Cepal eleva projeção de crescimento da América Latina em 2021, mas faz alertas
Para o Brasil, entidade projeta que o PIB deve avançar 4,5% neste ano e 2,3% em 2022, abaixo da média da região, que deve ser de 5,2% e 2,9%, respectivamente

O crescimento econômico da América Latina em 2021 será de 5,2%, o que não será o suficiente para assegurar uma alta sustentada, de acordo com a projeção contida em relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) publicado nesta quinta-feira, 8.
Ainda assim, a Comissão aumentou sua perspectiva, que era de 4,1% em abril, no que é um valor que "denota recuperação da profunda contração de 6,8% registrada em 2020", segundo o documento.
Para o Brasil, a Cepal projeta uma alta no PIB de 4,5% em 2021 e de 2,3% em 2022, ambas abaixo da média da região, que é de 2,9% no ano que vem.
De acordo com o relatório, que leva especialmente em conta os impactos da covid-19 na região mais atingida pela pandemia, a taxa de crescimento atual não é sustentável, e existe "um risco de retorno a trajetórias medíocres, com insuficiente investimento e emprego", além de maior deterioração ambiental.
A Cepal lembra que em junho, a região acumulava mais de 1.260.000 óbitos devido à covid-19, o que representa 32% do total mundial, apesar de sua população representar 8,4% no âmbito global.
Em termos fiscais, a avaliação da Comissão é de que é "imprescindível manter as políticas para apoiar as transferências sociais emergenciais, setores produtivos e reverter a persistente queda do investimento para continuar mitigando os efeitos da pandemia", além de avançar em uma recuperação transformadora com igualdade.
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A Cepal recomenda que o espaço fiscal seja aumentado por meio do "crescimento da arrecadação tributária e da redução de gastos desnecessários".
Também diz ser "necessário consolidar os impostos sobre a renda, estender o alcance dos tributos sobre propriedade e patrimônio". Outro ponto destacado no relatório é o de revisar e atualizar de forma progressiva os royalties sobre a exploração de recursos não renováveis.
Por fim, a Comissão recomenda "considerar os impostos sobre a economia digital, ambientais e relacionados com a saúde pública".
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