Mercado realiza leves ajustes em projeções para inflação e PIB
Relatório Focus aponta ainda melhora em mediana das estimativas para dívida líquida pela sétima vez seguida

Os economistas do mercado financeiro fizeram um leve ajuste para baixo na projeção para a inflação e o PIB no acumulado de 2020. Já para 2021, as mudanças foram positivas.
Conforme o Relatório Focus, pesquisa conduzida pelo Banco Central, a mediana das estimativas aponta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2020 em 4,37%, abaixo dos 4,38% divulgados anteriormente. Esta foi a segunda vez consecutiva que a projeção foi diminuída.
Para 2021, a expectativa para o índice oficial de inflação do País subiu de 3,32% para 3,34%.
No caso do PIB, a mediana das projeções dos economistas aponta que a economia contraiu 4,37% no ano passado. No relatório anterior, a projeção era de queda de 4,36%.
Já a expectativa para este ano é de um crescimento de 3,41% da economia brasileira, um pouco acima dos 3,40% divulgado no Relatório Focus anterior.
Dívida líquida
Pela sétima edição consecutiva do Relatório Focus, os economistas melhoraram a projeção para a dívida líquida do País, e pela nona seguida o resultado em 2021.
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A expectativa agora é de que ela alcance 63,75% do PIB em 2020, abaixo dos 64,60% estimados na semana passada. Para 2021, a perspectiva é de que ela alcance 64,95% do PIB, menos que os 66,30% divulgados no boletim passado.
A expectativa para o déficit primário permanece sendo de 10,6% do PIB em 2020 e 3% em 2021, enquanto a projeção para o resultado nominal em 2020 foi ligeiramente melhorada, de déficit de 15% para 14,95% do PIB. A estimativa para 2021 permanece sendo de saldo negativo de 7%.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
Balança comercial
Os economistas reduziram levemente a projeção para a balança comercial em 2021, de superávit de US$ 55,1 bilhões para US$ 55 bilhões.
Na semana passada, o Ministério da Economia anunciou que a balança comercial do Brasil fechou 2020 com superávit de US$ 50,9 bilhões, terceiro maior saldo desde 1989, ano de início da série histórica.
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