Muito além da inflação de 10%. Veja os itens que mais aumentaram de preço e pesaram no bolso do brasileiro
O IPCA acumulado em 12 meses atingiu dois dígitos em setembro. E se você resolveu fazer um churrasco e pegar a estrada, sua inflação foi muito maior do que a média

O IPCA de setembro superou a marca de 10% pela primeira vez desde fevereiro de 2016. Mas, a depender do que você fez no mês passado, sua inflação pode ter sido bem maior do que a já salgada alta dos preços enfrentada pelos brasileiros.
Vamos supor que você, contrariando todas as recomendações médicas motivadas pela pandemia, tenha feito um churrasco com seus melhores amigos em um sítio fora da cidade em setembro do ano passado e vocês tenham resolvido repetir a dose um ano depois.
Com os preços dos alimentos e dos combustíveis em destaque no IPCA, o impacto da inflação sobre seus gastos teria sido muito maior do que o da média dos brasileiros.
Tanque mais caro
A inflação já começa a pesar no caminho, quando você vai abastecer o carro. Enquanto um lado reclama da carga tributária e outro culpa a política de preços de combustíveis da Petrobras, o preço dos combustíveis deixa os dois discutindo e avança sem trégua.
O litro da gasolina aumentou 39,6% no período, de acordo com o IBGE. Ah, mas seu carro tem motor flex. Sem problema, o etanol subiu 64,77%, terceira maior taxa em 12 meses dentre todos os itens que compõem o IPCA. Hoje, aliás, a Petrobras determinou novos reajustes aos preços da gasolina e do gás de cozinha.
E se algum participante dessa confraternização precisou ir de avião, as passagens aéreas de ida e volta custaram 56,81% mais em relação ao churrasco anterior. Individualmente, as passagens aéreas apresentaram a quinta maior taxa entre os integrantes do índice.
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Tá, vamos parar de reclamar do combustível e passar logo pro churrasco
Quem levou uma peça de picanha, por exemplo, pagou por ela 26,82% a mais do que há 12 meses. O amigo que levou um contrafilé pra assar viu o preço do quilo avançar 26,88%. Já quem chegou com a alcatra sentiu menos, pero no mucho: +24,54%.
Aquele que tentou economizar logo pensou: vou levar um franguinho. Se levou um frango inteiro, pagou 28,78% a mais; em pedaços, +28,91%; só o peito, +29,80%.
Por que subiu tanto?
Em relação a isso, não tem muito segredo. Além dos insumos mais caros em meio à falta de chuvas, economistas apontam para o peso da alta da taxa de câmbio na inflação. O dólar mais caro levou as grandes empresas de proteína animal a privilegiarem as exportações em detrimento do mercado interno.
Amigos veganos
Trata-se, porém, de um grupo bastante heterogêneo. Os amigos veganos chegaram com pimentão, abobrinha e repolho - respectivamente líder, vice-líder e quarto colocado entre os vilões inflacionários do período.
O pimentão quase dobrou de preço - subiu 96,34% -, seguido pela abobrinha (+64,93%) e pelo repolho (+57,90%). Muito mais do que um benchmark recente, o tomate (+24,32%), quase tão salgado quanto aquela picanha que alguém esqueceu na churrasqueira sem bater o sal grosso.
Mas está tudo sob controle. O sal subiu só 5,85%.
E o carvão? Ainda bem que não entra no cálculo do IPCA. Mas com um dragão desse naipe, quem precisa de carvão?
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