Vidas secas? Bolsonaro admite que Brasil vive “enorme crise hidrológica”
Presidente citou a falta de chuvas como um dos grandes problemas econômicos do país, juntamente com os efeitos causados pela pandemia

Em meio à escalada da inflação, o presidente Jair Bolsonaro reconheceu neste sábado que o Brasil enfrenta uma "enorme crise hidrológica".
Durante evento com motociclistas na cidade de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, ele também citou os efeitos do frio sobre a produção de alimentos, o que traz impactos para os preços ao consumidor final.
Bolsonaro elencou três problemas que, segundo ele, estão atingindo a economia brasileira atualmente. O primeiro deles é a pandemia, que, na visão de Bolsonaro, "se Deus quiser, logo ela irá embora".
Esta declaração destoa da avaliação feita pelo próprio presidente em outubro do ano passado, quando ele havia afirmado que a pandemia "está acabando".
Desde então, nove meses se passaram. Aos apoiadores, Bolsonaro afirmou ainda que a pandemia trouxe "muitos problemas" ao País, "além daqueles que nos deixaram".
A alusão foi feita à suposta herança negativa deixada por governos anteriores. O presidente citou ainda, como segundo problema da economia, a crise hidrológica.
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"Estamos atravessando enorme crise hidrológica, com falta de chuvas", disse Bolsonaro. "O terceiro problema é a geada, que queimou parte considerável da nossa lavoura", acrescentou.
O avanço nos preços dos alimentos no Brasil, intensificado a partir do segundo semestre de 2020, contribuiu para que o IPCA - o índice oficial de inflação - acumulasse alta de 8,35% nos 12 meses até junho deste ano.
No mercado financeiro, as projeções são de que a inflação encerrará 2021 em 6,56%, bem acima da meta de 3,75% perseguida pelo Banco Central.
Com o frio em várias partes do País, a perda da safra é um fator de pressão adicional sobre os alimentos. Já a estiagem tem elevado o consumo de energia termoelétrica, o que também eleva o custo ao consumidor final.
Caixa quer ser banco do agronegócio
Em rápido discurso durante o evento, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou que a instituição será, em um prazo de dois anos, o "maior banco do agronegócio" brasileiro. Presidente Prudente é uma das cidades de referência do agronegócio no interior de São Paulo.
No Brasil, a instituição financeira com maior fatia no mercado de crédito para o agronegócio é o Banco do Brasil - banco que, assim como a Caixa, é controlado pelo governo federal.
Com a chegada de Jair Bolsonaro ao governo, na eleição de 2018, o discurso de sua equipe econômica, comandada pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, era de apoio à ampliação do crédito privado no País, em detrimento do financiamento via bancos públicos.
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