Exterior positivo impulsiona o Ibovespa e dólar cai quase 2%
Com as bolsas internacionais no azul, Ibovespa tenta limitar o efeito negativo dos ruídos políticos

A bolsa brasileira decidiu deixar para trás os ruídos políticos que atrapalharam os negócios ontem e se mantém com força desde o início das negociações nesta quinta-feira (14).
Por volta das 17h20, o Ibovespa subia 1,26%, aos 123.429 pontos. O dólar segue a sua trajetória de realização de lucros e fechou o dia em queda de 1,9%, a R$ 5,210. Uma das razões que influencia a queda da moeda é a possibilidade de novos estímulos nos Estados Unidos e a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que ainda não é o momento de subir os juros.
Bolsonaro x Brandão
O dia começou carregado de ruídos políticos e grande pressão sobre as estatais. Segundo o blog da Andréia Sadi, do G1, o presidente Bolsonaro está insatisfeito com os "efeitos políticos" da gestão de André Brandão, chefe do BB. Na visão de Bolsonaro, o anúncio do fechamento de agências aumenta o desgaste político em ano pré-eleitoral. Sadi também informa que a equipe econômica está tentando reverter a situação.
As ações do Banco passaram a subir após a notícia de que Brandão não deve sair do cargo e conta com o apoio da equipe econômica e do presidente do Banco Central.
O Banco do Brasil não é a única estatal monitorada na sessão de hoje. O mercado também fica de olho na Petrobras, pois existe uma desconfiança de que o governo vem evitando que a petroleira repasse a alta recente do petróleo para os consumidores.
Ainda em meio aos ruídos políticos estão as ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros.
Leia Também
Tudo azul
O otimismo no exterior é mantido na expectativa de que o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, anuncie hoje uma proposta de estímulos fiscais na casa dos US$ 2 trilhões e que deve inclui novos cheques de auxílio no valor de US$ 2 mil para os americanos.
Na Ásia, o pregão desta quinta-feira fechou sem uma direção definida, com os investidores mesclando um movimento de realização de lucros com o bom desempenho da balança comercial chinesa e a expectativa pelos estímulos nos Estados Unidos.
As exportações do gigante asiático cresceram 18,1% em dezembro. Essa informação pode beneficiar as empresas de mineração e siderurgia que tiveram um desempenho ruim na sessão de ontem.
Em Wall Street, as bolsas operam no azul, procurando novos recordes. As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta.
Embora o clima seja de otimismo, ainda existem fatores que podem trazer alguma volatilidade aos negócios.
O primeiro é a proximidade da temporada de balanços. Depois, temos a continuidade da ação de impeachment contra o presidente Donald Trump, aprovado ontem pela Câmara dos Representantes, e o avanço do coronavírus pelo mundo.
O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou agora cedo que o número de pedidos de auxílio-desemprego na semana atingiu a maior alta em 5 meses, com 965 mil novos pedidos, o que acende mais um sinal de alerta.
Durante a tarde, o mercado internacional repercute o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. O chefe do BC americano disse que existem chances da economia norte-americana voltar aos patamares pré-pandemia antes do previsto. Powell destacou que a política fiscal tem sido "fundamental" durante a crise e que a dívida pública americana cresce mais rápido do que a economia atualmente.
Embora tenha declarado que a situação é insustentável, afirmou também que o nível total da dívida é sustentável, negando que a dívida pública afete a política monetária. Uma preocupação recente dos investidores, após declarações de outros dirigentes, Powell afirmou que o Fed não deve começar a reduzir a compra de títulos.
Sobe e desce
A PetroRio começa o dia em um movimento de realização dos lucros recentes e lidera as quedas do Ibovespa nos primeiros momentos do leilão. Os papéi do Banco do Brasil também seguem pressionados pelos ruídos políticos envolvendo a instituição.
Ontem, as ações do Carrefour foram beneficiadas com a proposta da operadora canadense de lojas de conveniência Alimentation Couche-Tard para a aquisição do Carrefour Global. Hoje, no entanto, as ações cedem, refletindo a possibilidade de que o governo francês não permita a operação.
CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
PRIO3 | PetroRio ON | R$ 77,98 | -1,89% |
GPA ON | Grupo P. Açúcar ON | R$ 76,70 | -1,46% |
ENEV3 | Eneva ON | R$ 66,75 | -1,11% |
MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 23,78 | -1,00% |
NTCO3 | Natura & Co ON | R$ 50,71 | -0,96% |
A queda do dólar beneficia as empresas que possuem a maior parte de suas dívidas e custos na moeda americana. Confira também as principais altas desta manhã:
CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
EMBR3 | Embraer ON | R$ 9,93 | 7,93% |
AZUL4 | Azul PN | R$ 38,65 | 7,48% |
CVCB3 | CVC ON | R$ 20,47 | 6,01% |
YDUQ3 | Yduqs ON | R$ 35,53 | 5,21% |
GOLL4 | Gol PN | R$ 24,29 | 4,88% |
Juros
Confira as principais taxas do mercado de juros, que operam em queda nesta quinta-feira (14):
- Janeiro/2022: de 3,25% para 3,22%
- Janeiro/2023: de 5,03% para 4,92%
- Janeiro/2025: de 6,52% para 6,52%
- Janeiro/2027: de 7,28% para 7,15%
As únicas ações que se salvaram do banho de sangue no Ibovespa hoje — e o que está por trás disso
O que está por trás das únicas altas no Ibovespa hoje? Carrefour sobe mais de 10%, na liderança do índice
A pressão vem de todos os lados: Trump ordena corte de juros, Powell responde e bolsas seguem ladeira abaixo
O presidente do banco central norte-americano enfrenta o republicano e manda recado aos investidores, mas sangria nas bolsas mundo afora continua e dólar dispara
O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar
Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Pix parcelado já tem data marcada: Banco Central deve disponibilizar atualização em setembro e mecanismo de devolução em outubro
Banco Central planeja lançar o Pix parcelado, aprimorar o Mecanismo Especial de Devolução e expandir o pagamento por aproximação ainda em 2025; em 2026, chega o Pix garantido
Lula reclama e Milei “canta Queen”: as reações de Brasil e Argentina às tarifas de Trump
Os dois países foram alvo da alíquota mínima de 10% para as exportações aos EUA, mas as reações dos presidentes foram completamente diferentes; veja o que cada um deles disse
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
Luis Stuhlberger: ‘Brasil saiu muito beneficiado’ após tarifas de Trump; dos ativos globais, bitcoin e ouro saem ganhando, e uma moeda se destaca
Em evento da Icatu Seguros, o gestor do fundo Verde analisou o impacto das tarifas recíprocas anunciadas ontem nos mercados globais e apontou ganhadores e perdedores
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
As tarifas de Trump: entenda os principais pontos do anúncio de hoje nos EUA e os impactos para o Brasil
O presidente norte-americano finalmente apresentou o plano tarifário e o Seu Dinheiro reuniu tudo o que você precisa saber sobre esse anúncio tão aguardado pelo mercado e pelos governos; confira
Três museus brasileiros estão entre os 100 mais visitados em 2024, mas nenhum deles é o MASP
Pesquisa feita pelo jornal especializado The Art Newspaper mostra que 2024 parece ter sido a volta aos níveis “normais” de visitações para muitos museus
Não haverá ‘bala de prata’ — Galípolo destaca desafios nos canais de transmissão da política monetária
Na cerimônia de comemoração dos 60 anos do Banco Central, Gabriel Galípolo destacou a força da instituição, a necessidade de aprimorar os canais de transmissão da política monetária e a importância de se conectar com um público mais amplo
Correios anunciam marketplace em parceria com Infracommerce (IFCM3) e define seu diferencial: chegar às 5.570 cidades do país
O Mais Correios já tem site, mas deve entrar em operação somente no fim de maio. Projeto contempla plano da estatal de trazer novas receitas para a empresa