🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa, dólar e juros fecham o dia em queda com inflação salgada e Brasília em foco

A bolsa brasileira até tentou, mas não conseguiu acompanhar o tom visto nas bolsas europeias e americanas. Já o dólar fechou em forte queda após a confirmação da postura mais dura do BC contra a inflação

Jasmine Olga
Jasmine Olga
10 de agosto de 2021
18:56 - atualizado às 19:42
Ibovespa mercados em queda
Imagem: Shutterstock

Ao fim de uma sessão em que Ibovespa, dólar e juros fecharam o dia em queda e as bolsas americanas renovaram máximas, o Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos, me fez uma pergunta em tom de brincadeira: quem está mentindo?

A brincadeira faz todo o sentido. Embora pareça que dias como esse ficam mais comuns à medida que a saída da crise econômica pós-coronavírus é acompanhada de dados mistos da economia, tensões domésticas em Brasília e uma preocupação permanente com as contas públicas, o movimento é raro e chama a atenção. Principalmente quando acompanhado de uma boa dose de volatilidade e um noticiário carregado. 

Suspeito número 1

Temos três suspeitos. O primeiro é a bolsa brasileira, que até começou o dia em alta, tentando acompanhar a recuperação de mais de 2% do petróleo e surfar no otimismo visto nos mercados internacionais, mas não deu.

Depois de uma manhã instável, o Ibovespa se firmou no campo negativo e lá ficou, refletindo principalmente os acontecimentos em Brasília. Do lado do risco fiscal, os agentes financeiros ainda pesam o impacto do reajuste do Bolsa Família e da PEC dos precatórios. Ainda que com algum alívio se comparado ao estresse dos últimos dias.

Para o mercado, a ideia de um calote dos compromissos começa a parecer inviável e o que deve ocorrer é um parcelamento das dívidas. Com relação ao novo programa social, as palavras do ministro da Cidadania, João Roma,  proferidas ontem afastam momentaneamente o medo de um furo no teto de gastos.

O valor de R$ 400 inicialmente ventilado pelo presidente Jair Bolsonaro não deve se tornar uma realidade, e Roma garantiu que a reformulação respeitará a saúde fiscal do país. 

Leia Também

Somado a isso temos a ata da última reunião do Copom e o índice de inflação oficial apontando para uma atuação mais dura do Banco Central brasileiro. Deixando os recordes da bolsa americana de lado, o principal índice da B3 fechou o dia em queda de 0,66%, aos 122.202 pontos. 

Suspeitos número 2 e 3

Enquanto isso, os mercados de câmbio e juros recebiam sem surpresas os dois principais eventos do dia. 

Primeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que o IPCA teve a maior elevação no mês de julho em quase 20 anos, com uma aceleração de 0,96%, em linha com as expectativas do mercado.

Já a ata do Copom reforçou o aumento de um ponto percentual já contratado para a próxima reunião e uma expectativa de que a inflação siga acelerando com a retomada econômica forte projetada para o segundo semestre. Os dirigentes do BC também voltaram a destacar a possibilidade de uma taxa de juros acima do nível considerado neutro, reforçando o que já havia sido dito no comunicado. 

Quem ficou de lado dessa vez foi o risco fiscal. Com a perspectiva de juros mais elevados, parte dos investidores desmontou posições defensivas na expectativa de que a taxa mais elevada atraia cada vez mais investidores estrangeiros.

O dólar à vista, que chegou a operar em alta no começo do dia, encerrou a sessão em queda de 0,96%, a R$ 5,1967. A aprovação do pacote de infraestrutura nos Estados Unidos, que vai injetar mais de US$ 1 trilhão na economia, também contribuiu para o movimento.

O BC foi duro e já plantou a ideia de um aumento de até 1,25 ponto percentual na próxima reunião na cabeça dos agentes financeiros. Mas o mercado já esperava isso. Nos últimos dias, a curva de juros ganhou inclinação expressiva. Com a ata confirmando o que já era esperado, os principais contratos de DI passaram por um dia de realização. Confira:

  • Janeiro/22: de 6,52% para 6,49%
  • Janeiro/23: de 8,21% para 8,09%
  • Janeiro/25: de 9,15% para 9,02%
  • Janeiro/27: de 9,52% para 9,43%

Cortina de fumaça

Brasília tem se mostrado tão resiliente quanto coração de mãe — sempre cabe mais uma polêmica. 

O mercado financeiro, no entanto, mostra menos paciência. A votação da PEC do voto impresso, que está na pauta do dia na Câmara dos Deputados, deve ser rejeitada, mas a tentativa de tumultuar o processo democrático incomoda e é vista como desnecessária. 

