🔴 ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES DE GRAÇA – ACESSE AQUI

Como Sérgio Moro pode se tornar o candidato dos sonhos do mercado financeiro nas eleições 2022

Ex-juiz tem chances de chegar à presidência, mas precisa de uma estratégia para firmar-se como ‘terceira via’ a Lula e Bolsonaro

12 de dezembro de 2021
7:15 - atualizado às 16:58
O ex-ministro Sergio Moro
O ex-ministro Sergio Moro - Imagem: Shutterstock

Até algumas semanas atrás, as pesquisas de intenção de voto para Presidente de República nas eleições do ano que vem apontavam uma ida para o segundo turno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do atual, Jair Bolsonaro.

Cogitava-se também da hipótese de Lula vencer no 1º turno, uma vez que, a cada pesquisa que sai, a rejeição a Bolsonaro aumenta.

Havia outros candidatos, é claro, a chamada terceira via. Entre esses nomes, algumas figurinhas carimbadas, como Ciro Gomes, além dos governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Essa última disputa já foi decidida, com a vitória de Doria sobre Leite nas primárias do PSDB.

Não ficava só nesses. Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde de Bolsonaro, e diversos outros nomes que o eleitor pouco ou nunca ouviu falar também se apresentaram. Com pouquíssima repercussão, diga-se de passagem.

Mas e o Moro?

A esta atura, o leitor pode estar me perguntando: “E o ex-juiz Sergio Moro? Ele não está no título desta crônica? Homem conhecido em todo o Brasil?”

Leia Também

Verdade. Deixei Moro por último justamente porque este texto tem como tema a pré-candidatura dele, lançada há duas ou três semanas, pelo Podemos.

Pois bem,  Moro já partiu beirando dois dígitos (algo em torno de dez por cento) nas primeiras consultas populares.

Com certeza, a primeira meta do ex-juiz é chegar na frente de Bolsonaro no primeiro turno para encarar Lula no segundo.

Para que isso aconteça, é preciso que a terceira via se concentre em Moro, seja por renúncia de Ciro, Doria e Mandetta, seja por uma migração espontânea das dezenas de milhões de pessoas que se alinham ao slogan: “Nem Lula, nem Bolsonaro.”

Quem precisa desistir

Mandetta é fácil desistir. Sua popularidade se deu no auge da pandemia, quando, no cargo de ministro da Saúde, aparecia na TV diariamente, usando um emblema do SUS na camisa e defendendo medidas de distanciamento e uso de máscaras.

Hoje pouca gente se lembra dele e a Covid-19 está se tornando um assunto menos impactante, mesmo com o surgimento da Ômicron, que parece ser mais contagiosa mas menos letal. O Brasil está bem ranqueado no item vacinação e preparado para enfrentar a nova cepa.

Ciro e Doria só desistirão se os resultados das pesquisas indicarem um forte esvaziamento de suas candidaturas. Dificilmente, penso eu, se sujeitarão a fazer o papelão de Geraldo Alckmin e Marina Silva nas eleições presidenciais de 2018, quando o primeiro, mesmo dispondo do maior tempo de propaganda na TV, obteve apenas 4,78% dos votos e a segunda, mísero 1%.

A popularidade de Moro

Sérgio Moro já foi a pessoa mais popular do país, no auge das investigações e do julgamento da Lava-Jato. Era aplaudido na rua e nos aviões.

Só mesmo os petistas o rejeitavam, por motivos óbvios.

Seu prestígio se estendeu ao exterior, onde constantemente dava palestras, não raro se expressando em inglês.

Quando Moro aceitou ser ministro da Justiça de Bolsonaro, abriu mão de 24 anos de carreira de magistrado, e de todas as vantagens que isso representa.

Em contrapartida, exigiu autonomia no cargo, verdadeiro cheque em branco que incluía, entre outras coisas, ter sob suas ordens a Polícia Federal e o COAF (Controle de Atividades Financeiras), órgão importante no combate ao crime organizado por lidar, entre outras coisas, com lavagem de dinheiro.

Como esses dois órgãos, PF e COAF, poderiam, “digamos”, constranger a “primeira família”, o capitão-presidente tinha de se livrar de seu ministro mais popular.

Jair Bolsonaro não precisou demitir Sergio Moro. Coube a este pedir exoneração, numa coletiva de imprensa impactante e assistida por todo o país.

Tudo pode mudar

Antes que eu me esqueça, um detalhe: faltando ainda dez meses para o primeiro turno das eleições, os fatos descritos acima podem mudar completamente. Já aconteceu antes e pode acontecer novamente.

Só para ficar num episódio, uma semana antes da primeira rodada das eleições de 2018 para governador do Rio de Janeiro, o candidato Wilson Witzel era um ilustre desconhecido.

Bastou um debate, unzinho só, no qual falou “A polícia vai mirar na cabecinha (dos bandidos) e... fogo”, para Witzel ultrapassar diversos concorrentes, entre eles o senador Romário, e ir para o segundo turno contra Eduardo Paes, até então favorito absoluto.

