EUA, China e outras potências liberam reservas estratégicas de petróleo para fazer frente à alta dos preços dos combustíveis
Medida pressiona as cotações dos contratos futuros de petróleo, que ainda acumulam alta de mais de 50% em 2021

A alta dos preços dos combustíveis está longe de ser um fenômeno limitado ao Brasil. As cotações do petróleo nos mercados internacionais acumulam alta de mais de 50% em 2021. Recentemente, elas atingiram o nível mais alto em sete anos, puxando consigo os preços da gasolina e de outros derivados.
A situação levou Estados Unidos, China, Japão, Índia, Coreia do Sul e Reino Unido a engajarem-se em uma ação coordenada sem precedentes.
As potências em questão decidiram reduzir suas reservas estratégicas da commodity. Trata-se de uma tentativa de conter a alta dos preços dos combustíveis - e suas consequências diante de um quadro inflacionário muito menos transitório do que o originalmente previsto.
Reação do mercado
Como era de se esperar, as notícias sobre a ação coordenada estão derrubando as cotações dos contratos futuros de petróleo nos mercados internacionais – e também das ações de gigantes do petróleo ao redor do mundo.
Enquanto o Brent voltava à faixa dos US$ 78 por barril, o WTI era negociado pouco acima de US$ 75 na manhã de hoje.
Os valores estão consideravelmente abaixo das respectivas máximas em sete anos de US$ 86 e US$ 83 por barril atingidas em outubro.
Leia Também
EUA liberarão 50 milhões de barris de petróleo
“Hoje, o presidente [Joe Biden] anuncia que o Departamento de Energia disponibilizará 50 milhões de barris das Reservas Estratégicas de Petróleo para reduzir os preços para os americanos e resolver o descompasso entre oferta e demanda na saída da pandemia”, informou a Casa Branca por meio de nota.
Além dos EUA, a Índia já confirmou a liberação de 5 milhões barris de suas reservas.
Enquanto isso, os governos de China, Coreia do Sul, Japão e Reino Unido anunciaram a intenção de adotar medida similar, mas os detalhes são vagos quanto às quantidades totais. Todos têm em comum o fato de serem grandes consumidores de petróleo e derivados.
“A medida encerra semanas de consultas com países ao redor do mundo, e já estamos vendo o efeito desse trabalho sobre os preços do petróleo”, prossegue a Casa Branca.
“Nas últimas semanas, à medida que as informações sobre as consultas tornaram-se públicas, os preços do petróleo caíram quase 10%.”
Opep e aliados rejeitaram apelo para diminuir produção
A ação coordenada ocorre depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados terem rejeitado apelos das nações consumidoras para que aumentassem a produção.
Os clientes do cartel petrolífero temem que a alta dos preços comprometa a recuperação econômica global.
Representantes da Opep e de outros grandes produtores de petróleo, como a Rússia, devem voltar a se reunir em 2 de dezembro para discutir suas metas de produção.
*Com informações da CNBC e do MarketWatch.
O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China
A expectativa é de que a Casa Branca divulgue oficialmente os detalhes da taxação às 17h (de Brasília). O Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que está em jogo.
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Drill, deal or die: o novo xadrez do petróleo sob o fogo cruzado das guerras e das tarifas de Trump
Promessa de Trump de detalhar um tarifaço a partir de amanhã ameaça bagunçar de vez o tabuleiro global
Tony Volpon: Buy the dip
Já que o pessimismo virou o consenso, vou aqui argumentar por que de fato uma recessão é ainda improvável (com uma importante qualificação final)
Agenda econômica: Payroll, balança comercial e PMIs globais marcam a semana de despedida da temporada de balanços
Com o fim de março, a temporada de balanços se despede, e o início de abril chama atenção do mercado brasileiro para o relatório de emprego dos EUA, além do IGP-DI, do IPC-Fipe e de diversos outros indicadores
Agenda econômica: últimos balanços e dados dos Estados Unidos mobilizam o mercado esta semana
No Brasil, ciclo de divulgação de balanços do 4T24 termina na segunda-feira; informações sobre o mercado de trabalho norte-americano estarão no foco dos analistas nos primeiros dias de abril.
Nova faixa do Minha Casa Minha Vida deve impulsionar construtoras no curto prazo — mas duas ações vão brilhar mais com o programa, diz Itaú BBA
Apesar da faixa 4 trazer benefícios para as construtoras no curto prazo, o Itaú BBA também vê incertezas no horizonte
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Trump taxa carros e dá spoiler: vem surpresa no dia 2 de abril
No melhor do toma lá, dá cá, o presidente norte-americano cogitou conceder uma redução nas tarifas impostas à China se houver um acordo sobre o TikTok
Lula firma acordos com Japão, mas frustração do mercado ajuda a derrubar as ações dos frigoríficos na bolsa
Em rara visita de Estado ao Japão, o presidente brasileiro e o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, firmaram nesta quarta-feira (26) dez acordos de cooperação em áreas como comércio, indústria e meio ambiente
Inteligência artificial ajuda China a reduzir os impactos da guerra tarifária de Donald Trump
Desenvolvimento de inteligência artificial na China vem fazendo empresas brilharem com a tecnologia e ajuda a proteger o país das tarifas de Trump
Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump
Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair
‘Taxa das blusinhas’: entenda por que vai ficar mais caro (de novo) comprar produtos da China
As compras feitas em sites como Shein, Shopee e AliExpress passarão a pagar mais Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que sobe de 17% para 20%
Claude Monet: os 12 melhores museus para ver as obras do artista (um deles fica no Brasil)
Pintor francês, um dos expoentes do Impressionismo, tem obras por toda a Europa e até aqui no Brasil – mas Louvre não está na lista
Mais um Ozempic vem aí: Novo Nordisk licencia caneta emagrecedora chinesa em acordo de US$ 2 bilhões
Medicamento está nos estágios iniciais de desenvolvimento e vem sendo testado em pessoas com sobrepeso e obesidade na China continental
BYD acelera em 2024 e supera Tesla em receita, em mais uma notícia ruim para Elon Musk
Montadora chinesa divulgou receita de US$ 107 bilhões no ano passado, contra US$ 97 bilhões da americana
Eles perderam a fofura? Ibovespa luta contra agenda movimentada para continuar renovando as máximas do ano
Ata do Copom, balanços e prévia da inflação disputam espaço com números sobre a economia dos EUA nos próximos dias
Febre entre viajantes, turismo no Japão pode encarecer com ‘volta por cima’ do iene
Turismo foi ‘carta na manga’ para o PIB japonês, diante da recessão econômica que o país enfrenta há décadas
Ainda sobe antes de cair: Ibovespa tenta emplacar mais uma alta após decisões do Fed e do Copom
Copom elevou os juros por aqui e Fed manteve a taxa básica inalterada nos EUA durante a Super Quarta dos bancos centrais
A bolsa da China vai engolir Wall Street? Como a pausa do excepcionalismo dos EUA abre portas para Pequim
Enquanto o S&P 500 entrou em território de correção pela primeira vez desde 2023, o MSCI já avançou 19%, marcando o melhor começo de ano na história do índice chinês