O IPO dos docinhos: os planos da Dori Alimentos para chegar à bolsa
A Dori Alimentos, uma das líderes no setor de amendoins, snacks doces e chocolates no Brasil, planeja fazer o IPO para continuar crescendo

Sabe aquela prateleira do supermercado cheia de balas, pirulitos, chocolates e amendoins? A Dori Alimentos, um dos nomes fortes no setor de snacks, quer colocar uma gôndola dessas na B3: a companhia acaba de protocolar os documentos para um IPO na bolsa brasileira.
Ainda não há detalhes a respeito da quantidade de ações a serem vendidas, a faixa de preço pretendida pela empresa ou cronograma da oferta — o IPO ainda encontra-se em análise na CVM. Mas o prospecto preliminar traz alguns dados para análise dos potenciais investidores.
Fundada em Marília, no interior de São Paulo, a Dori teve receita líquida de R$ 426,2 milhões no primeiro semestre de 2021, alta de 39% na comparação anual. O lucro líquido aumentou 47% na mesma base de comparação, para R$ 33,9 milhões, com 8% de margem.
Os resultados têm como base a forte participação de mercado da Dori Alimentos num setor que movimenta mais de R$ 7 bilhões. Com as marcas Gomets e Deliket, a empresa tem cerca de 60% de market share no segmento de balas de goma; as bandeiras Dori e Pettiz respondem por 32% do setor de amendoim; a linha Disqueti é dona de 25% do mercado de pastilhas de chocolate.
Somados, os produtos da Dori — que ainda incluem marcas como Yogurte 100 e Lua Cheia — respondem por um quarto do mercado total de amendoins, snacks doces e chocolates do Brasil. Por fim, chama a atenção o ritmo de expansão da Dori, mesmo em meio à pandemia: o crescimento composto anual da receita líquida entre 2018 e 2020 foi de 8,2%; no mesmo intervalo, a margem Ebitda foi de 19,2%.
A empresa tem hoje quatro fábricas e sete centros de distribuição, alcançando mais de 150 mil pontos de venda no Brasil e exportando seus produtos para mais de 50 países — cerca de 9% da receita líquida é obtida com as vendas ao exterior.
Leia Também
Entre a crise e a oportunidade: Prejuízo trimestral e queda no lucro anual da Petrobras pesam sobre o Ibovespa
A culpa é da Selic: seca de IPOs na B3 deve persistir em 2025, diz Anbima
IPO da Dori: vai um snack?
Embora o prospecto não traga informações quanto ao volume do IPO da Dori, o site Brazil Journal diz que a empresa pretende movimentar R$ 1 bilhão com a oferta — a cifra inclui as parcelas primária e secundária. A companhia diz que os recursos levantados servirão para quitar debêntures privadas e reforçar a estrutura de capital, pavimentando o caminho para uma nova onda de expansão orgânica.
Entre os planos, aparecem o aprimoramento do canal de vendas e o desenvolvimento de novas linhas de produtos, com destaque para novas marcas de snacks saudáveis — as marcas atuais da Dori enquadram-se como alimentos ultraprocessados e encontram resistência de muitos potenciais consumidores.
A Dori é controlada pela família Barion; a gestora americana Acon tem cerca de 30% da companhia por meio do Candyco Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia — especula-se que a parcela secundária da oferta servirá para que a Acon venda boa parte de sua fatia.
