Aprovação do Orçamento 2021 e dados da inflação dos EUA devem ficar no radar do investidor
Apesar de ser uma boa notícia, o Orçamento veio com quatro meses de atraso e conta com gastos que podem não animar

Esta semana, os mercados receberam um baque inesperado com a queda nos preços do barril de petróleo. Não foi uma tensão do Oriente Médio ou algo do gênero, mas a obstrução do Canal de Suez que fez os preços da commodity caírem. Na manhã desta sexta-feira (26), o preço do petróleo Brent voltou a subir, mas o navio não deve sair de lá por algum tempo.
Mas aqui no Brasil, entre boas e más notícias, o investidor deve repercutir a alta generalizada das bolsas pelo mundo. A retomada econômica dos EUA e o avanço da vacinação por lá animaram os negócios agora pela manhã.
A aprovação do Orçamento para 2021, aprovado na noite de quinta-feira (25) com um atraso de 4 meses, deve ser vista com cautela pelos investidores. Se, por um lado, temos uma previsão de gastos, por outro, eles podem não animar.
O principal ponto de desaprovação foi o aumento de verba para o Ministério da Defesa, no valor de R$ 8 bilhões e representa um quinto (22%) do total para o governo federal neste ano, enquanto o do Ministério da Saúde ficou em R$ 2 bilhões.
Confira essas e mais notícias que podem mexer com os mercados nesta sexta-feira (26):
Orçamento 2021
O Senado aprovou na noite desta quinta-feira (25) a Lei Orçamentária 2021. O texto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro e não houve alteração na reta final da Comissão Mista de Orçamento (CMO).
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Imunizante brasileiro
O Instituto Butantã pedirá para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para iniciar os estudos clínicos de uma vacina totalmente desenvolvida em solo brasileiro. A Butanvac, como está sendo chamada pelo instituto, se passar pelas fases 1, 2 e 3 de testes clínicos, pode estar disponível no mercado de imunizantes até o final do ano.
Por ser totalmente produzida no Brasil, a Butavac é uma esperança de que a vacinação brasileira fique no controle das instituições nacionais e não dependa tão diretamente de insumos vindos de fora. Ela usa um método parecido com a da Oxford-AstraZeneca e o pedido para autorização de testes clínicos de fase 1 deve ser feito ainda hoje.
Relações exteriores
O ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo está na mira do Congresso. Durante reunião na última quarta-feira (24) o ministro de Bolsonaro sofreu duras críticas, em especial por atrasar a compra de vacina por brigas contra países como China e Índia, hoje produtores de vacinas e insumos para produção de imunizantes.
Especialistas de política afirmam que o cheiro de óleo quente e a fritura de Araújo ainda irão durar algum tempo. O presidente Jair Bolsonaro tende a não ceder logo quando é contrariado, e o ministro faz parte da ala ideológica do presidente, ou seja, ele pode demorar a sair.
Baliza errada
O navio que bloqueou o canal de Suez, principal rota para o escoamento de petróleo do Oriente Médio, segue como um problema na região. Alguns especialistas afirmam que levará semanas para retirar a embarcação e desobstruir a passagem.
Com os milhões de litros do outro negro parados, o preço do barril de petróleo Brent, usado como referência para o mercado internacional, vem pressionando os estoques mundiais. Ele chegou a ser negociado por pouco menos do que US$ 63, mas voltou a se valorizar é cotado a US$ 63,20 nesta manhã.
Dragão Gringo
Saem hoje os dados do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (PCE, na sigla em inglês). Os investidores devem ficar atentos à disparada da inflação, que pode pressionar os juros no longo prazo e derrubar as bolsas com a saída de investimentos para outros ativos menos arriscados.
Os títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) tendem a se valorizar neste tipo de cenário de juros mais altos. O presidente do Federal Reserve, o Banco Central americano, Jerome Powell, em sua última fala após a reunião da organização, afirmou que o Fed está preparado para agir em caso de disparada da inflação, mas que agora não é o momento.
Bolsas pelo mundo
As bolsas da Ásia fecharam em alta com a volta do otimismo sobre a recuperação econômica global diante da avançada campanha de vacinação contra a covid-19. A fala de Joe Biden e o número de pedidos de auxílio desemprego animaram os mercados, que responderam de maneira positiva:
- Nikkei (Japão), alta de 1,56%
- Hang Seng Index (Hong Kong), alta de 1,57%
- Kospi (Coreia do Sul), alta de 1,09%
- Shanghai SE (China), alta de 1,63%
Enquanto isso, os índices europeus também iniciaram o dia com ganhos após dados positivos da economia alemã. Por volta das 7h30:
- Dax (Alemanha), alta de 0,65%
- FTSE 100 (Reino Unido), alta de 0,57%
- CAC 40 (França), alta de 0,26%
- FTSE MIB (Itália), alta de 0,27%
Na mesma direção, os índices de Nova York reagiram bem à fala de Biden sobre a vacinação e fecharam com altas modestas, os futuros de Wall Street apontam para um dia de ganhos. Por volta das 7h30:
- S&P 500 Futuro (EUA), alta de 0,28%
- Nasdaq Futuro (EUA), alta de 0,22%
- Dow Jones Futuro (EUA), alta de 0,32%
Agenda do dia
Saiba quais são os principais eventos e indicadores econômicos que mexem com a bolsa hoje:
- Brasil: FGV divulga confiança da indústria em março (8h)
- Banco Central: Nota de investimentos externos diretos no país (8h)
- EUA: inflação (PCE e núcleo PCE) e índice do sentimento do consumidor(9h30)
- EUA: sentimento do consumidor de março (11h)
- Ministério da Economia: Ministro da Economia Paulo Guedes participa de evento da Confederação Nacional dos Transportes (15h)
Empresas
- Ser Educacional registrou lucro líquido de R$ 121,53 milhões no quarto trimestre
- O presidente da Vale será investigado por suporta omissão de informação aos acionistas
- A Sabesp registrou lucro líquido de R$ 831,5 milhões no quarto trimestre, uma queda de 21,3% em relação ao mesmo período do ano passado
- A Mosaico registrou lucro líquido de R$ 26,5 milhões no quarto trimestre de 2020, o que representa queda de
57,2% - A Toyota foi a sétima empresa a parar em função do agravamento da pandemia; Volks, Nissan, Mercedes, Scania, Volvo e Volkswagen Caminhões e Ônibus já haviam comunicado paralisações.
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