Mercados se acalmam esperando resultado de impeachment de Trump e efeitos da covid-19
Além da votação do impeachment de Trump, os investidores estão atentos aos números alarmantes da Covid-19, o que pode acarretar em novos bloqueios econômicos mundiais.

A pressa é inimiga da perfeição. Depois de uma sessão que seria morna (mas acabou sendo agitada) na última terça-feira (12), os mercados internacionais continuam sendo cautelosos e esperando o desenrolar da votação do impeachment do presidente dos EUA, Donald Trump.
Leia também:
- LUPA DOS FUNDOS: Um pente-fino nas melhores gestoras disponíveis nos bancos e corretoras
- SulAmérica anuncia novo CEO para o lugar de Gabriel Portella
- Direcional bate recorde de vendas líquidas no 4º trimestre
Os índices futuros dos Estados Unidos registram uma leve alta, quase beirando a 0%. As principais praças europeias seguem a mesma lógica, de maneira mista, variando em torno de +0,01% e -0,01%.
Além da votação do impeachment de Trump, os investidores estão atentos aos números alarmantes da Covid-19, o que pode acarretar em novos bloqueios econômicos mundiais.
O dragão está entre nós
O dragão da inflação está oficialmente entre nós e foi o responsável por esquentar uma terça-feira (12) que prometia ser bem morna para o mercado brasileiro.
Os investidores brasileiros começaram a repercutir a grande notícia do dia: o índice oficial de inflação do Brasil, o IPCA, terminou 2020 com a maior taxa acumulada desde 2016 — 4,52%.
Leia Também
O número ficou acima do centro da meta, que era de 4%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância.
Ainda assim, o saldo do dia foi positivo. O principal índice da bolsa de valores terminou o dia com alta de 0,60%, a 123.998 pontos. A grande estrela do dia, no entanto, foi o dólar.
Empurrado pela entrada do fluxo estrangeiro no país, a moeda americana caiu 3,29%, a R$ 5,323, depois de se valorizar mais de 6% só nos primeiros dias de 2021 e voltar ao patamar dos R$ 5,50. Essa é a maior queda diária da moeda americana em dois anos e meio.
Agora cai?
O assunto principal desta quarta-feira (13) deve ser a votação do impeachment do presidente dos EUA, Donald Trump.
À tarde, a Câmara dos Representantes dos EUA deve votar pelo impeachment de Trump, por conta das recentes turbulências no Capitólio norte-americano. O vice-presidente Mike Pence segurou a barra e não invocou a 25ª Emenda para remover Trump na última terça.
Vale lembrar que um julgamento de impeachment pode prosseguir mesmo após Trump (querendo ou não) deixar o cargo em 20 de janeiro, para Joe Biden.
Além da votação do impeachment, os investidores globais devem ficar de olho nos números alarmantes da Covid-19. Na última terça, uma matéria do jornal alemão Bild deu a entender que a chanceler alemã Angela Merkel gostaria de estender o atual bloqueio na maior economia europeia até o fim de março, o que pioraria a perspectiva a curto-prazo para o velho continente.
Agenda bílingue
Esta quarta será agitada para o Brasil e os EUA. Às 9h, a pesquisa do IBGE sobre o ritmo do setor de serviços em novembro deve registrar a terceira desaceleração consecutiva na margem.
Já nos EUA, o Livro Bege (16h) e o CPI de dezembro (10h30) ganham os holofotes da agenda econômica. Além disso, os estoques de petróleo do DoE (12h30) serão divulgados, com previsão de queda de 1,9 milhões de barris de óleo bruto.
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Agenda econômica: últimos balanços e dados dos Estados Unidos mobilizam o mercado esta semana
No Brasil, ciclo de divulgação de balanços do 4T24 termina na segunda-feira; informações sobre o mercado de trabalho norte-americano estarão no foco dos analistas nos primeiros dias de abril.
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação
A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita
Tarifas de Trump derrubam montadoras mundo afora — Tesla se dá bem e ações sobem mais de 3%
O presidente norte-americano anunciou taxas de 25% sobre todos os carros importados pelos EUA; entenda os motivos que fazem os papéis de companhias na América do Norte, na Europa e na Ásia recuarem hoje
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Rodolfo Amstalden: Buy the dip, e leve um hedge de brinde
Para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta
Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump
Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair
Dólar atinge o menor patamar desde novembro de 2024: veja como buscar lucros com a oscilação da moeda
A recente queda do dólar pode abrir oportunidades estratégicas para investidores atentos; descubra uma forma inteligente de expor seu capital neste momento
É hora de comprar a líder do Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) dispara mais de 17% após dados do 4T24 e banco diz que ação está barata
A companhia apresentou os primeiros resultados trimestrais após a cisão dos negócios de locação e concessionária e apresenta lucro acima das projeções
Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar
Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo
Felipe Miranda: Dedo no gatilho
Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.
Eles perderam a fofura? Ibovespa luta contra agenda movimentada para continuar renovando as máximas do ano
Ata do Copom, balanços e prévia da inflação disputam espaço com números sobre a economia dos EUA nos próximos dias
Sem OPA na Oncoclínicas (ONCO3): Empresa descarta necessidade de oferta pelas ações dos minoritários após reestruturação societária
Minoritários pediram esclarecimentos sobre a falta de convocação de uma OPA após o Fundo Centaurus passar a deter uma fatia de 16,05% na empresa em novembro de 2024
Juros nas alturas têm data para acabar, prevê economista-chefe do BMG. O que esperar do fim do ciclo de alta da Selic?
Para Flávio Serrano, o Banco Central deve absorver informações que gerarão confiança em relação à desaceleração da atividade, que deve resultar em um arrefecimento da inflação nos próximos meses