Um rolezinho no shopping: Ibovespa reage a tarifas de Trump em semana de testemunhos de Powell e IPCA
Enquanto isso, banco BTG Pactual dá andamento à temporada de balanços com lucro recorde em 2024
Alinhando expectativas: Shein deve reduzir valuation para tentar o IPO na bolsa de Londres – e um dos ‘culpados’ por isso é Donald Trump
Varejista chinesa tenta abertura de capital na bolsa há algum tempo; nova medida do governo americano pode deixar esse processo ainda mais complicado
Ultrapar (UGPA3) pretende investir até R$ 2,5 bilhões em 2025 – e a maior parte deve ir ‘lá para o posto Ipiranga’
Plano apresentado pela Ultrapar (UGPA3) prevê investimentos de até R$ 2,542 bilhões este ano, com 60% do valor destinados à expansão do grupo
O raio-x da Moody’s para quem investe em empresas brasileiras: quais devem sofrer o maior e o menor impacto dos juros altos
Aumento da Selic, inflação persistente e depreciação cambial devem pressionar a rentabilidade das companhias nacionais em diferentes graus, segundo a agência de classificação de risco
Uma renda nem tão fixa assim: Ibovespa reage a balanços enquanto investidores monitoram Trump e decisão de juros na Inglaterra
Itaú reporta lucro líquido maior do que se esperava e anuncia dividendos extraordinários e recompra de ações multibilionária
Vem novo FII por aí: construtora aposta em residenciais para aluguel e anuncia novo fundo imobiliário na bolsa
IPO do fundo imobiliário da Neoin deve ocorrer ainda em 2025 e, apesar do cenário de turbulências no mercado, a construtora aposta na expansão dos negócios
Em mais uma etapa da reestruturação financeira, Azul (AZUL4) aprova aumento de capital em até R$ 6,1 bilhões – mercado reage e ação cai
Conselho de administração da Azul aprova aumento de capital da companhia em até R$ 6,1 bilhões; ação fica entre maiores quedas do Ibovespa nesta manhã (5)
A mensagem de uma mudança: Ibovespa se prepara para balanços enquanto guerra comercial de Trump derruba bolsas mundo afora
Trump impõe ao Canadá e ao México maiores até do que as direcionadas à China e coloca a União Europeia de sobreaviso; países retaliam
Depois do bombardeio: Ibovespa repercute produção da Petrobras enquanto mundo se recupera do impacto da DeepSeek
Petrobras reporta cumprimento da meta de produção e novo recorde no pré-sal em 2024; Vale divulga relatório hoje
Apetite insaciável em Wall Street? Concorrente do Ozempic pode chegar a valer US$ 2 bilhões com IPO nos EUA
Empresa, fundada em 2022, está desenvolvendo medicamentos com o mesmo princípio ativo das injeções das principais rivais, Novo Nordisk e Eli Lilly
Todo vazio será ocupado: Ibovespa busca recuperação em meio a queda do dólar com Trump preenchendo o vácuo de agenda em Davos
Presidente dos Estados Unidos vai participar do Fórum Econômico Mundial via teleconferência nesta quinta-feira
Em meio à seca de IPOs na bolsa, renda fixa foi campeã em emissões em ano recorde de captação pelas empresas
Segundo dados divulgados pela Anbima, empresas captaram R$ 783,4 bilhões e 2024, sendo R$ 709 bilhões advindos de instrumentos como debêntures e FIDCs
Metralhadora giratória: Ibovespa reage às primeiras medidas de Trump com volta do pregão em Nova York
Investidores ainda tentam mensurar os efeitos do retorno de Trump à Casa Branca agora que a retórica começa a se converter em ações práticas
Esta empresa de óleo e gás conta com Trump para fazer o maior IPO do setor de energia em 10 anos e se tornar maior que a BP; entenda
Venture Global teve uma ascensão meteórica, mas não está isenta de polêmicas
A vitrine mudou de lugar: Depois de começar o ano com o pé esquerdo, Ibovespa tenta recuperação em dia sem agenda
Agenda vazia e recesso em Brasília dificultam identificação de gatilhos para eventual recuperação do Ibovespa hoje
Um quarto sem janela: Ibovespa busca recuperação de banho de sangue de olho no PIB dos EUA e no RTI
Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo concedem entrevista coletiva conjunta depois da apresentação do Relatório Trimestral de Inflação
Zero IPOs, retração do mercado de capitais, mais reestruturações de dívidas… o que o BR Partners (BRBI11) espera para 2025
Vinicius Carmona, sócio e diretor de RI do BR Partners (BRBI11) falou sobre as perspectivas para o próximo ano – e elas não são otimistas
Quando até a morte é incerta: Em dia de agenda fraca, Ibovespa reage ao IBC-Br em meio a expectativa de desaceleração
Mesmo se desacelerar, IBC-Br de outubro não altera sinalizações de alta dos juros para as próximas reuniões
Após 15 anos — e muito juro pela frente —, IPO do Bradesco Seguros pode finalmente sair do papel? Bancões têm altas expectativas que sim
Oferta colocaria banco ao lado de outras instituições que já tem seus segmentos de seguros com capital aberto em bolsa
Felipe Miranda: Histerese ou apenas um ciclo — desta vez é diferente?
Olhando para os ativos brasileiros hoje não há como precisar se teremos a continuidade do momento negativo por mais 18 meses ou se entraremos num ciclo mais positivo