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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores

Aperto monetário

Vem aí uma alta de 1 ponto na Selic? Por que o mercado elevou as projeções para os juros após a ata do Copom

Juro básico da economia pode subir para 5,25% ao ano já em agosto se o Copom decidir apertar o ritmo de elevação da Selic para conter as pressões inflacionárias

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
22 de junho de 2021
12:36 - atualizado às 18:51
Arte mostrando uma lupa focalizando um símbolo de porcentagem; indicação para matérias envolvendo juros, Selic, Banco Central (BC), investimentos e outros
Imagem: Shutterstock

Vem aí uma alta de 1 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic)? Essa passou a ser a visão de parte do mercado após a divulgação da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na semana passada, os diretores do Banco Central decidiram elevar a Selic em mais 0,75 ponto percentual, para 4,25% ao ano, e indicaram uma nova elevação da mesma magnitude na próxima reunião, marcada para o início de agosto.

Só que o tom mais duro da ata divulgada na manhã desta terça-feira levou o mercado a recalibrar as projeções para uma elevação de 1 ponto percentual, que levaria o juro básico da economia para 5,25% ao ano.

O ponto que mais chamou a atenção dos analistas foi o parágrafo 15 do documento, no qual o Copom informa que chegou a avaliar “uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários já nesta reunião”.

“Considerando os diversos cenários alternativos, o Comitê entendeu que a melhor estratégia seria a manutenção do atual ritmo de redução de estímulos, mas destacando a possibilidade de ajuste mais tempestivo na próxima reunião”, escreveu o Copom, na ata.

O Copom também destacou que “o compromisso inequívoco do Banco Central é com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e os passos futuros da política monetária são livremente ajustados com esse objetivo”.

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No mercado, essa consideração foi interpretada como um sinal de que o BC deve partir para uma linha mais firme de combate à inflação usando a sua principal arma: a Selic.

Após a divulgação da ata, o Itaú Unibanco decidiu revisar a projeção de alta para os juros e passou a fazer parte do grupo dos que esperam uma alta de 1 ponto percentual.

A equipe liderada pelo economista Mario Mesquita, ex-diretor do BC, espera ainda outros dois aumentos na Selic, de 0,75 ponto e 0,50 ponto, para 6,50% ao ano no fim do ciclo de alta.

Quem também revisou para cima o ritmo de ajuste da Selic foi o Bank of America. Além de esperar por uma alta de 1 ponto percentual dos juros pelo Copom na próxima reunião, o banco norte-americano agora espera que o fim do ciclo de aperto monetário termine apenas quando as taxas chegarem aos 7% ao ano.

Entre os que mantiveram a previsão de alta de 0,75 ponto da Selic está o Alberto Ramos, economista para a América Latina do Goldman Sachs. Ainda assim, ele passou a projetar uma probabilidade maior de elevação de 1 ponto e também de que os juros subam para um patamar de 7% ao ano ou mais em 2022.

A indicação de que a Selic deve subir mais no curto prazo também se reflete nos juros futuros negociados na B3 e na bolsa nesta terça-feira. A ponta mais curta da curva passa por ajustes intensos, embora o mercado ainda precifique taxas abaixo de 6% ao fim desse ano:

  • Janeiro/22: de 5,61% para 5,73%;
  • Janeiro/23: de 7,11% para 7,25%;
  • Janeiro/24: de 7,81% para 7,87%;
  • Janeiro/25: de 8,19% para 8,20%.

Saiba também como ficam seus investimentos quando a Selic sobe no vídeo abaixo:

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