Até o Touro de Ouro foi embora! Será que é hora de deixar a bolsa e voltar só depois das eleições?
Sabemos que o Touro de Ouro não foi embora por causa das eleições, mas muita gente está usando esse mesmo argumento para dar adeus à bolsa

É… a coisa não está nada fácil para os investidores brasileiros. Nem o Touro de Ouro da B3 aguentou essa lenga-lenga.
O maior símbolo dos mercados de alta resolveu arrumar as malas e ir embora, deixando um bilhetinho para o pessoal da Bolsa:
Será que ele levou consigo as últimas chances de um “bull market” no ano que vem?
É claro que essa é uma brincadeira. Sabemos que o bull da B3 não foi embora por causa das eleições, mas muita gente está usando esse mesmo argumento para dar adeus à Bolsa neste momento, antecipando um cenário eleitoral conturbado em 2022.
Mas será que estamos fadados a um desempenho ruim no ano que vem por esse motivo?
Leia também:
- ‘Touro de ouro’ expulso! Peça rende multa para a B3 e terá de ser retirada da calçada da Bolsa
- Ouro de tolo, Cavaleiro do Zodíaco e vira-lata caramelo: os memes que surgiram com o Touro de Ouro da B3
O mercado antecipa
Antes que você me pergunte, eu não tenho a menor ideia de quem vai vencer as eleições de 2022. Uma dica: as pesquisas erraram feio nas últimas eleições e, se eu fosse você, não me basearia nelas tão cedo — como conversamos na semana passada, melhor não ter mapa algum do que tentar usar um mapa errado.
Leia Também
No entanto, esperar as coisas se definirem dificilmente é a melhor alternativa.
Antes mesmo do resultado final, qualquer aumento na intenção de votos de um candidato pró-mercado, ou mesmo acenos de Lula ou Bolsonaro com medidas liberais já poderiam fazer a bolsa subir muito mesmo antes da definição das urnas.
O mercado sempre antecipa a possibilidade de um final feliz, e se você esperar para comprar somente quando os créditos do filme começarem a descer na tela, provavelmente já terá perdido uma boa parte dessa valorização.
Tudo tem preço na bolsa
Pode ser que o cenário piore? É claro que sim. Mas como estão os preços neste momento? Quanto estamos pagando para correr esse risco?
Sobre esse assunto, vale muito a pena conferir o podcast Mesa para Quatro desta semana, com o João Braga, gestor da Encore. Ele explica porque, na visão dele, a maior parte dos resultados possíveis para as eleições do ano que vem implica em um cenário positivo para a Bolsa.
Não porque os candidatos sejam todos exemplos de liberalismo e comprometimento com o desenvolvimento econômico e o panorama fiscal do país.
Mas porque muitos papéis já atingiram níveis tão depreciados com esse pessimismo pré-eleitoral que as surpresas ruins já estão bem incorporadas nos preços.
O caso da Petrobras nos parece bastante explicativo. Há muito tempo ela tem sido pressionada pelos investidores por causa da possibilidade de interferências do Governo em sua política de precificação.
Isso se reflete nas expectativas e nos preços também. Se você acordar amanhã e vir na capa do Seu Dinheiro a manchete "Bolsonaro congela preços da Petrobras por tempo indeterminado", não será lá uma grande surpresa.
E, apesar de provavelmente as ações da companhia passarem por alguns dias de fúria, muitos investidores serão pragmáticos e vão perceber que PETR4 negocia preços extremamente baixos em um momento operacional fantástico.
Mesmo com o Governo "metendo a mão" e afetando os resultados, ainda assim ela estaria negociando com muito desconto, o que ajuda limitar o downside.
Por outro lado, imagine o cenário oposto, a ascensão de um governo disposto a dar os primeiros passos em um possível processo de privatização, pensando já como monetizar um ativo de centenas de bilhões de reais, em um ótimo momento operacional, antes que a onda ESG arruine esses planos. Quanto valeria a Petrobras nesse cenário hipotético?
Muito a ganhar, bem menos a perder: essa nos parece uma assimetria muito interessante.
Foco no longo prazo na bolsa
O ano que vem deve ser mesmo de muita volatilidade.
Mas ponderando os riscos de downside nos patamares atuais com os riscos de upside, esse nos parece um momento interessante para comprar ações de companhias boas, por preços descontados, com forte geração de caixa e que vão sobreviver seja quem for o próximo ou a próxima Presidente.
A Petrobras é um desses casos e faz parte da série As Melhores Ações da Bolsa.
Mas dentro dela ainda há outras várias alternativas com bastante potencial caso você ainda tenha receios de investir em uma estatal. Se quiser conferir, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a próxima!
Ruy
Leia também:
- Cuidado com as promessas das empresas na bolsa: Melhor não ter mapa nenhum do que andar com o mapa errado
- Magazine Luiza x Via: o que você precisa saber para evitar que o barato saia caro na bolsa
- A hora e a vez da renda fixa: Tesouro, CDB e tudo mais que você precisa saber para passar com mais tranquilidade pela turbulência
O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar
Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos
A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure