Com resultado abaixo do esperado e inflação em alta, Credit Suisse revisa para baixo projeção do PIB em 2021 e 2022
O relatório divulgado hoje considera o impacto negativo da aceleração da inflação e o aperto nas condições monetárias na estimativa

Parece que apenas o ministro da Economia, Paulo Guedes, conseguiu enxergar um viés positivo no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo semestre. Para a maioria dos analistas, a queda de 0,1% desapontou.
O Credit Suisse, que, assim como a maioria do mercado, esperava uma alta de 0,2%, revisou nesta quarta-feira (9) suas projeções para o indicador em 2021 e 2022. Para este ano, os analistas do banco suíço reduziram de 5,5% para 5,3% a previsão de crescimento.
Já para 2022, com mais fatores na conta além do último resultado, a queda foi ainda mais brusca. O relatório divulgado hoje considera o impacto negativo da aceleração da inflação e o aperto nas condições monetárias na estimativa, que passou de 2% para 1,5%.
Para os analistas, o principal risco atualmente nas projeções é a crise hídrica. “A queda no nível dos reservatórios para o patamar mais baixo nos últimos 91 anos elevou o preço da energia e aumentou o risco de racionamentos e apagões”, afirmam no documento.
O banco destaca que seu cenário atual não inclui reduções compulsórias no uso da eletricidade, o que poderia reduzir ainda mais a previsão para o PIB em 2022: “segundo nossos cálculos, uma queda de 5% no consumo de energia é compatível com uma redução de 0,6 ponto percentual no PIB”.
Destaques do PIB no segundo trimestre
Além da revisão nas projeções, o Credit Suisse também recortou alguns dos números responsáveis pelo resultado do PIB no segundo trimestre.
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De acordo com os analistas, a surpresa negativa veio de agricultura, manufatura e eletricidade. As três atividades recuaram 2,8%, 2,2% e 0,9%, respectivamente, em relação ao trimestre anterior.
Porém, nem tudo está perdido: o banco apontou que nem todos os setores tiveram performances ruins. Oito entre os 11 principais, aliás, já recuperaram o nível pré-pandemia, com as performances mais fortes - na comparação com o último trimestre de 2019 - em:
- Informação e comunicação (9,7%);
- Atividades imobiliárias (5,00%);
- Serviços financeiros (4,2%).
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