🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Os investidores agora viraram virologistas: os impactos da Ômicron sobre os mercados

Ainda não sabemos o bastante para decidir se esta é uma oportunidade de compra, mas parecemos estar mais preparados como sociedade para enfrentar o problema

30 de novembro de 2021
6:07 - atualizado às 13:22
coronavírus 2020
Imagem: Shutterstock

A recém-descoberta variante do coronavírus B.1.1.529, chamada de Ômicron pela Organização Mundial da Saúde (OMS), deixou os investidores em modo de alerta no final da semana passada, com muitas dúvidas em torno de sua velocidade de contágio, capacidade de causar doenças graves e aptidão de escapar da resposta imunológica de uma infecção ou vacinação anterior.

A cepa identificada pela primeira vez na África do Sul foi incluída na famigerada lista de "variantes preocupantes" da OMS, gerando novas inquietações de que poderia prolongar ainda mais a pandemia de Covid-19, que hoje já completa quase dois anos. Um dos fatores que chamou atenção do mercado está descrito no gráfico abaixo, que mostra como esta variante está competindo com seus pares.

De acordo com o que os dados mais recentes nos contam, a variante Ômicron tem cerca de 50 mutações, das quais mais de 30 delas estão na proteína “spike”, que permite que o vírus se ligue às células humanas (o que explicaria a imagem acima) – aliás, a própria parte do vírus que primeiro faz contato com nossas células também tem 10 mutações, o que é muito mais do que as duas da variante Delta, já de rápida propagação.

Sintomas incomuns, mas moderados

Contudo, pelo menos por enquanto, o primeiro médico sul-africano a alertar a comunidade científica sobre a Ômicron considerou seus sintomas incomuns, mas moderados.

Para ilustrar, nenhum de seus pacientes apresentou perda de paladar ou olfato, sinais característicos da doença, tendo demonstrado predominantemente apenas dores no corpo e cansaço. Outros cientistas e autoridades de saúde sul-africanos também disseram que não há sinais mais graves.

O movimento de medo do vírus não foi novidade no mês de novembro. Mesmo antes da variante, o mercado já operava em tom de cautela depois que muitos países europeus começaram a impor novamente as restrições à pandemia em resposta ao aumento dos casos de coronavírus.

Leia Também

A Áustria entrou em lockdown mais uma vez, a Alemanha flertou com outro bloqueio nacional, enquanto a Bélgica anunciou que iria fechar bares e proibir festas privadas, exceto em casamentos e funerais. Outros países como Holanda, Portugal e França também já estavam testando novas restrições antes da Ômicron.

Retardar o avanço

Agora, porém, o foco está em retardar a disseminação da variante Ômicron, que até agora foi detectada na Austrália, Bélgica, Grã-Bretanha, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Hong Kong, Israel, Itália, Holanda e na Escócia.

Foi por isso que as companhias aéreas sentiram tanto na última sexta-feira (26), uma vez que mudanças repentinas nas regras de viagens podem atrasar ainda mais o retorno de lucrativas viagens de negócios internacionais.

Impacto inicial diluído

Bastou os mercados voltarem do fim de semana que as coisas já começaram a se diluir. Houve recuperação, ainda que modesta, em nível global dos ativos. Nota-se que o tom de cuidado ainda prevalece, mas alguns sinais fizeram com que os investidores deixassem de esboçar o mesmo medo verificado no final da semana passada.

Além dos sintomas mais leves, os testes envolvendo o Ômicron já estão em andamento entre os grandes fabricantes, com vários deles dizendo que levaria cerca de duas semanas para estabelecer se a nova variante tornava seus disparos menos eficazes.

Adicionalmente, o ministro da saúde da África do Sul disse que espera que as vacinas atuais ainda ofereçam proteção contra doenças graves e morte por Ômicron, embora possam ser menos eficazes na prevenção de infecções e doenças mais brandas.

Caso isso não aconteça, a Pfizer disse que seriam capazes de adaptar suas vacinas em até seis semanas e enviar os lotes iniciais em no máximo 100 dias.

Outro fator novo são os medicamentos, dado que o molnupiravir da Pfizer e da Merck visam partes do vírus que não são alteradas no Ômicron e podem ser ainda mais importantes se a imunidade natural e induzida pela vacina estiver ameaçada. Sem falar então nos anticorpos já presentes em boa parte da população depois de uma pandemia deste tamanho como a que vivemos.

O principal é a vacinação

Não poderia deixar de falar do principal. Hoje, o percentual da população mundial que já recebeu pelo menos uma dose da vacina está em 54%, liderada pelos Emirados Árabes Unidos, Cingapura e Chile.

