🔴 ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES DE GRAÇA – ACESSE AQUI

Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

fique por dentro

Selic hoje está em 5,25% ao ano; entenda em 5 pontos a alta dos juros

Banco Central está subindo a taxa básica de juros a quatro reuniões; a autoridade monetária já contratou mais um ajuste; entenda as razões e como ela afeta sua vida

Kaype Abreu
Kaype Abreu
5 de agosto de 2021
15:26 - atualizado às 18:36
Ilustração com porcentagem e duas pessoas, simbolizando a alteração na Selic e nos juros
Imagem: Shutterstock

A taxa básica de juros, a Selic, chegou a 5,25% ao ano. A decisão foi anunciada pelo Comitê de Política Monetária, do Banco Central, nesta quarta-feira (4).

A elevação dos juros em um ponto percentual já era esperada pelo mercado. O Copom já havia elevado a taxa básica três vezes seguidas, antes do anúncio de quarta.

Veja a seguir 5 pontos para entender o aumento da Selic:

1 - Perspectiva de recuperação da economia, segundo o mercado

O Banco Central reduziu a taxa básica de juros em meio a uma desaceleração da economia — movimento que foi intensificado com a chegada da Covid-19 no ano passado.

A ideia é que, ao reduziu a Selic, o Banco Central reduz o custo do dinheiro e estimula a tomada de crédito e o consumo.

No entanto, nos últimos meses a autoridade monetária e o mercado começaram a enxergar a recuperação da atividade econômica, diante do avanço da campanha de vacinação, embora 14,7% da população esteja desempregada.

O BC comentou que vê uma recuperação "robusta do crescimento econômico ao longo do segundo semestre".

Leia Também

O PIB do Brasil cresceu 1,2% no 1º trimestre, número que foi acima do esperado e levou a uma onda de revisões de projeção de crescimento para este ano.

2 - Inflação ao consumidor

A retomada ainda que capenga da economia impulsiona os preços. Alguns setores mais ligados a tecnologia, inclusive, têm a cadeia de suprimentos desorganizadas por causa da pandemia - o que ainda deve persistir ao menos no próximo ano.

Mas o Banco Central olha neste momento para um segmento em específico: o da inflação consumidor - ou seja, o conjunto de preços de bens e serviços que fazem parte de despesas habituais das famílias brasileiras.

Para o Copom, a inflação ao consumidor, continua "se revelando persistente". "Os últimos indicadores divulgados mostram composição mais desfavorável", disse a autoridade monetária.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu 0,92% na quarta quadrissemana de julho, acumulando alta de 8,76% nos últimos 12 meses, segundo dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), divulgados no último dia 8.

3 - Novas pressões no horizonte

Há ainda outros componentes, no cruzo prazo, no radar do Banco Central ao tomar a decisão sobre Selic. A autoridade monetária lembra de uma possível elevação do adicional da bandeira tarifária e os novos aumentos nos preços de alimentos. "

Com a crise hídrica, há uma consulta pública para decidir se a taxa da bandeira vermelha 2 da conta de luz continuará em R$ 9,49 por 100 kWh ou se aumentará para R$ 11,5 por cada 100 kWh.

A energia elétrica puxa a inflação no grupo "habitação" - o mais relevante entre os dados divulgados pelo IBGE.

Nesse mesmo grupo, a alimentação no domicílio passou de 0,23% em maio para 0,33% em junho, puxada pelas carnes (1,32%), que subiram pelo quinto mês consecutivo e acumulam alta de 38,17% em 12 meses. 

O aumento dos preços em alimentação é explicado pela mudança de consumo do brasileiro, que passou a comer mais em casa, aumento da demanda internacional e desvalorização cambial.

4 - Por que inflação é importante para a Selic?

Como já mencionado, o BC mexe na taxa básica de juros para influenciar na inflação e suas expectativas. A decisão do Copom leva cerca de nove meses para ter um efeito prático na economia.

Hoje o Copom considera o calendário de 2022 e, em menor grau, o de 2023. Mas o que ele leva em conta? Basicamente, as metas de inflação.

