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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Incertezas fiscais se acumulam e Ibovespa emplaca quarto pregão de queda; dólar e juros sobem

PEC dos precatórios, desmanche de posições em bolsa e queda das commodities contribuíram para mais um dia negativo para a bolsa brasileira

Jasmine Olga
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18 de novembro de 2021
19:52 - atualizado às 0:51
Congresso Mercados Baixa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A sessão desta quarta-feira (18) marcou o quarto pregão consecutivo de queda para o Ibovespa, mas essa não é a única estatística negativa da bolsa brasileira nos tempos recentes.

A gente nem precisa ir muito longe. É só olhar para os últimos 30 dias. O principal índice da B3 acumula uma queda de quase 14% no ano e, só no último mês, o recuo foi de 10% — dos 22 pregões que tivemos no período, apenas oito tiveram desempenho positivo.

Não tem como deixar de notar que o cataclismo foi a deterioração da saúde fiscal do país, marcada pelo andamento da PEC dos precatórios no Congresso.

Do dia 18 de outubro até agora, o texto que eleva o teto fiscal foi aprovado na Câmara, as conversas para uma possível extensão do auxílio emergencial se intensificaram, e o Senado mostrou que está longe de aprovar o texto da PEC sem alterações.

Na visão de Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos, os aspectos discutidos pelos senadores são válidos — principalmente no que diz respeito à não revisão do valor do teto e à retirada dos precatórios da conta para não configurar uma “pedalada” no pagamento.

Mas caso o texto seja alterado, a tramitação da PEC será prolongada, pois ela deverá retornar à Câmara, aumentando o período de incertezas. E você já deve estar cansado de saber que o mercado odeia incertezas.

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A temporada de balanços chegou ao fim, com bons resultados para as empresas, mas o patamar atual da bolsa brasileira não reflete isso. Com as bolsas americanas próximas das máximas, às vezes o bom humor contagia os negócios na B3, mas esse não foi o caso hoje.

Em Wall Street, os principais índices fecharam mistos nesta quinta-feira; e, na China, o minério de ferro voltou a cair bruscamente, afetando o desempenho da Vale e das siderúrgicas.

O resultado foi um pregão volátil e de muitos altos e baixos. No fim, a pressão das incertezas venceu. O Ibovespa fechou em 102.426 pontos, um recuo de 0,51%.

Nesses 30 dias áridos para a bolsa brasileira, o dólar também incorporou o estresse do mercado e passou por grande volatilidade. No pior dos dias chegou a encostar nos R$ 5,70 e, agora, é cotado a R$ 5,5699, após alta de 0,83% nesta quinta.

O mercado de juros também segue precificando uma atuação mais dura do Banco Central para ancorar as expectativas de inflação dos próximos anos e também uma possível elevação antecipada das taxas nos Estados Unidos.

Para Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos, o aumento da Selic pressiona o investidor a diminuir sua exposição em bolsa, após fortes trimestres de migração para a renda variável.

Com isso, as solicitações de resgate aumentaram, obrigando fundos e gestoras, principalmente de multimercados, a venderem suas posições, contribuindo para o resultado negativo visto no momento. Confira as taxas do dia:

  • Janeiro de 2022: de 8,53% para 8,56%
  • Janeiro de 2023: de 12,02% para 12,17%
  • Janeiro de 2025: de 11,95% para 12,05%
  • Janeiro de 2027: de 11,88% para 11,93%

Sem empurrãozinho

No exterior, as preocupações com a alta da inflação global pressionaram os índices internacionais. O governo dos EUA pediu que grandes economias, como a China, passem a vender os estoques, o que deve derrubar os preços em algum grau e conter o avanço dos indicadores.

Essa não é a única preocupação do mercado internacional. Nos próximos dias, o presidente Joe Biden deve escolher o nome do novo comandante do Federal Reserve, em um momento de apreensão sobre o futuro da política monetária do país. Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), a inflação persistente deve antecipar a elevação dos juros no país. 

Sobe e desce do Ibovespa

Na China, o minério de ferro caiu mais 4,18% na madrugada desta quinta-feira em Qingdao, na China. No ano, a queda é de 45,61%. Em 4 de janeiro, a commodity era cotada a US$ 160,47 e no fechamento de hoje a US$ 87,27. 

Com isso, Vale e siderúrgicas tiveram um dia de fraco desempenho e pesaram sobre a bolsa brasileira. Confira as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVAR
USIM5Usiminas PNAR$ 12,08-5,70%
CSNA3CSN ONR$ 19,81-5,35%
PRIO3PetroRio ONR$ 22,04-4,42%
BRAP4Bradespar PNR$ 44,93-4,32%
VALE3Vale ONR$ 62,33-4,11%

O principal destaque do dia ficou com a Méliuz, após o Bank of America (BofA) elevar a recomendação dos papéis da companhia para “compra”. Fora do Ibovespa, vale destacar o desempenho das ações da Alliar (AALR3), após mudanças no controle da empresa. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
CASH3Méliuz ONR$ 4,1010,22%
ALPA4Alpargatas PNR$ 43,034,95%
GNDI3Intermédica ONR$ 72,123,77%
HAPV3Hapvida ONR$ 13,063,73%
QUAL3Qualicorp ONR$ 17,523,06%

*Colaboração Leonardo Milane, sócio e economista da VLGI

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