Economistas voltam a piorar projeções para inflação e dólar em 2021
Possibilidade de dólar fechar o ano abaixo de R$ 5,00 ficou ainda mais remota, segundo mediana de projeções divulgada pelo BC

Os economistas continuaram revisando para cima as projeções para a inflação deste ano, uma semana após ser divulgado que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de fevereiro foi o maior para o mês desde 2017.
O Relatório Focus, levantamento feito pelo Banco Central (BC) com integrantes do setor financeiro, mostrou que a mediana das projeções para o IPCA ao final de 2021 alcançou 3,87%, acima dos 3,82% apurados na semana passada.
Esta foi a oitava semana consecutiva que o boletim mostrou reajuste positivo para a projeção de inflação. Há um mês, a mediana apontava para alta de 3,53%.
Para 2022, os economistas esperam que o IPCA alcance 3,50%, acima dos 3,49% que estimavam anteriormente.
A mediana das projeções para a taxa básica de juros ao final de 2020 foi mantida em 4,0% ao ano, depois de o relatório passado revelar que os economistas passaram a esperar um reajuste maior da Selic. Há um mês, as projeções eram de 3,50% ao ano.
Para 2022, a mediana de expectativas permaneceu em 5,00% ao ano pela quinta semana consecutiva.
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PIB e atividade industrial
O Relatório Focus desta semana apontou ainda que a maioria dos economistas do mercado financeiro espera que o Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 registre alta de 3,29% em 2021, mesmo projeção divulgada no boletim passado, e de 2,50% em 2022.
O IBGE vai divulgar na quarta-feira (3) o PIB do quarto trimestre e de 2020. A mediana das projeções feitas pelos analistas é de uma queda de 4,20% no ano. Para o período do quarto trimestre do ano passado, a mediana das projeções coletadas pela Broadcast é de um avanço de 2,80% com relação ao período anterior.
Voltando às expectativas para 2021, o Focus mostrou uma revisão negativa das projeções para a produção industrial em 2021. De expansão de 5,18%, a mediana passou para uma alta de 4,30%.
Para a balança comercial, a expectativa caiu de superávit de US$ 56 bilhões para saldo positivo de R$ 55,1 bilhões.
Dólar e dívida
Diante das incertezas envolvendo a situação fiscal do país, os economistas pioraram as projeções para a taxa de câmbio, reduzindo ainda mais a esperança de vermos o dólar cotado abaixo de R$ 5,00.
A mediana das projeções subiu para R$ 5,10 nesta edição do Relatório Focus, acima dos R$ 5,05 divulgados na semana passada e dos R$ 5,01 projetados há um mês.
Em relação ao endividamento do país, o Focus mostrou que a mediana das projeções para a dívida líquida do setor público, como proporção do PIB, subiu pela segunda edição consecutiva, de 64% para 64,55%.
A expectativa para o déficit primário para 2021 permaneceu em 2,80%, enquanto a projeção para o déficit do resultado nominal em 2021 ficou em 7,00%.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.
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