O centro da meta para o índice no próximo ano é de 3,5%, com tolerância de 2% a 5%, conforme definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o órgão superior do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Mas as projeções do mercado, segundo o boletim Focus, apontam avanço do IPCA (a inflação oficial) para 3,81% em 2022, enquanto considerando os últimos 12 meses os preços já sobem 8,35% - mas nos próximos 12 meses a alta seria de 4,47%, de acordo com as estimativas do mercado.

5 - As consequências do aumento da Selic

O aumento da taxa básica de juros gera as seguintes consequências para a economia:

  • Juros cobrados pelos bancos: a tendência é que os juros continuem subindo;
  • Consumo: o aumento da taxa Selic desestimula o consumo;
  • Governo tem de lidar com o aumento as despesas com juros da dívida pública;
  • Selic alta também estimula o ingresso de recursos na economia e diminui a tendência de valorização do dólar;

E para os investimentos?

As aplicações financeiras cuja remuneração é atrelada à Selic ou à taxa DI - taxa de juros que costuma acompanhar a taxa básica - podem ainda ter alguma dificuldade de vencer a inflação, em razão de taxas, spread entre preços de compra e venda e/ou imposto de renda, por exemplo.

Ainda assim, com a continuidade esperada para o ciclo de alta dos juros, a tendência é que o retorno dessas aplicações siga crescendo, enquanto a inflação vá sendo controlada.

Assim, os investimentos conservadores estão voltando a ter rentabilidades atrativas, aumentando sua probabilidade de ganhar da inflação e preservar o poder de compra do investidor.

É o caso do Tesouro Selic (LFT), da caderneta de poupança, dos fundos DI e de títulos bancários, como os CDB, LCI e LCA pós-fixados. Saiba nesta matéria como ficam os seus investimentos em renda fixa com a Selic em 5,25% ao ano.

Veja neste vídeo o que é a reunião do Copom e como a definição da Selic afeta a sua vida. Aproveite para se inscrever no nosso canal no Youtube.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TÁ NA ATA

Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar

25 de março de 2025 - 12:10

Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo

SD Select

Com a Selic a 14,25%, analista alerta sobre um erro na estratégia dos investidores; entenda

25 de março de 2025 - 10:00

A alta dos juros deixam os investidores da renda fixa mais contentes, mas este momento é crucial para fazer ajustes na estratégia de investimentos na renda variável, aponta analista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com a cabeça: Ibovespa tenta recuperação enquanto investidores repercutem ata do Copom

25 de março de 2025 - 8:13

Ibovespa caiu 0,77% na segunda-feira, mas acumula alta de quase 7% no que vai de março diante das perspectivas para os juros

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Inocentes ou culpados? Governo gasta e Banco Central corre atrás enquanto o mercado olha para o (fim da alta dos juros e trade eleitoral no) horizonte

25 de março de 2025 - 6:39

Iminência do fim do ciclo de alta dos juros e fluxo global favorecem, posicionamento técnico ajuda, mas ruídos fiscais e políticos impõem teto a qualquer eventual rali

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Dedo no gatilho

24 de março de 2025 - 20:00

Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Eles perderam a fofura? Ibovespa luta contra agenda movimentada para continuar renovando as máximas do ano

24 de março de 2025 - 8:05

Ata do Copom, balanços e prévia da inflação disputam espaço com números sobre a economia dos EUA nos próximos dias

MACRO EM FOCO

Juros nas alturas têm data para acabar, prevê economista-chefe do BMG. O que esperar do fim do ciclo de alta da Selic?