Das desvantagens do multipartidarismo

Não raro, a maioria dos eleitores rejeita dois candidatos e são justamente eles que vão para o segundo turno.

Trata-se de uma das desvantagens do multipartidarismo.

Exemplo disso foram as eleições municipais de 2016 no Rio de Janeiro.

O prefeito Eduardo Paes era altamente popular por causa da quantidade de obras que a cidade recebeu para sediar os Jogos Olímpicos: pontes, túneis, viadutos, Museu do Amanhã, obras do porto etc.

Acontece que ele (Paes) apoiava três candidatos. Ou três candidatos o apoiavam. Ou ambas as coisas. Isso não altera o raciocínio.

Eram eles: Carlos Osorio (PSDB), Índio da Costa (PSD) e Pedro Paulo (PMDB).

Ao invés de os três se reunirem, e optarem por um nome (nem que fosse por intermédio de um jogo de palitinhos – porrinha, no popular), brigaram entre si. Pior, um falando mal do outro nos programas de propaganda política na TV.

Resultado: os votos dos adeptos de Eduardo Paes se dividiram e os três egoístas dançaram.

Foram para a final Marcelo Freixo (PSOL) e o evangélico Marcelo Crivella, sendo este o eleito.

A estratégia de Moro

Sergio Moro quer evitar que os votos anti-Bolsonaro e anti-Lula se distribuam entre Ciro Gomes, João Doria e ele próprio, Moro.

Nesse caso teremos o embate Lula/Bolsonaro no segundo turno, já que a presença de Moro nas eleições praticamente tira a chance de Lula se eleger no primeiro turno.

Um outro item, de enorme importância para os eleitores das classes menos favorecidas, principalmente os do Nordeste, poderia tirar votos de Moro.

Refiro-me ao Bolsa Família, ou Auxílio Brasil, o nome não interessa. O importante é que os favorecidos pelo programa jamais votariam num candidato que pudesse significar (mesmo que apenas no imaginário das pessoas) um possível fim do benefício.

O Congresso Nacional está livrando Sergio Moro desse imbróglio, ao tornar o auxílio permanente. Melhor (para os que o recebem), com correção monetária anual.

O máximo que pode acontecer é Lula dizer “dou quinhentos”, Bolsonaro “dou seiscentos”, e assim por diante, num leilão que, se a promessa for cumprida, quebrará o já combalido Tesouro Nacional.

Sergio Moro poderá rebater com críticas à inflação e ao desemprego, marcas (agora estou pensando com a cabeça do candidato e as de seus marqueteiros) registradas do governo Jair Bolsonaro.

Evidentemente, o adversário ideal para Lula no segundo turno é Jair Bolsonaro. O mesmo acontece com o capitão. Quer Lula como oponente.

O fator rejeição

Sérgio Moro, embora as pesquisas ainda não confirmem isso, tem enorme chance de ganhar de qualquer um dos dois num combate singular.

Nessa hipótese, prevalecerá a rejeição a Lula ou a Bolsonaro, quesito no qual os dois são campeões.

Tanto um como o outro já estão descendo o sarrafo no ex-juiz, sem dó nem piedade.

Numa live exibida em rede social na semana passada, o capitão disse que o ex-ministro (seu ministro, por sinal, mas esse detalhe não foi mencionado) é uma pessoa sem caráter.

Falta de caráter é o mínimo que posso falar desse cara. Fazer campanha na base da mentira? Aprendeu rápido a velha política, hein, Moro?”, vituperou literalmente o presidente.

Deu como exemplo a troca de ideias de Sergio Moro com os procuradores da Operação Lava-Jato. “Uma vergonhosa troca de informações”, foi uma das expressões usadas pelo chefe de estado.

Desfecho dos sonhos para o mercado

Para grande parte do mercado financeiro, assim como para as classes empresariais, uma eventual eleição de Sergio Moro para presidente da República será o desfecho dos sonhos na próxima eleição.

Nesse caso, teremos Bolsa para cima e dólar para baixo.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ROXINHO EXPRESS

110% do CDI e liquidez imediata — Nubank lança nova Caixinha Turbo para todos os clientes, mas com algumas condições; veja quais

27 de março de 2025 - 15:22

Nubank lança novo investimento acessível a todos os usuários e notificará clientes gradualmente sobre a novidade

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo

27 de março de 2025 - 8:20

Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC

DA TECNOLOGIA AO MEIO AMBIENTE

Lula firma acordos com Japão, mas frustração do mercado ajuda a derrubar as ações dos frigoríficos na bolsa

26 de março de 2025 - 16:45

Em rara visita de Estado ao Japão, o presidente brasileiro e o primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, firmaram nesta quarta-feira (26) dez acordos de cooperação em áreas como comércio, indústria e meio ambiente

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Inocentes ou culpados? Governo gasta e Banco Central corre atrás enquanto o mercado olha para o (fim da alta dos juros e trade eleitoral no) horizonte

