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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

FECHAMENTO DO DIA

Touro de ouro estreia com o pé esquerdo e Ibovespa recua quase 2% com temores fiscais elevados e recessão no horizonte; dólar vai a R$ 5,49

Os dados de atividade ruins se somaram aos ruídos em Brasília, que mostram que a PEC dos precatórios pode ficar enroscada.. O resultado foi mais um dia de perdas para o Ibovespa

Jasmine Olga
Jasmine Olga
16 de novembro de 2021
19:12 - atualizado às 19:13
Montagem de touro dourado da B3 com lagrima escorrendo e gráficos vermelhos em queda ao fundo
Imagem: Image: Shutterstock e B3 / Montagem: Andrei Morais

Um touro de ouro novinho em folha passou a morar do lado de fora da sede da B3, mas a figura carismática está longe de refletir o humor do mercado financeiro. O Ibovespa está bem longe dos seus dias dourados acima dos 130 mil pontos e se aproxima cada vez mais da marca dos 100 mil, com uma desvalorização de mais de 11% no ano.

Já se sabia que a PEC dos precatórios não teria vida fácil no Senado, mas a falta de um acordo político e conversas sobre mudanças no texto tornam tudo ainda mais complicado.  O presidente Jair Bolsonaro também mostrou interesse em incluir um reajuste para servidores públicos no ano que vem, sobrecarregando ainda mais as contas públicas. 

As expectativas para a economia brasileira seguem se deteriorando. Considerado a prévia do PIB do Banco Central, o IBC-Br divulgado pela manhã mostrou uma queda de 0,27%, em linha com o recuo de 0,30% esperado pelos analistas. Os resultados dos últimos meses também foram revisados para baixo e os investidores começam a projetar que a recessão esperada para 2022 pode bater na nossa porta alguns meses mais cedo. 

O Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, mostrou que os economistas seguem rebaixando a projeção para o PIB brasileiro. Quem não para de subir é a expectativa para inflação em 2021, 2022 e 2023, o que cobra do BC uma postura mais agressiva para ancorar as expectativas longe do teto da meta. 

Não foram só os fatores domésticos que castigaram o tourinho logo em sua estreia. A economia americana mostrou sinais de estar mais forte do que o esperado, pressionando ainda mais a situação dos países emergentes e valorizando o dólar à vista, que subiu 0,78%, a R$ 5,4997.

A expectativa era de que uma elevação dos juros americanos ficasse para para o fim de 2022, mas nos corredores do mercado já se fala em até três ajustes já no ano que vem. 

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O cenário, no geral, não é favorável para os países emergentes, que são mais afetados pelo aperto monetário americano, mas nossas questões domésticas são um peso extra. Sem nenhum brilho dourado, o Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 1,82%, aos 104.403 pontos. A inclinação da curva de juros castigou principalmente as varejistas e as empresas de tecnologia. 

Sem âncora fiscal à vista

A PEC dos precatórios segue em tramitação, agora no Senado. O texto deve ser votado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado até quinta-feira. Depois disso, ainda será preciso aprovar a pauta em dois turnos e o governo ainda tenta mobilizar os votos necessários para que a mudança siga de pé. 

Pela manhã, os comentários de alguns senadores mostraram que o cenário pode ser ainda mais difícil do que o inicialmente se achava. Orivisto Guimarães, do Podemos, disse que o partido deve ser oposição ao texto caso ele permaneça como está. O presidente Jair Bolsonaro e o relator da PEC no Senado, Fernando Bezerra, falam também em reajuste aos servidores caso a PEC seja aprovada. 

Para Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, o país já se encontra sem âncora fiscal, mas um possível reajuste para o funcionalismo público pode ter um impacto ainda maior. “Para quem acreditava que essa expansão fiscal tinha um viés temporário, essa questão do reajuste deixa as coisas mais permanentes”.

Confira o fechamento das principais contratos de DI:

  • Janeiro de 2022: de 8,476% para 8,52%
  • Janeiro de 2023: de 11,955% para 12,05%
  • Janeiro de 2025: de 11,68% para 11,85%
  • Janeiro de 2027: de 11,60% para 11,75%

E agora, Fed?

Após a divulgação dos dados de vendas do varejo nos Estados Unidos, o dólar voltou a se fortalecer e as apostas para uma elevação de juros já no ano que vem passaram a ganhar mais força, ainda que o Fed siga com o discurso de que só fará isso em 2023.

Em Nova York, as bolsas americanas fecharam em alta. As vendas no varejo subiram 1,7% em outubro, acima da previsão. O setor de construção americano também mostrou reação. Além dos dados de atividade, os investidores também repercutem a conversa entre os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e Xi Jinping, da China. 

Apesar de nenhuma decisão concreta ter sido tomada pelos chefes das maiores economias do mundo, os dois prometeram estreitar os laços entre as duas potências. 

Sobe e desce do Ibovespa

Em dia de queda quase generalizada, a Suzano teve o melhor desempenho do dia, acompanhando a valorização do câmbio.Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
SUZB3Suzano ONR$ 53,103,37%
PCAR3GPA ONR$ 23,962,04%
PETR3Petrobras ONR$ 28,221,44%
PETR4Petrobras PNR$ 27,291,11%
RADL3Raia Drogasil ONR$ 22,960,79%

Com a inflação mais alta e projeção de Selic em dois dígitos já nos próximos meses, as empresas de tecnologia e varejo comandaram os piores desempenhos da sessão. Os balanços ruins entregues por Locaweb, Via e Magazine Luiza na semana passada também ajudaram no resultado. Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOMEULTVAR
LWSA3Locaweb ONR$ 17,15-10,21%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 10,13-9,15%
AMER3Americanas S.AR$ 34,44-7,91%
BPAN4Banco Pan PNR$ 11,97-7,85%
VIIA3Via ONR$ 5,74-7,57%

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