Indicadores econômicos dos EUA devem movimentar o dia, com aumento da cautela antes da ‘Super Quarta’
Depois de um pregão ignorando a Super Quarta, Ibovespa deve sentir o peso da cautela antes da decisão de política monetária no Brasil e nos EUA

No último pregão, a antecipação da campanha de vacinação chegou a afastar a cautela antes da “Super Quarta”, o que deu espaço para a bolsa subir 0,59%, aos 129.441 pontos. Por sua vez, o dólar à vista acabou recuando 1,02%, a R$ 5,0707.
Mas a agenda fraca do dia deve trazer arrepios na espinha antes da reunião sobre política monetária dos Bancos Centrais mais importantes para a bolsa brasileira. Nesta quarta-feira (16), o Copom deve divulgar a Selic e o Federal Reserve também tornar conhecida a taxa de juros para os próximos meses.
O dado forte deve ser o índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) e vendas do varejo nos EUA, o que deve dar o tom dos negócios hoje.
Confira o que esperar das reuniões:
Copom e Fomc
O Matheus Spiess escreveu para o Seu Dinheiro o que esperar da decisão de política monetária do Copom e do Fomc.
Quanto à taxa básica de juros brasileira, é esperado que o BC eleve em 0,75 pontos base, o que levaria a Selic para 4,25% no ano. O Boletim Focus já trouxe o cenário de alta da inflação para o relatório, elevando a previsão de juros para 6,25%.
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Já os investidores americanos estão divididos, ouvindo uma dupla mensagem: se, por um lado, alguns dirigentes do Fed, o BC dos EUA, já falam em aumentar os juros no curto prazo para conter a inflação, por outro, o presidente da instituição, Jerome Powell, mantém seu discurso de que o momento inflacionário é passageiro e quer manter os juros inalterados.
Além disso, a compra de ativos (chamado “taper”) é outro alvo do debate para o comitê. As falas de Powell após a reunião serão acompanhadas de perto pelos investidores.
Novo Bolsa Família
O novo programa de distribuição de renda, que deve ser uma reedição do Bolsa Família com o nome de Renda Cidadã, prevê o pagamento médio de R$ 250 para os beneficiários. No total, o custo deve chegar a R$ 51,51 bilhões em 2022, de acordo com o Broadcast.
De acordo com os dados do Ministério da Cidadania, o novo programa social deve ser mais amplo que o Bolsa Família, focando em ajuda à primeira infância e benefício variável para crianças de 3 anos até jovens de 21 anos.
Ainda existem alguns pontos a serem aprofundados sobre o novo benefício: o sistema para gerir essa nova modalidade e de onde virão os recursos, tendo em vista que o Orçamento para 2021 foi apertado e o documento para 2022 não traz uma grande margem para novos gastos.
Bolsas pelo mundo
Os índices asiáticos encerraram o pregão sem direção única, à espera da reunião do Fomc (o Copom americano). Na volta do feriado de segunda, as bolsas da China continental e Hong Kong fecharam no vermelho, à espera de dados sobre varejo e produção industrial do país.
Já no Velho Continente, os índices operam sem direção única durante a manhã, também de olho no Fed, mas com as atenções voltadas para os dados locais da Zona do Euro e da inflação da Alemanha.
Por fim, os futuros de Nova York operam de maneira mista. A decisão de política monetária do Fed é um dos indicadores mais esperados, com o aumento da preocupação em torno da inflação dos EUA.
Agenda do dia
- FGV: Indicador do Comércio Exterior (Icomex) de maio (8h)
- Estados Unidos: Índice de atividade industrial Empire State de junho, vendas do varejo em maio, índice de preços ao produtor (PPI e Núcleo do PPI) de maio (9h30)
- Estados Unidos: Federal Reserve divulga produção industrial de maio (10h15)
- China: Vendas do varejo, produção industrial e investimentos em ativos fixos de maio (23h)
- Brasil: Início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom)
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