Bolsonaro está dando presente para os mais pobres com o Auxílio Brasil? Para o relator do benefício na Câmara, ele está apenas emprestando até ganhar a eleição
O deputado Marcelo Aro diz que a solução encontrada pelo presidente é claramente eleitoreira e pode prejudicar os beneficiários após o fim das eleições

O relator do Auxílio Brasil na Câmara, deputado Marcelo Aro (PP-MG), diz ao Estadão que a solução do presidente Jair Bolsonaro de pagar dois auxílios temporários para turbinar a política social até dezembro de 2022 é claramente eleitoreira e pode prejudicar os beneficiários, que ficam sem nenhuma garantia de recebimento dessas parcelas a partir de janeiro de 2023.
"Ele não está dando um presente, está emprestando até ganhar a eleição", critica. Aro fala ainda sobre a necessidade de o novo programa oferecer uma porta de saída para os beneficiários. Confira os principais trechos da entrevista.
O programa Bolsa Família é considerado bem-sucedido. O sr. vê problema nele para mudar o modelo?
É um programa importante, que cumpriu seu papel histórico. Porém, qualquer programa social tem de ir além da proteção social e dar um segundo passo para a transformação social. Que dê porta de saída do programa social.
De que forma?
Se uma pessoa hoje que recebe o Bolsa Família for contratada com carteira assinada, está fora do programa. Se perder o emprego depois de dois meses, vai para o final da fila. Do jeito que escrevi o texto, ela manterá o benefício por dois anos mesmo com o emprego.
Leia Também
Especialistas dizem que o programa está pulverizado, com benefícios que tiram foco do auxílio básico.
O grosso do Orçamento vai para o tripé básico, e o restante, para as bonificações. Vamos zerar a fila e atender 17 milhões de famílias.
O sr. disse querer colocar no texto da MP os valores dos benefícios e das linhas de extrema pobreza.
Para colocar valores, preciso identificar a fonte de receita. Para isso, precisaria trabalhar em conjunto com o Ministério da Economia. E eles não jogam junto com o Parlamento. Não tenho informação nenhuma. Se subir a faixa de extrema pobreza de R$ 89 per capita para R$ 105, que é minha vontade, quantos novos impactados teremos? Não sei. Tem cabimento decidirem fazer dois auxílios temporários extrateto e o relator do programa receber a notícia pela imprensa?
É um desenho eleitoreiro?
Não tenho dúvida. Se vão fazer dois benefícios temporários até dezembro de 2022, não estão fazendo política de Estado. Para quem está na ponta, sem dinheiro para comprar comida, o dinheiro não tem carimbo eleitoral ou não eleitoral.
Qual é o prejuízo de se ter um programa temporário?
É, depois de ele findar, regredir. Eu serei contra os valores que Bolsonaro vai anunciar? Não, sou favorável. Mas vou me posicionar com a crítica. Ele não está dando um presente, está emprestando até ele ganhar a eleição. Se o governo estivesse preocupado com a camada mais vulnerável, buscaria uma solução permanente. (O beneficiário) vai chegar em outubro de 2022 (quando ocorrerão as eleições) felizão com o presidente. Deu dezembro, 'amigão, agora você volta a receber os R$ 189'. E aí?
Em março, com quase 4 mil mortos por covid-19 por dia, o auxílio foi de R$ 250 em média. Com a pandemia melhorando, vai ser de R$ 400?
Fico feliz que o presidente ouviu meus apelos para um tíquete que de fato impacte a vida do mais vulnerável. Ele chegou a falar em R$ 300, falei 'é pouco'. Aumentou para R$ 400, quem sabe ele escuta a minha voz, que falava desde o começo em R$ 500. Só acho que tem que ser política de Estado, não pode ser temporário.
Como fazer algo permanente de R$ 500 se um de R$ 400 tem parte fora do teto de gastos?
Com organização, planejamento e decisão estratégica do Ministério da Economia. O Brasil precisa entrar no debate de quem priorizar.
Só o governo ou Congresso também?
O governo é que propõe, sobretudo nessas grandes matérias. O governo poderia ter proposto ideias melhores, priorizado aqueles que de fato precisavam. Tem quatro anos de governo, e ele mandou uma medida provisória para mudar o programa social do País faltando um ano para o governo terminar. Sou favorável a benefício de R$ 500, mas dentro do teto. Vemos imagens de pessoas em busca de ossos e restos de comida.
Há engajamento do Congresso para resolver esses problemas?
O Parlamento tem essa preocupação, mas as grandes mudanças estruturais do País vêm como proposição do Executivo.
