Esquenta dos mercados: mundo monitora avanço da variante ômicron da covid-19 em semana de Livro Bege e PIB brasileiro
Além disso, os contornos da disputa política de 2022 começam a ficar mais claros com a entrada de mais candidatos ao pleito

A semana começa de olho nas novas informações sobre a variante ômicron da covid-19. O estudo preliminar indicou que a B.1.1.529 tem casos médios e leves, diferentemente de outras mutações do coronavírus. A notícia animou os mercados lá fora, que devem buscar uma recuperação das perdas da sexta-feira (26).
Maiores informações sobre a variante ômicron só devem estar disponíveis nas próximas semanas, mas Anthony Fauci, o principal especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos e conselheiro da Casa Branca para a covid-19, não vê motivos para as vacinas não funcionarem contra a nova mutação de covid.
O mundo monitora os desdobramentos de mais esse impacto sanitário nos negócios enquanto os investidores precisam digerir uma série de falas do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que foi reconduzido à chefia do Banco Central americano recentemente.
O Livro Bege, publicação que traz as perspectivas do Federal Reserve para a economia, deve movimentar os negócios no exterior esta semana, em meio a uma série de indicadores de emprego.
Por aqui, a cautela com a PEC dos precatórios volta a preocupar os investidores, com dados da PNAD contínua, IGP-M e PIB no radar do investidor local.
Por fim, os contornos da eleição presidencial de 2022 começam a se formar, o que deve adicionar ainda mais aversão ao risco no cenário doméstico.
Leia Também
Confira o que movimenta o mercado esta semana:
PEC dos precatórios volta à cena
Os temores do início da semana passada voltam ao tabuleiro da bolsa brasileira esta semana, com a PEC dos precatórios novamente sendo a peça central dos debates do Congresso.
A proposta que deve abrir cerca de R$ 106,1 bilhões no Orçamento para 2022 irá para votação no Senado nesta terça-feira (30). Ainda existe muita incerteza sobre o fatiamento da PEC e se ela terá o apoio necessário dos senadores para ser aprovada.
O texto é fundamental para que a proposta de substituto do Bolsa Família, o Auxílio Brasil, fique dentro do teto de gastos.
Entretanto, com o surgimento da nova variante ômicron, o Ministério da Economia não descarta um “orçamento de guerra”, com crédito extraordinário para o pagamento do Auxílio Brasil em até R$ 400. Por outro lado, a equipe econômica ainda aposta na aprovação da PEC para não extrapolar o teto.
Rali da política
O ano eleitoral de 2022 já começou, com o PSDB definindo João Doria, atual governador de São Paulo, como candidato à presidência. Ele disputará com o ex-juíz federal Sérgio Moro por uma posição de destaque da chamada terceira via.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue como preferido nas pesquisas e, em segundo lugar, o presidente Jair Bolsonaro também são alguns dos destaques do pleito do ano que vem.
Pela frente, os dois candidatos preferidos precisam lidar com um fato caro ao mercado. Ambos são considerados uma ameaça às contas públicas e ao teto de gastos: Bolsonaro em busca da aprovação do Auxílio Brasil em R$ 400 à qualquer custo e Lula como um fantasma da lembrança de seus anos na presidência.
IGP-M, emprego e PIB
Logo de cara, o investidor deve analisar a divulgação do IGP-M de novembro nesta segunda-feira (29). O indicador deve subir 0,30% em novembro na mediana das projeções dos especialistas ouvidos pelo Broadcast, o que representa uma queda frente ao mês anterior, quando a alta foi de 0,64%.
Na terça-feira (30), os dados do emprego devem movimentar os negócios com a divulgação da PNAD contínua.
Mas o dado mais importante da semana deve ficar para divulgação do PIB do terceiro trimestre nesta quinta-feira (02), que deve confirmar ou frustrar as projeções do governo para o crescimento deste ano.
As projeções do mercado para a economia nacional são divulgadas todas as segundas-feiras pelo Banco Central no Boletim Focus, por volta das 8h15.
Fono na covid-19
O mundo monitora o avanço da nova variante da covid-19 pelo mundo. Durante o final de semana, a chefe da Associação Médica da África do Sul, Angelique Coetzee, afirmou que a B.1.1.529, nome técnico da ômicron, pode ter sintomas “médios” e pouco pronunciados.
Apesar do estudo estar em fase preliminar, os investidores já começam a reagir e os índices internacionais buscam recuperar as perdas da última sexta-feira (26).
Além disso, Coetzee afirmou que a nova variante deve alterar pouco o dia a dia de pessoas vacinadas. Contudo, ressalta que a situação dos não vacinados pode ser diferente.
Os países já iniciaram um movimento de fechar as fronteiras novamente, o que deve se refletir nos pregões da semana, em meio a uma série de indicadores importantes.
De olho lá fora
O mundo deve monitorar as falas do presidente do Fed, Jerome Powell, ao longo da semana, após sua recondução à chefia do Banco Central americano. Powell deverá conduzir a retirada de estímulos da economia, o chamado tapering, e lidar com uma elevação de juros que não assuste o mercado em um primeiro momento.