O Brasil não decepciona, com mais de 75% da população com pelo menos uma dose, graças a nossa ampla e crescente cobertura vacinal, inclusive para a população mais jovem. O percentual totalmente imunizado é de 63%, devendo crescer para pelo menos algo próximo de 70% até o fim de 2021.

Cenários possíveis

Nessa dinâmica, o susto de sexta-feira com a Ômicron teria soado como um alarme falso. O banco de investimentos Goldman Sachs, por exemplo, listou três cenários sobre os efeitos da nova variante sobre o crescimento global:

  1. Negativo: o crescimento global para 22 é reduzido em 0,4%, mas isso volta em 2023;
  2. Neutro ou “alarme falso”: a Ômicron se espalha menos rapidamente do que a Delta e não tem efeitos significativos no crescimento global e na inflação
  3. Positivo: a variante é ligeiramente mais transmissível, mas causa doença muito menos grave, proporcionando uma redução líquida na carga de doenças e propiciando um crescimento global mais alto.

Se o segundo ou o terceiro cenário se materializar, a variante Ômicron pode ser uma oportunidade de compra. Isso porque a forte onda de vendas que atingiu os mercados globais na sexta-feira está diminuindo, com as ações se recuperando na segunda-feira.

Vale ressaltar, entretanto, que ainda não é possível concluir que tudo não foi uma reação exagerada, muito mais instintiva devido à falta de informações disponíveis sobre a nova variante.

Informações ainda são insuficientes

Ainda não sabemos o suficiente para decidir se esta é uma oportunidade de compra. Mesmo assim, entendo que, pelos fatores ilustrados no início do texto, estamos muito mais preparados como sociedade a enfrentar este tipo de problema.

As novas ondas recentes, por exemplo, tanto na Índia como da variante Delta, não foram suficientemente preocupantes para causar um estrago permanente nos mercados. Hoje, a relação entre infecção e hospitalização/fatalidade foi amplamente quebrada, e essa é a grande bola para ativos de risco.

Ainda assim, precisamos estar preparados para fazer "tudo e qualquer coisa" para combater a variante. Informações mais definitivas estarão disponíveis em cerca de duas semanas, mas é importante observar que outras "variantes preocupantes", como a Beta da África do Sul, a Delta da Índia ou a Gamma do Brasil, ainda serão riscos para 2022. Por isso, é provável que haja volatilidade à medida que mais detalhes sobre a Ômicron surjam.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PESOU NO BOLSO

Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump

4 de abril de 2025 - 11:31

Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg

OLHO POR OLHO

China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta

4 de abril de 2025 - 9:32

O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell

4 de abril de 2025 - 8:16

Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem

UM DIA PARA ESQUECER

Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump

3 de abril de 2025 - 19:01

Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro

ENTREGAS DE AVIÕES

Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump 

3 de abril de 2025 - 12:31

A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais

3 de abril de 2025 - 8:14

Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA

DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa

2 de abril de 2025 - 8:13

Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA

DIA 72

Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA

1 de abril de 2025 - 19:32

Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas

ACORDO ELETRIZANTE

Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos

1 de abril de 2025 - 14:35

Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%

MUDANÇAS NO CONSELHO

Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3

1 de abril de 2025 - 11:49

Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista

APÓS O ROMBO

Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária

1 de abril de 2025 - 9:51

Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa

DESTAQUES DA BOLSA

Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações

31 de março de 2025 - 16:35

O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024

NO BANCO DOS RESERVAS

Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan

31 de março de 2025 - 14:49

O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra

EM BUSCA DE PROTEÇÃO

Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março 

31 de março de 2025 - 11:37

A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%

GOVERNANÇA

Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3

31 de março de 2025 - 9:34

A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump

31 de março de 2025 - 8:18

O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”

BALANÇO DOS BALANÇOS

O e-commerce das brasileiras começou a fraquejar? Mercado Livre ofusca rivais no 4T24, enquanto Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia apanham no digital

28 de março de 2025 - 16:02

O setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre, com players brasileiros deixando a desejar quando o assunto são as vendas online

MERCADOS HOJE

Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump

28 de março de 2025 - 14:15

Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real

JANELA DE OPORTUNIDADE

Não é a Vale (VALE3): BTG recomenda compra de ação de mineradora que pode subir quase 70% na B3 e está fora do radar do mercado

28 de março de 2025 - 11:51

Para o BTG Pactual, essa mineradora conseguiu virar o jogo em suas finanças e agora oferece um retorno potencial atraente para os investidores; veja qual é o papel

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar