🔴 ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES DE GRAÇA – ACESSE AQUI

Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Juros em alta

MUFG Brasil vê Selic em 7,5% ao fim de 2021 e BC preocupado com a inflação em 2023

Carlos Pedroso, economista-chefe do banco MUFG Brasil, vê mais três altas na Selic ainda em 2021, com o Copom levando a taxa de juros a 7,5%

Carlos Pedroso, economista-chefe do banco MUFG Brasil
Carlos Pedroso, economista-chefe do banco MUFG Brasil - Imagem: Banco MUFG Brasil

A alta de um ponto percentual na Selic, de 4,25% para 5,25% ao ano, era tida como certa por boa parte do mercado financeiro — a decisão em si, portanto, não foi surpreendente. Mas algumas mudanças na comunicação do Copom foram bastante firmes, diz Carlos Pedroso, economista-chefe do banco MUFG Brasil.

Em primeiro plano, destaque para o horizonte inflacionária mais amplo que está sendo considerado pelo Banco Central: a autoridade monetária já se mostra atenta às tendências para os preços em 2023 — e muitas de suas sinalizações têm um objetivo claro: ancorar as expectativas do mercado.

Pedroso também ressalta a afirmação, por parte do BC, de que a Selic deve continuar subindo para além do patamar neutro — uma taxa que, embora não seja pública, é estimada pelo MUFG Brasil ao redor de 6,5% ao ano.

Como resultado, Pedroso vê mais três altas na Selic ao longo de 2021, encerrando o ano no patamar de 7,5% — esse seria o fim do atual ciclo de aperto monetário. Veja os principais pontos da conversa do economista com o Seu Dinheiro:

Separamos os 10 investimentos de renda fixa mais rentáveis para você fazer em 2021. Afinal, qual investimento da renda fixa rende mais? Vale a pena investir por fundo de renda fixa? O que dizer de ETF de renda fixa? Confira no vídeo abaixo.

SD Entrevista: Carlos Pedroso, economista-chefe do MUFG Brasil

Seu Dinheiro: Vocês projetavam uma alta de 0,75 ponto na Selic até a semana passada, mudando para um ponto no começo desta semana. Considerando que o Copom veio conforme o esperado, quais pontos do comunicado chamaram a atenção?

Leia Também

Carlos Pedroso: Eu destacaria três pontos. Em primeiro lugar, o fato de o BC já ter contratado mais 100 bps para a próxima reunião de setembro — ficou bem claro que o comitê prevê mais uma de mesma magnitude.

Outra coisa bem importante é que, até o Copom passado, vinha no comunicado que eles estavam elevando a taxa de juros ao patamar neutro. Agora ele deixa bem claro que seu objetivo é acima do neutro.

Hoje, na nossa avaliação, o neutro é em torno de 6,5%. Se ele busca um patamar acima, então temos uma projeção de 7,5% como o fim do ciclo de aperto.

O terceiro ponto é que o Copom começou a colocar na mira a inflação também para 2023. Obviamente, o foco segue em 2022, mas ele já começa a esticar o horizonte de influência da política monetária para 2023.

SD: Com a decisão e o comunicado de hoje, o BC consegue ancorar novamente as expectativas do mercado em relação à inflação?

Carlos Pedroso: O Copom veio de acordo com a expectativa do mercado, que já precificava 100 bps para esta reunião e mais 100 bps para a próxima. No comunicado, o BC deixou bem claro que ainda há riscos relacionados à reabertura da economia, principalmente com surpresas inflacionárias vindas do lado dos serviços e chances de transmissão para a inflação de 2022.

Se você olhar para as tendências do Boletim Focus, muitos economistas já trabalham com um cenário de 100 bps na próxima reunião e Selic acima da taxa neutra. Mas, no último Focus, a mediana para a inflação em 2022 veio basicamente estável depois de algumas semanas de alta, perto de 3,8%.

Com o comunicado de hoje, a tendência é de que as projeções continuem estáveis em torno desse patamar.

Projeções para 2022 do último Boletim Focus, divulgado no dia 2

SD: Após a decisão de hoje, qual a projeção de vocês para o ciclo de altas da Selic daqui para frente?

Carlos Pedroso: Temos mais três reuniões até o fim do ano, em setembro, outubro e dezembro.

Trabalhamos com 100 bps em setembro, 75 bps em outubro e 50 bps em dezembro. Ao dar um aumento de 50 bps em dezembro, chegamos nos 7,5% ao ano e, a partir daí, estabilizamos.

SD: O que esperar da reação dos mercados amanhã?

Carlos Pedroso: A decisão veio de acordo com o esperado. Se só tivéssemos a questão do Copom influenciando o mercado, a curva de juros passaria por ajustes. A parte curta não muda, a alta de 100 bps já estava precificada, mas a longa...

Bem, aí temos que ver as questões. O que mais pressiona é a questão fiscal. Se tivermos um alívio nesse lado, com uma indicação mais forte por parte do governo de que o teto de gastos vai ser respeitado em 2022, aí poderemos ter uma queda na curva mais longa.

Caso contrário, ela seguirá pressionada, mas não por causa da decisão do Copom, e sim pelo cenário fiscal.

No câmbio, a alta da Selic torna o carry trade mais atrativo, principalmente se olharmos para os mercados que competem com o nosso, como o México, a África do Sul e a América Latina. Nós estamos com juros mais elevados, e isso torna essas operações mais atrativas para o estrangeiro.

Mas acho que, ainda assim, não é suficiente para termos um ingresso tão forte de recursos, justamente pelas incertezas de médio e longo prazo, no lado fiscal e das eleições.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BALANÇO DOS BALANÇOS

O e-commerce das brasileiras começou a fraquejar? Mercado Livre ofusca rivais no 4T24, enquanto Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia apanham no digital

28 de março de 2025 - 16:02

O setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre, com players brasileiros deixando a desejar quando o assunto são as vendas online

MERCADOS HOJE

Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump

28 de março de 2025 - 14:15

Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real

ENTREVISTA EXCLUSIVA

CEO da Americanas vê mais 5 trimestres de transformação e e-commerce menor, mas sem ‘anabolizantes’; ação AMER3 desaba 25% após balanço

27 de março de 2025 - 14:58

Ao Seu Dinheiro, Leonardo Coelho revelou os planos para tirar a empresa da recuperação e reverter os números do quarto trimestre

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo

27 de março de 2025 - 8:20

Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC

BREAKFAST AT TIFFANY'S

Um café e a conta: o que abertura do Blue Box Café da Tiffany em São Paulo diz sobre o novo mercado de luxo

27 de março de 2025 - 7:01

O café pop-up abre hoje (27) e fica até o dia 30 de abril; joalheria segue tendência mundial de outras companhias de luxo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump

26 de março de 2025 - 8:22

Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair

conteúdo EQI

Selic em 14,25% ao ano é ‘fichinha’? EQI vê juros em até 15,25% e oportunidade de lucro de até 18% ao ano; entenda

25 de março de 2025 - 14:00

Enquanto a Selic pode chegar até 15,25% ao ano segundo analistas, investidores atentos já estão aproveitando oportunidades de ganhos de até 18% ao ano

TÁ NA ATA

Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar

25 de março de 2025 - 12:10

Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo

SD Select

Com a Selic a 14,25%, analista alerta sobre um erro na estratégia dos investidores; entenda

25 de março de 2025 - 10:00

A alta dos juros deixam os investidores da renda fixa mais contentes, mas este momento é crucial para fazer ajustes na estratégia de investimentos na renda variável, aponta analista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com a cabeça: Ibovespa tenta recuperação enquanto investidores repercutem ata do Copom

25 de março de 2025 - 8:13

Ibovespa caiu 0,77% na segunda-feira, mas acumula alta de quase 7% no que vai de março diante das perspectivas para os juros

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Inocentes ou culpados? Governo gasta e Banco Central corre atrás enquanto o mercado olha para o (fim da alta dos juros e trade eleitoral no) horizonte

25 de março de 2025 - 6:39

Iminência do fim do ciclo de alta dos juros e fluxo global favorecem, posicionamento técnico ajuda, mas ruídos fiscais e políticos impõem teto a qualquer eventual rali

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Dedo no gatilho

24 de março de 2025 - 20:00

Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Eles perderam a fofura? Ibovespa luta contra agenda movimentada para continuar renovando as máximas do ano

24 de março de 2025 - 8:05

Ata do Copom, balanços e prévia da inflação disputam espaço com números sobre a economia dos EUA nos próximos dias

ANOTE NO CALENDÁRIO

Agenda econômica: Ata do Copom, IPCA-15 e PIB nos EUA e Reino Unido dividem espaço com reta final da temporada de balanços no Brasil

24 de março de 2025 - 7:03

Semana pós-Super Quarta mantém investidores em alerta com indicadores-chave, como a Reunião do CMN, o Relatório Trimestral de Inflação do BC e o IGP-M de março

MACRO EM FOCO

Juros nas alturas têm data para acabar, prevê economista-chefe do BMG. O que esperar do fim do ciclo de alta da Selic?

23 de março de 2025 - 12:01

Para Flávio Serrano, o Banco Central deve absorver informações que gerarão confiança em relação à desaceleração da atividade, que deve resultar em um arrefecimento da inflação nos próximos meses

O PESO DO MACRO

Co-CEO da Cyrela (CYRE3) sem ânimo para o Brasil no longo prazo, mas aposta na grade de lançamentos. ‘Um dia está fácil, outro está difícil’

23 de março de 2025 - 10:23

O empresário Raphael Horn afirma que as compras de terrenos continuarão acontecendo, sempre com análises caso a caso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Não fique aí esperando: Agenda fraca deixa Ibovespa a reboque do exterior e da temporada de balanços

21 de março de 2025 - 8:21

Ibovespa interrompeu na quinta-feira uma sequência de seis pregões em alta; movimento é visto como correção

SEXTOU COM O RUY

Deixou no chinelo: Selic está perto de 15%, mas essa carteira já rendeu mais em três meses

21 de março de 2025 - 5:42

Isso não quer dizer que você deveria vender todos os seus títulos de renda fixa para comprar bolsa neste momento, não se trata de tudo ou nada — é até saudável que você tenha as duas classes na carteira

O CÉU É O LIMITE?

Após semanas de short squeeze em Casas Bahia, até onde o mercado terá espaço para continuar “apertando” as ações BHIA3?

20 de março de 2025 - 15:31

A principal justificativa citada para a performance de BHIA3 é o desenrolar de um short squeeze, mas há quem veja fundamentos por trás da valorização. Saiba o que esperar das ações

PASSO A PASSO NOTURNO

Dormir bem virou trend no TikTok — mas será que o sleepmaxxing, a ‘rotina de sono perfeita’, realmente funciona?

20 de março de 2025 - 11:37

Especialistas dizem que a criação de uma rotina noturna pode trazer benefícios para a qualidade de vida, mas é preciso ter cuidado com os exageros

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar