Assaí e Carrefour têm forte crescimento em vendas, mas ações caem 2%
Baixa acontece em um momento em que o Assaí acumula ganhos de 22% na B3 desde o processo de cisão com o GPA; Carrefour teve queda no lucro e margens pressionadas

As varejistas Assaí (ASAI3) e Carrefour Brasil (CRFB3) apresentaram forte crescimento em vendas no segundo trimestre, mas as ações das companhias reagem em queda de mais de 2% nesta quarta-feira (28).
A baixa acontece em um momento em que o Assaí acumula ganhos de 22% na B3 desde o processo de cisão com o GPA. Já o Carrefour, apesar da alta nas vendas, teve queda no lucro e apresentou dados mais fracos no segmento de varejo.
"Vemos o resultado do Assaí como mais forte por conta da combinação de um forte crescimento de receita e uma melhor rentabilidade", disseram os analistas da XP, em relatório desta quarta.
Segundo a corretora, o segmento de atacarejo continuou como o principal destaque, "com uma performance sólida de vendas mesmas lojas apesar da forte base de comparação e maiores restrições de covid no trimestre".
"Nós esperamos que o segmento siga com uma performance positiva para frente uma vez que a reabertura e aceleração da vacinação deve impulsionar a demanda do segmento B2B (bares, restaurantes, transformadores e utilizadores)", disse a XP.
A casa defende que a ação do Assaí é a melhor opção do segmento de varejo alimentar, dentro do seu universo de cobertura - o preço-alvo é de R$120.
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A tese do grupo é que a companhia continuará entregando resultados sólidos e que o segmento do atacarejo está melhor posicionado para o crescimento no curto prazo.
Carrefour Brasil, por outro lado, teria margens pressionadas e desafios maiores no segmento do varejo.

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E quais foram os números de Assaí e Carrefour?
O Assaí reportou receita líquida em alta de 22%, impulsionada pelo crescimento de vendas mesmas lojas em 9% e 19 novas lojas nos últimos 12 meses.
As margens bruta e Ebitda expandiram 0,6p.p. e 0,3p.p., respectivamente, levando a um crescimento do lucro líquido de 40%, a R$ 264 milhões, excluindo um efeito não recorrente.
O Carrefour Brasil teve, no Atacadão, crescimento de receita em 20% e vendas mesmas lojas em alta de 10%. As margens bruta e Ebitda caíram 0,8p.p. e 1,2p.p., respectivamente.
O varejo da empresa teve forte base de comparação, principalmente para varejo não alimentar (com vendas mesmas lojas em queda de 24,5%). Já as margens foram pressionados pelo programa de fidelidade da companhia.
As vendas consolidadas do Grupo Carrefour Brasil atingiram R$ 19,5 bilhões, crescimento de 10,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado
O faturamento do Banco Carrefour atingiu R$ 11,8 bilhões, aumento de 50,2%, impulsionado tanto por cartões de crédito (Carrefour e Atacadão) quanto por outros produtos, principalmente de crédito pessoal.
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