23 de março de 2025 - 12:01

Para Flávio Serrano, o Banco Central deve absorver informações que gerarão confiança em relação à desaceleração da atividade, que deve resultar em um arrefecimento da inflação nos próximos meses

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Não fique aí esperando: Agenda fraca deixa Ibovespa a reboque do exterior e da temporada de balanços

21 de março de 2025 - 8:21

Ibovespa interrompeu na quinta-feira uma sequência de seis pregões em alta; movimento é visto como correção

SEXTOU COM O RUY

Deixou no chinelo: Selic está perto de 15%, mas essa carteira já rendeu mais em três meses

21 de março de 2025 - 5:42

Isso não quer dizer que você deveria vender todos os seus títulos de renda fixa para comprar bolsa neste momento, não se trata de tudo ou nada — é até saudável que você tenha as duas classes na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: As expectativas de conflação estão desancoradas

19 de março de 2025 - 20:00

A principal dificuldade epistemológica de se tentar adiantar os próximos passos do mercado financeiro não se limita à já (quase impossível) tarefa de adivinhar o que está por vir

E DEVE CONTINUAR

Renda fixa mais rentável: com Selic a 14,25%, veja quanto rendem R$ 100 mil na poupança, em Tesouro Selic, CDB e LCI

19 de março de 2025 - 19:51

Conforme já sinalizado, Copom aumentou a taxa básica em mais 1,00 ponto percentual nesta quarta (19), elevando ainda mais o retorno das aplicações pós-fixadas

CICLO CHEGANDO AO FIM?

Copom não surpreende, eleva a Selic para 14,25% e sinaliza mais um aumento em maio 

19 de março de 2025 - 19:35

Decisão foi unânime e elevou os juros para o maior patamar em nove anos. Em comunicado duro, o comitê não sinalizou a trajetória da taxa para os próximos meses

SEU MENTOR DE INVESTIMENTOS

O que o meu primeiro bull market da bolsa ensina sobre a alta das ações hoje

19 de março de 2025 - 10:30

Nada me impactou tanto como a alta do mercado de ações entre 1968 e 1971. Bolsas de Valores seguem regras próprias, e é preciso entendê-las bem para se tirar proveito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De volta à Terra: Ibovespa tenta manter boa sequência na Super Quarta dos bancos centrais

19 de março de 2025 - 8:35

Em momentos diferentes, Copom e Fed decidem hoje os rumos das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos

SEM BOLA DE CRISTAL, MAS COM SINAIS

A decisão é o que menos importa: o que está em jogo na Super Quarta com as reuniões do Copom e do Fed sobre os juros

19 de março de 2025 - 6:07

O Banco Central brasileiro contratou para hoje um novo aumento de 1 ponto para a Selic, o que colocará a taxa em 14,25% ao ano. Nos EUA, o caminho é da manutenção na faixa entre 4,25% e 4,50% — são os sinais que virão com essas decisões que indicarão o futuro da política monetária tanto aqui como lá

TOUROS E URSOS #215

Até onde vai a alta da Selic — e como investir nesse cenário? Analista vê juros de até 15,5% e faz recomendações de investimentos

18 de março de 2025 - 13:51

No episódio da semana do Touros e Ursos, Lais Costa, da Empiricus Research, fala sobre o que esperar da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, após a Super Quarta

SD Select

Super Quarta no radar: saiba o que esperar das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e como investir

18 de março de 2025 - 10:00

Na quarta-feira (19), os bancos centrais do Brasil e dos EUA devem anunciar suas decisões de juros; veja o que fazer com seus investimentos, segundo especialistas do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Não é um pássaro (nem um avião): Ibovespa tenta manter bom momento enquanto investidores se preparam para a Super Quarta

18 de março de 2025 - 8:16

Investidores tentam antecipar os próximos passos dos bancos centrais enquanto Lula assina projeto sobre isenção de imposto de renda

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Mais uma Super Quarta vem aí: dois Bancos Centrais com níveis de juros, caminhos e problemas diferentes pela frente

18 de março de 2025 - 6:28

Desaceleração da atividade econômica já leva o mercado a tentar antecipar quando os juros começarão a cair no Brasil, mas essa não é necessariamente uma boa notícia

SERÁ QUE ANCOROU?

Alívio para Galípolo: Focus traz queda na expectativa de inflação na semana da decisão do Copom, mas não vai evitar nova alta da Selic

17 de março de 2025 - 9:49

Estimativa para a inflação de 2025 no boletim Focus cai pela primeira vez em quase meio ano às vésperas de mais uma reunião do Copom

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar