XP tem queda em ativos sob custódia no trimestre e ações voltam a cair na Nasdaq
A corretora explica, em nota, que o desempenho negativo reflete a desvalorização do mercado entre os meses de julho e setembro

Com o feriado nacional interrompendo as negociações na B3 nesta terça-feira (12), os investidores voltam as atenções para o exterior, mais precisamente para as ações brasileiras negociadas em Nova York. Entre elas, o destaque (negativo) do dia é XP.
As ações da corretora, listada na Nasdaq, são negociadas em queda de 4,62%. É o segundo dia consecutivo de baixa dos papéis da companhia.
O movimento vai na direção contrária de outras empresas brasileiras listadas em Nova York, como Stone (STNE) e PagSeguro (PAGS), que recuperam parte das perdas da véspera. Veja o que aconteceu com as ações das fintechs ontem.
A razão do mau humor dos investidores com a XP vem da prévia operacional do terceiro trimestre divulgada pela companhia depois do fechamento da bolsa ontem à noite.
Mas, afinal, o que pode ter desagradado os investidores na performance da XP entre julho e setembro deste ano?
Segundo a prévia operacional, os ativos sob custódia chegaram a R$ 789 bilhões, crescimento de 40% na comparação com o mesmo período de 2020.
Leia Também
Quando se olha a performance trimestral, no entanto, o indicador apresenta uma queda de 3% — algo raro de se ver na trajetória da corretora. No segundo trimestre, por exemplo, os ativos da XP cresceram 14% frente aos três primeiros meses de 2021.
“Raio-XP” da prévia
A corretora explica, em nota, que o desempenho negativo reflete a desvalorização do mercado no período, enquanto “o crescimento na comparação ano contra ano reflete uma captação líquida de R$219 bilhões e uma valorização de mercado de apenas R$ 7 bilhões”.
A captação líquida ajustada — cálculo da diferença entre novas aplicações e resgates que desconsidera transferências de custódias concentradas — chegou a R$ 47 bilhões, um avanço de 20% em um ano e de 4% no trimestre. De acordo com a XP, o número é resultado de uma “performance forte tanto da nossa rede de agentes autônomos quanto dos canais diretos”.
A adição bruta de agentes autônomos, aliás, cresceu 30% na base anual, com 1.188 novos escritórios. Já a base de clientes ativos da companhia cresceu 25% no ano, para 3,296 milhões, com média mensal de adições de clientes em 52 mil no terceiro trimestre.
“Apesar do cenário mais desafiador, com taxas de juros subindo no Brasil, esperamos continuar vendo um crescimento saudável em nossos principais KPIs, por conta de nosso modelo de negócios diversificado e de uma indústria financeira ainda altamente concentrada no Brasil”, declara Bruno Constantino, CFO da XP.
E o Banco XP?
Além do braço tradicional de investimentos da companhia, a prévia também traz os resultados do Banco XP, área de serviços bancários criada há pouco mais de um ano. “Nossa carteira de crédito atingiu R$8,6 bilhões em setembro de 2021, um aumento de 122% desde o início do ano”, destaca.
Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, quando o serviço ainda dava seus primeiros passos, o avanço foi de 528%. “O duration [prazo médio para recuperar o valor investido] da nossa carteira é de 3,3 anos, com 0,0% de inadimplência superior a 90 dias”.
Outro indicador importante para o crédito, o TPV (Valor Total de Compras, da sigla em inglês) dos cartões de crédito da XP chegou a R$3,3 bilhões, alta de 55% na comparação com o trimestre anterior.
“Apesar de estarmos em um estágio inicial em nossas iniciativas relacionadas ao Banco XP, crédito colateralizado e cartão de crédito, os dados indicam um alto potencial de cross sell dentro de nossa plataforma”, declara Thiago Maffra, CEO da XP.
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos
No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tony Volpon: Buy the dip
Já que o pessimismo virou o consenso, vou aqui argumentar por que de fato uma recessão é ainda improvável (com uma importante qualificação final)