Mercados tomam fôlego após euforia do começo do ano
Além da covid-19, o assunto que mais movimenta os mercados internacionais é o estímulo fiscal do agora presidente dos EUA, Joe Biden

Após a euforia, a calmaria. Depois de iniciarem o ano com altas acentuadas, os mercados internacionais estão tomando uma pausa nesta terça-feira (12), estendendo o movimento visto na segunda-feira (11), quando os investidores aproveitaram o dia para embolsar ganhos.
Os índices futuros dos Estados Unidos registram leve alta, enquanto as principais praças europeias operam entre leve queda e estabilidade, com os investidores passando a ler com mais calma os dados sobre a economia e pandemia de covid-19 pelo mundo.
Leia também:
- NO CELULAR: Receba comentários diários em áudio da equipe do Seu Dinheiro
- Ministério da Economia pede avanço de reformas para manter fábricas no País
- Saída da Ford precisa servir de alerta ao País, diz Fiesp
Este sentimento deve dar o tom do pregão de hoje na B3. Um fator que deve pesar nos negócios de hoje é a divulgação do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.
A expectativa é de que o índice oficial de inflação do País feche 2020 em 4,37%, segundo a mediana das estimativas dos economistas do mercado ouvidos pelo Banco Central (BC) para o Relatório Focus.
Os investidores também estarão de olho nos estímulos fiscais dos EUA, prometidos por Biden. Qualquer novidade relacionada à ampliação do pacote deve animar os negócios.
Leia Também
Dinheiro no bolso
Se no ano passado o noticiário era só sobre covid-19, em 2021 permanece igual. Não dá para ignorarmos a nossa maior dor de cabeça, a pandemia não parece tão perto do fim.
Mesmo com as campanhas de vacinação tendo sido iniciadas (em outros países), o coronavírus ainda preocupa e os investidores quiseram embolsar seus ganhos recentes de 2021. Com isso, o Ibovespa fechou em queda de 1,46%, aos 123.255,13 pontos.
O dólar, por sua vez, fechou em alta de 1,61%, a R$ 5,5031. Esta foi a primeira vez que a moeda ultrapassou a casa dos R$ 5,50 desde 13 de novembro.
Um olho no peixe, outro no gato
Além da covid-19, o assunto que mais movimenta os mercados internacionais é o bendito estímulo fiscal do agora presidente dos EUA, Joe Biden. Há uma expectativa pela divulgação do plano econômico de Biden, já que prometeu anunciar nesta semana os detalhes do plano que irá propor ao assumir o cargo em 20 de janeiro. Na Ásia, o mercado reagiu positivamente à expectativa.
Os principais índices de Wall Street, que vinham batendo seus recordes, fecharam em baixa após os investidores terem realizado seus lucros e pela apreensão com os planos em Washington. Nos índices futuros, por volta das 08h08 o Dow Jones caía 0,29%. Já o S&P500, 0,66% e o Nasdaq, 1,25%.
Na Europa, o mercado foi misto. Principalmente com os rumores de que o Fed poderia começar a reduzir seu estímulo monetário.
Agenda do dia
Essa terça-feira será agitada para o mercado brasileiro. Além da divulgação do IPCA e INPC, pelo IBGE, o presidente do Banco Central (BC), Campos Neto, irá participar da reunião com governantes de mercados emergentes, promovido pelo BIS, às 9h.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, irá se reunir com o secretário especial da Receita Federal, José Tostes, às 10h e participará em uma cerimônia alusiva aos 160 anos da Caixa Econômica Federal.
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações
O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março
A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%
Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3
A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
O e-commerce das brasileiras começou a fraquejar? Mercado Livre ofusca rivais no 4T24, enquanto Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia apanham no digital
O setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre, com players brasileiros deixando a desejar quando o assunto são as vendas online
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Não é a Vale (VALE3): BTG recomenda compra de ação de mineradora que pode subir quase 70% na B3 e está fora do radar do mercado
Para o BTG Pactual, essa mineradora conseguiu virar o jogo em suas finanças e agora oferece um retorno potencial atraente para os investidores; veja qual é o papel