25 de março de 2025 - 6:39

Iminência do fim do ciclo de alta dos juros e fluxo global favorecem, posicionamento técnico ajuda, mas ruídos fiscais e políticos impõem teto a qualquer eventual rali

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Dedo no gatilho

24 de março de 2025 - 20:00

Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda sobe antes de cair: Ibovespa tenta emplacar mais uma alta após decisões do Fed e do Copom

20 de março de 2025 - 8:18

Copom elevou os juros por aqui e Fed manteve a taxa básica inalterada nos EUA durante a Super Quarta dos bancos centrais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De volta à Terra: Ibovespa tenta manter boa sequência na Super Quarta dos bancos centrais

19 de março de 2025 - 8:35

Em momentos diferentes, Copom e Fed decidem hoje os rumos das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos

O QUE SABEMOS ATÉ AGORA

Isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil: o que muda para cada faixa de renda se proposta de Lula for aprovada

18 de março de 2025 - 18:43

Além da isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, governo prevê redução de imposto para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil; já quem ganha acima de R$ 50 mil deve pagar mais

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Vale a pena investir em ações no Brasil?

17 de março de 2025 - 20:00

Dado que a renda variável carrega, ao menos a princípio, mais risco do que a renda fixa, para se justificar o investimento em ações, elas precisariam pagar mais nessa comparação

COM A PALAVRA, A XP

XP rebate acusações de esquema de pirâmide, venda massiva de COEs e rentabilidade dos fundos

17 de março de 2025 - 17:03

Após a repercussão no mercado, a própria XP decidiu tirar a limpo a história e esclarecer todas as dúvidas e temores dos investidores; veja o que disse a corretora

ATO ESVAZIADO

Na presença de Tarcísio, Bolsonaro defende anistia e volta a questionar resultado das eleições e a atacar STF

16 de março de 2025 - 14:22

Bolsonaro diz que, “mesmo preso ou morto”, continuará sendo “um problema” para o Supremo Tribunal Federal (STF)

NOVAS PROMESSAS?

Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, picanha e crédito para reforma de imóvel: as promessas de Lula

14 de março de 2025 - 16:15

Segundo o presidente, a maior isenção fiscal, que será oficialmente anunciada no dia 18 de março, visa aliviar a carga tributária sobre a classe trabalhadora

DIA 52

Brasil contra Trump, aço versus ovo: muita calma nessa hora

12 de março de 2025 - 19:38

Enquanto o Brasil lida com as tarifas sobre o aço e o alumínio que entraram em vigor nesta quarta-feira (12), se prepara para aumentar as exportações de ovos para os EUA, que também sofrem com aumento de preços

AMPLIANDO O ACESSO

Consignado para quem é CLT: o passo a passo do programa que promete baratear o crédito com garantia do FGTS

12 de março de 2025 - 19:04

A estratégia do governo é direta: ampliar o acesso a empréstimos mais baratos e tirar os trabalhadores das armadilhas do superendividamento

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Sem exceções: Ibovespa reage à guerra comercial de Trump em dia de dados de inflação no Brasil e nos EUA

12 de março de 2025 - 8:29

Analistas projetam aceleração do IPCA no Brasil e desaceleração da inflação ao consumidor norte-americano em fevereiro

BILHÕES A MENOS

PGBL ou VGBL? Veja quanto dinheiro você ‘deixa na mesa’ ao escolher o tipo de plano de previdência errado

12 de março de 2025 - 6:14

Investir em PGBL não é para todo mundo, mas para quem tem essa oportunidade, o aporte errado em VGBL pode custar caro; confira a simulação

NOVAS FRONTEIRAS

De Minas para Buenos Aires: argentinos são a primeira frente da expansão do Inter (INBR32) na América Latina

11 de março de 2025 - 16:15

O banco digital brasileiro anunciou um novo plano de expansão e, graças a uma parceria com uma instituição financeira argentina, a entrada no mercado do país deve acontecer em breve

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Decisão polêmica: Ibovespa busca recuperação depois de temor de recessão nos EUA derrubar bolsas ao redor do mundo

11 de março de 2025 - 8:29

Temores de uma recessão nos EUA provocaram uma forte queda em Wall Street e lançaram o dólar de volta à faixa de R$ 5,85

FII DO MÊS

XP Malls (XPML11) é desbancado por outro FII do setor de shopping como o favorito entre analistas para investir em março

10 de março de 2025 - 6:13

O FII mais indicado para este mês está sendo negociado com desconto em relação ao preço justo estimado para as cotas e tem potencial de valorização de 15%

VISÃO 360

Dinheiro é assunto de mulher? A independência feminina depende disso

9 de março de 2025 - 7:50

O primeiro passo para investir com inteligência é justamente buscar informação. Nesse sentido, é essencial quebrar paradigmas sociais e colocar na cabeça de mulheres de todas as idades, casadas, solteiras, viúvas ou divorciadas, que dinheiro é assunto delas.

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar