Poupança fará um retorno triunfal? Auxílio emergencial e Selic em alta ajudam e saldo da caderneta é positivo pelo 4º mês seguido
No ano passado, a aplicação já havia sido favorecida pelo pagamento do auxílio e registrou dez meses seguidos de depósitos líquidos

Com novas parcelas previstas até outubro, a volta dos pagamentos do auxílio emergencial deram o empurrão necessário para que a poupança fechasse julho com uma captação positiva pelo quarto mês consecutivo.
Segundo o Banco Central, os aportes na caderneta somaram R$ 298,2 bilhões, enquanto os saques foram de R$ 291,8 bilhões. O resultado é um saldo positivo de cerca de R$ 6,3 bilhões no mês.
Com um rendimento de R$ 2,478 bilhões em julho, o saldo total das contas chegou a R$ 1,039 trilhão.
No ano passado, a aplicação já havia sido favorecida pelo pagamento do auxílio e registrou dez meses seguidos de depósitos líquidos. Mas, com a interrupção do benefício, o primeiro trimestre de 2021 foi de retirada de recursos das contas.
Pesaram também as tradicionais despesas de início de ano — IPTU, IPVA, matrículas de filhos e gastos com material escolar — e o brasileiro recorreu à poupança para fechar as contas.
Com a volta das parcelas em abril, a conta entre saques e depósitos na caderneta também retornou a patamares positivos.
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Selic e rendimento da poupança em alta
Além do benefício, outro fator pode estar impulsionando a poupança entre os investidores mais conservadores. Apesar da rentabilidade baixa em comparação com outros ativos, ela permanece como uma das preferidas dos brasileiros.
O Banco Central confirmou expectativa do mercado e elevou a Selic para 5,25% na última quarta-feira (4). Com a decisão, a sequência de altas da taxa básica de juros do Brasil, que começou o ano na mínima histórica de 2%, também chega a quatro.
Vale lembrar que a Selic influencia diretamente na remuneração da poupança. Sempre que ela está abaixo dos 8,5% ao ano, a caderneta paga a taxa referencial (TR) — atualmente zerada —, mais 70% da Selic. Ou seja, seu rendimento está em 3,675% ao ano.
Porém, também é importante destacar que nem mesmo a sequência de altas foi capaz de garantir que a aplicação vença a inflação. Os economistas preveem que a alta dos preços chegue a 6,79% no final de 2021.
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