Após polêmica com demissão de Castello Branco, governo indica nomes para o conselho da Petrobras
Cinco membros do colegiado pediram para não serem reconduzidos após interferência de Bolsonaro no comando da estatal

A União apresentou à Petrobras (PETR4) suas indicações para o conselho de administração da companhia, após cinco membros do colegiado pedirem para não serem reconduzidos aos seus cargos depois da intervenção que o presidente Jair Bolsonaro promoveu no comando da estatal.
A lista do governo traz três novos nomes, além do general Joaquim Silva e Luna, escolhido para substituir Roberto Castello Branco na presidência da estatal.
Cinco dos atuais integrantes do conselho, sendo quatro deles indicados pela União e um eleito pelos acionistas minoritários, pediram para deixar o órgão por não concordarem com a atitude de Bolsonaro.
A medida foi vista por eles e pelo mercado como uma ingerência na política de preços da companhia, que segue a cotação do barril do petróleo no mercado internacional. Bolsonaro acusou a Petrobras e Castello Branco de serem pouco sensíveis à situação dos caminhoneiros e do país.
Apesar de o governo federal ser acionista majoritário e ter direito de mudar o comando da Petrobras, a atitude do presidente, de anunciar a mudança via redes sociais e não a submeter primeiro à companhia, foi vista como um baque à governança corporativa da estatal.
A decisão fez as ações da Petrobras recuarem mais de 20% no pregão seguinte ao anúncio.
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Quem são os novos indicados?
O Ministério de Minas e Energia enviou ofícios para a Petrobras com seis indicações para o conselho, que serão analisadas na próxima assembleia geral extraordinária de acionistas. A União ainda pode realizar mais duas indicações.
A lista traz o nome do general Silva e Luna para o lugar de Castello Branco (o presidente da Petrobras também faz parte do conselho de administração) e propõe a recondução de Eduardo Bacellar Leal Ferreira, atual presidente do colegiado, e de Ruy Flaks Schneider.
Para as outras vagas, o governo indicou os seguintes candidatos:
- Márcio Andrade Weber: engenheiro civil formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com especialização em engenharia de petróleo pela Petrobras. Segundo a biografia disponibilizada pela empresa, ele ingressou na Petrobras em 1976, onde trabalhou por 16 anos, tendo sido um dos pioneiros no desenvolvimento da Bacia de Campos, e ocupou em seguida diversos cargos gerenciais e diretivos entre os quais se destacam atividades no exterior, na área internacional da Petrobras.
- Murilo Marroquim de Souza: formado em geologia pela Universidade Federal de Pernambuco, com mestrado em geofísica pela Universidade de Houston, Texas, nos Estados Unidos. Ele trabalha na indústria de petróleo há 47 anos e atuou na Petrobras entre 1971 a 1994, onde ocupou diversas funções gerenciais na área de exploração e produção. Ele também foi Gerente Geral da IBM da Unidade de Soluções para Indústria de Petróleo na América Latina e atuou como consultor, trabalhando para Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em vários projetos, e na Ipiranga como assessor para exploração e produção.
- Sonia Julia Sulzbeck Villalobos: bacharel em administração pública, com mestrado em administração de empresas com especialização em finanças, ambos na Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP-FGV). Sonia tem mais de 30 anos de experiência no mercado acionário brasileiro, sendo a primeira pessoa na América do Sul a receber a credencial de analista financeiro CFA em 1994. Atualmente ela é membro do conselho de administração da Telefônica do Brasil e da Latam Airlines e integrou o conselho da Petrobras de maio de 2018 até julho de 2020, eleita por acionistas detentores de ações preferenciais.
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