Rodolfo Amstalden: Para um período de transição, até que está durando bastante
Ainda que a maior parte de Wall Street continue sendo pró Trump, há um problema de ordem semântica no “período de transição”: seu falsacionismo não é nada trivial
Haddad solta o verbo: dólar, PIB, Gleisi, Trump e até Argentina — nada escapou ao ministro da Fazenda
Ele participou na noite de sexta-feira (7) do podcast Flow e comentou sobre diversos assuntos caros ao governo; o Seu Dinheiro separou os principais pontos para você
Janela de oportunidade na Eletrobras (ELET3): ação ainda não se valorizou e chance de dividendos é cada vez maior
Além da melhora de resultados, o fato de se tornar uma boa e frequente pagadora de proventos é mais um fator que deve ajudar os papéis a subir, agora que a disputa com o governo ficou para trás
Vai pingar na conta: pagamento do saldo retido do FGTS para quem aderiu ao saque-aniversário começa nesta quinta (6)
De acordo com o Ministério do Trabalho, serão liberados R$ 12 bilhões a 12,2 milhões de trabalhadores; saiba quem tem direito a receber
Sondado para a presidência, Tarcísio é candidato preferido dos paulistas para seguir governando São Paulo, mostra pesquisa
O levantamento da Genial/Quaest mostrou que 55% dos eleitores avaliam que Tarcísio de Freitas merece ser reeleito para o cargo de governador de São Paulo. A pesquisa também consultou cidadãos de outros sete estados
Reforma ministerial de Lula: demissão de Nísia Trindade da Saúde abre espaço para posto-chave do governo na relação com o Congresso
O ministro da Secretaria das Relações Institucionais (SRI), Alexandre Padilha, vai assumir a pasta, que é cobiçada por ser a que mais executa emendas parlamentares
Brasil não vive crise como a de 2016, mas precisa largar o ‘vício em gasto público’ se quiser que os juros caiam, diz Mansueto Almeida, do BTG
Comentários do economista-chefe do banco foram feitos durante evento promovido pelo BTG Pactual na manhã desta quarta-feira em São Paulo
Vai sobrar para o Zuckerberg? Lula bate na porta do dono da Meta e dá 72 horas para esclarecer dúvidas sobre mudança na política de conteúdo
O governo vê com muita preocupação o anúncio de que a Meta não fará mais controle de conteúdo
R$ 8,7 bilhões em dinheiro esquecido: governo já começou a incorporar recursos; veja como recuperar sua parte antes que seja tarde
Banco Central revela que 44,5 milhões de pessoas físicas ainda não reivindicaram o dinheiro esquecido
Ministério Público divulga novo edital para concurso com salário de até R$ 13,9 mil; veja como participar
O concurso do Ministério Público disponibiliza 152 vagas para profissionais com nível superior; inscrições abrem em 13 de janeiro
Pressão por emendas e expectativa de reforma: como Lula começará 2025? Presidente volta ao Palácio do Planalto na segunda (6)
O chefe do governo teve alta hospitalar em 15 de dezembro, mas ficou se recuperando em sua casa em São Paulo até o dia 19. De lá para cá, esteve entre o Alvorada e a Granja do Torto, de onde realizou reuniões.
Para colocar a casa em ordem, Gol (GOLL4) faz acordo de R$ 5,5 bilhões com governo para pagar multas e juros de dívidas com desconto
Mesmo com o acerto, a reestruturação financeira da companhia aérea por meio do procedimento de Chapter 11 permanece necessária
Vai dar para emendar folgas em 2025? Confira o calendário oficial de feriados do ano
Mesmo com a possibilidade de dar algumas esticadinhas, muitos feriados serão comemorados no fim de semana
O compromisso de R$ 11 bilhões da Vale (VALE3): mineradora estabelece as bases para a repactuação das concessões das ferrovias
Os termos da transação resultam no aumento de R$ 1,7 bilhão em provisão referente a concessões ferroviárias, segundo a empresa
‘Morte política’ de Bolsonaro e Lula forte em 2026? Veja o que a pesquisa Quaest projeta para a próxima eleição presidencial
Da eleição de 2022 para cá, 84% dos entrevistados não se arrependem do voto, mostrando que a polarização segue forte no país
Isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil pode dobrar número de beneficiados, mas correção pela inflação teria impacto ainda maior
Com a proposta atual do governo serão adicionadas mais 10 milhões de pessoas dispensadas da tributação
Mais taxas sobre as blusinhas? Alíquota do ICMS sobe de 17% para 20% em compras internacionais a partir de abril de 2025
A mudança visa ajustar a tributação sobre compras internacionais e equilibrar as condições entre produtos importados e nacionais no cenário do e-commerce
Dólar e bolsa na panela de pressão: moeda americana bate R$ 6 na máxima histórica e Ibovespa fecha na casa dos 124 mil pontos com pacote do governo
Sem Nova York, investidores brasileiros reagem negativamente à coletiva de Haddad e, em especial, à proposta do governo de ampliar a faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil
Tesouro IPCA+ volta a oferecer retorno de 7% acima da inflação em meio à disparada dos juros futuros e do dólar
A volatilidade vista no mercado que impulsiona os juros futuros e, consequentemente, as taxas dos títulos do Tesouro Direto, é provocada pela divulgação do aguardado pacote de corte de gastos do governo
COP29 terminou com saldo bem pior que o esperado; e metas para COP30 no Brasil devem ser ainda mais ambiciosas
As medidas adotadas durante a Conferência foram criticadas por entidades que defendem um financiamento público e robusto para combater a emergência climática