A demonstração de força programada pelo presidente, com o desfile de veículos militares pela Esplanada dos Ministérios, causou desconforto, mas não intimidou. Para Marcel Andrade, head de renda variável da Vitreo, a derrota do governo deve fortalecer ainda mais o Centrão antes das eleições de 2022, fazendo com que o clima político mine os bons resultados mostrados pelas empresas brasileiras na temporada de balanços do segundo trimestre. 

Enfim, aprovado!

Em Wall Street, o tom dos negócios foi dado pelo Senado americano, que finalmente aprovou o pacote de infraestrutura de US$ 1,2 trilhão de dólares que deve se estender pelos próximos dez anos. 

Embora a preocupação com os rumos da política monetária do Fed esteja longe de acabar, a notícia levou o Dow Jones e o S&P 500 a renovarem suas máximas históricas, acompanhando o mesmo movimento visto na Europa mais cedo. 

O Dow Jones e o S&P 500 subiram 0,46% e 0,10%, respectivamente. Já o Nasdaq fechou no vermelho, em queda de 0,49%. 

Sobe e desce do Ibovespa

Hoje o petróleo se recuperou parcialmente da queda sofrida ontem, o que fez com que as empresas do setor buscassem apagar as perdas da véspera. O principal destaque ficou com as ações da PetroRio, com uma alta superior a 6%. 

Vale destacar mais uma vez o bom desempenho das ações do setor de siderurgia. Com a aprovação do pacote de infraestrutura americano, a demanda por aço deve se elevar. A Gerdau é uma das companhias que mais devem se beneficiar da medida, já que conta com forte presença nos Estados Unidos. Confira os principais destaques de alta do dia:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
PRIO3PetroRio ONR$ 18,726,48%
EMBR3Embraer ONR$ 19,603,27%
USIM5Usiminas PNAR$ 22,102,70%
GGBR4Gerdau PNR$ 31,742,52%
GOAU4Metalúrgica Gerdau PNR$ 14,531,61%

Na parte negativa da tabela, o destaque ficou com as ações do Iguatemi, em reação ao balanço divulgado na noite de ontem. Confira também as maiores quedas da bolsa hoje:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
IGTA3Iguatemi ONR$ 38,36-3,74%
ENEV3Eneva ONR$ 16,72-3,35%
CCRO3CCR ONR$ 12,43-2,89%
LAME4Lojas Americanas PNR$ 6,42-2,73%
LCAM3Locamérica ONR$ 25,33-2,69%

Resumo do dia

*Colaboraram Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos; Rafael Passos, sócio e analista da Ajax Capital; e Marcel Andrade, head de renda variável da Vitreo.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?

2 de abril de 2025 - 20:00

As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?

PERDEU, DÓLAR

Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência 

2 de abril de 2025 - 13:35

Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade

DIA 72

Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA

1 de abril de 2025 - 19:32

Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas

AÇÕES EM QUEDA FORTE

Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano

1 de abril de 2025 - 17:29

No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa

conteúdo EQI

Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário

1 de abril de 2025 - 12:00

O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump

1 de abril de 2025 - 8:13

Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump

BALANÇO DO MÊS

Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio

31 de março de 2025 - 19:08

Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam

BULL & BRISKET MARKET

Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado

31 de março de 2025 - 18:50

Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump

31 de março de 2025 - 8:18

O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”

MERCADOS HOJE

Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump

28 de março de 2025 - 14:15

Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA

28 de março de 2025 - 8:04

O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária

SEXTOU COM O RUY

Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação

28 de março de 2025 - 6:11

A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita

EFEITO COLATERAL

Tarifas de Trump derrubam montadoras mundo afora — Tesla se dá bem e ações sobem mais de 3%

27 de março de 2025 - 16:38

O presidente norte-americano anunciou taxas de 25% sobre todos os carros importados pelos EUA; entenda os motivos que fazem os papéis de companhias na América do Norte, na Europa e na Ásia recuarem hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo

27 de março de 2025 - 8:20

Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Buy the dip, e leve um hedge de brinde

26 de março de 2025 - 19:58

Para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump

26 de março de 2025 - 8:22

Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair

conteúdo EQI

Dólar atinge o menor patamar desde novembro de 2024: veja como buscar lucros com a oscilação da moeda

26 de março de 2025 - 8:00

A recente queda do dólar pode abrir oportunidades estratégicas para investidores atentos; descubra uma forma inteligente de expor seu capital neste momento

DESTAQUES DA BOLSA

É hora de comprar a líder do Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) dispara mais de 17% após dados do 4T24 e banco diz que ação está barata

25 de março de 2025 - 12:42

A companhia apresentou os primeiros resultados trimestrais após a cisão dos negócios de locação e concessionária e apresenta lucro acima das projeções

TÁ NA ATA

Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar

25 de março de 2025 - 12:10

Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar