos resultados tendo em vista a recente volatilidade do cenário brasileiro, disse o banco.
"Enxergamos esses papéis como tendo uma menor correlação com o cenário doméstico, tanto na exposição geográfica das companhias, mas também na moeda funcional dos lucros operacionais das empresas".
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