Na quarta-feira (1º), o Federal Reserve divulga o Livro Bege, o que deve trazer ainda mais peso para as falas de Powell nesta segunda (29) e terça (30).
O relatório ADP de empregos privados dos Estados Unidos, que também deve ser lançado na quarta, deve movimentar os negócios antes da divulgação de mais dados sobre o emprego norte-americano na sexta-feira (03). Esses indicadores devem auxiliar o plano do Federal Reserve sobre a condução da economia.
Bolsas pelo mundo
Mesmo com as notícias de que a variante ômicron apresente sintomas leves e moderados, os investidores da ásia pressionaram e as bolsas da região fecharam em queda nesta segunda-feira.
Já na Europa, a abertura foi de alta por lá, após as perdas de até 4% na última sexta-feira.
De maneira semelhante, os futuros de Nova York apontam para uma abertura de alta, com a notícia de que a nova variante pode não ser tão letal quanto esperado.
Agenda semanal
Segunda-feira (29)
- FGV: IGP-M de novembro (8h)
- Tesouro Nacional: Resultado primário do Governo Central em outubro (13h30)
- Estados Unidos: Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, discursa em Nova York (17h)
- China: PMI composto e industrial de novembro (22h)
Terça-feira (30)
- IBGE: PNAD Contínua de setembro(9h)
- Banco Central: Relação dívida/PIB, Balanço Orçamentário e Superávit em outubro (9h30)
- Estados Unidos: Presidente do Fed, Jerome Powell e Secretaria do Tesouro, Janet Yellen, discursam no Senado (12h)
- IBGE: Caged divulga a geração de emprego formal em outubro (15h30)
Quarta-feira (1º)
- OCDE: Relatório de perspectiva econômica (7h)
- FGV: Índice de preços ao produtor de outubro (9h)
- Economia: PMI industrial (10h)
- Estados Unidos: Relatório de empregos privados ADP (10h15)
- Estados Unidos: PMI industrial de novembro (11h45)
- Estados Unidos Presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e Secretaria do Tesouro, Janet Yellen, discursam na Câmara dos Representantes (12h)
- Estados Unidos: Estoques de petróleo (12h30)
- Banco Central: Balança comercial de novembro
- Estados Unidos: Livro Bege (16h)
Quinta-feira (02)
- FGV: IPC-Fipe de novembro (5h)
- Opep: Reunião ministerial (7h)
- IBGE: PIB do terceiro trimestre (9h)
- Estados Unidos: Pedidos de auxílio-desemprego (10h30)
Sexta-feira (03)
- IBGE: Pesquisa industrial mensal de outubro (9h)
- Estados Unidos: Relatório de empregos em novembro, taxa de desemprego e salário médio por hora (10h30)
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Boletim Focus mantém projeção de Selic a 15% no fim de 2025 e EQI aponta caminho para buscar lucros de até 18% ao ano; entenda
Com a Selic projetada para 15% ao ano, investidores atentos enxergam oportunidade de buscar até 18% de rentabilidade líquida e isenta de Imposto de Renda
Tony Volpon: Buy the dip
Já que o pessimismo virou o consenso, vou aqui argumentar por que de fato uma recessão é ainda improvável (com uma importante qualificação final)
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Agenda econômica: Payroll, balança comercial e PMIs globais marcam a semana de despedida da temporada de balanços
Com o fim de março, a temporada de balanços se despede, e o início de abril chama atenção do mercado brasileiro para o relatório de emprego dos EUA, além do IGP-DI, do IPC-Fipe e de diversos outros indicadores
Agenda econômica: últimos balanços e dados dos Estados Unidos mobilizam o mercado esta semana
No Brasil, ciclo de divulgação de balanços do 4T24 termina na segunda-feira; informações sobre o mercado de trabalho norte-americano estarão no foco dos analistas nos primeiros dias de abril.
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação
A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita
Tarifas de Trump derrubam montadoras mundo afora — Tesla se dá bem e ações sobem mais de 3%
O presidente norte-americano anunciou taxas de 25% sobre todos os carros importados pelos EUA; entenda os motivos que fazem os papéis de companhias na América do Norte, na Europa e na Ásia recuarem hoje
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Rodolfo Amstalden: Buy the dip, e leve um hedge de brinde
Para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta
Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump
Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair
Dólar atinge o menor patamar desde novembro de 2024: veja como buscar lucros com a oscilação da moeda
A recente queda do dólar pode abrir oportunidades estratégicas para investidores atentos; descubra uma forma inteligente de expor seu capital neste momento
É hora de comprar a líder do Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) dispara mais de 17% após dados do 4T24 e banco diz que ação está barata
A companhia apresentou os primeiros resultados trimestrais após a cisão dos negócios de locação e concessionária e apresenta lucro acima das projeções
Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar
Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo
Felipe Miranda: Dedo no gatilho
Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.