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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

sem "efeito Biden"

Vacinação e risco fiscal derrubam o Ibovespa em dia de festa em NY; dólar também recua

Euforia dos mercados internacionais com o “efeito Biden” foi barrada pelas incertezas domésticas e fez a bolsa brasileira ir na contramão de NY

Jasmine Olga
Jasmine Olga
20 de janeiro de 2021
19:25 - atualizado às 19:44
Biden Eleições Mercados Alta Estados Unidos EUA USA
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Existe um novo chefe andando pelos corredores da Casa Branca. Os democratas Joe Biden e Kamala Harris tomaram posse como presidente e vice-presidente dos Estados Unidos nesta tarde e podem finalmente começar os trabalhos do seu governo. 

Em seu discurso de posse, feito em um Capitólio esvaziado por questões de segurança (contra a covid-19 e “entusiastas” do antigo presidente), Biden fez um “bingo” na cartela de expectativas do mercado. 

O novo presidente voltou a reafirmar o seu compromisso com a democracia e com o combate à pandemia do coronavírus - o que deve incluir mais estímulos fiscais, como a aprovação do pacote de US$ 1,9 trilhão anunciado, e um esforço de ampliação da campanha de vacinação no país que hoje tem o maior número de mortos pela doença. 

Ontem, o mercado já havia sentido um gostinho do que pode vir a ser o governo Biden. Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve,que assumiu o Tesouro americano, discursou ontem no Congresso e também confirmou os acenos para estímulos mais gordos. 

Tudo isso pode parecer notícia velha, já que esse discurso foi muito semelhante ao feito no dia que foi declarado presidente-eleito e ao que Biden vem afirmando desde então, mas ainda assim foi catalisador de uma nova onda de entusiasmo no mercado financeiro.

O Nasdaq (com um empurrãozinho da Netflix) e o S&P 500 chegaram a marcar novos recordes intraday, enquanto o Dow Jones flertou com novas máximas. Na Europa, as principais praças também fecharam no azul.

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Mas nós ficamos de fora dessa festa. O clima de tensão no Brasil foi tão intenso que a posse de Biden teve efeito limitado e a bolsa brasileira passou longe de demonstrar algum entusiasmo. 

No começo do dia, até parecia que o Ibovespa ia seguir os mercados internacionais. O principal índice da bolsa brasileira chegou a subir 0,67%, na máxima, mas não conseguiu sustentar o sinal positivo por muito tempo. 

Ao longo da manhã, as notícias sobre as dificuldades encontradas pela vacinação em larga escala no Brasil foram deteriorando o otimismo e deram lugar à cautela. Ao fim do dia, o Ibovespa registrava uma queda de 0,82%, aos 119.646,40 pontos. 

O dólar, no entanto, acompanhou o movimento do exterior e terminou o dia em queda de 0,63%, a R$ 5,3118, influenciado também por um fluxo positivo de entrada de investimento estrangeiro no país que só hoje totalizou R$ 2,26 bilhões. O saldo em janeiro é de R$ 21,11 bilhões.

Na equação dos negócios hoje tivemos também uma cautela pré-Copom. Ainda que a decisão da autoridade monetária, divulgada após o fechamento do mercado, tenha vindo em linha com o esperado, os investidores passaram o dia na expectativa. 

Em decisão unânime, o BC manteve a taxa Selic em 2% ao ano, a mínima histórica desde agosto, mas derrubou o “forward guidance”, a prescrição futura que indica os próximos passos da política monetária do país. 

Com a pressão sobre o ajuste fiscal brasileiro e no aguardo da decisão, o mercado de juros se manteve mais contido. Confira as taxas de fechamento dos juros futuros:

  • Janeiro/2022: de 3,255% para 3,215%
  • Janeiro/2023: de 5,025% para 4,93%
  • Janeiro/2025: de 6,49% para 6,48%
  • Janeiro/2027: de 7,19% para 7,14% 

Choque de realidade

Enquanto o mercado internacional comemorava, a bolsa brasileira sucumbia à pressão dos problemas que se acumulam.

O principal deles é o ritmo da vacinação contra a covid-19 em território nacional. As seis milhões de doses disponíveis da Coronavac, feita em parceria com o Instituto Butantan, foram distribuídas entre os estados e a chegada e produção de novas doses está comprometida. Isso porque a China tem dificultado a importação dos insumos necessários para a produção. A Fiocruz adiou para março a entrega das doses prometidas.

Representantes já confirmaram que o entrave tem raiz na postura do governo brasileiro nos últimos anos e nos ataques feitos pelos filhos do presidente ao país.

O governador de São Paulo, João Doria, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, entraram no jogo para tentar resolver a situação. 

Durante a manhã, Maia se encontrou com o embaixador chinês no país e disse ter sido um ótimo encontro e que ele trabalhará para reverter a situação. Já o presidente Jair Bolsonaro culpou a embaixada pelo "desentendimento". O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse em entrevista à Rádio Bandeirantes, que o governador pode ir até a China para negociar a liberação dos insumos. 

O Instituto Butantan já teria envasado 4,8 milhões de doses, mas está sem insumos para produção desde o fim de semana. Existe também uma dificuldade para o país importar as doses que o governo federal diz ter adquirido da Índia. Ontem, o governo indiano anunciou uma lista com seis países que devem receber as doses, mas o Brasil não era um deles.

Além da falta de vacina, temos também a falta de um cronograma e um plano nacional de vacinação delimitado. 

Enquanto isso, a pandemia segue voltando a registrar números expressivos no país e novas medidas de distanciamento para conter o vírus precisam ser tomadas - tanto aqui quanto no exterior. O agravamento da situação fará com que o governo de SP revise pela terceira vez em quinze dias as liberações das regiões do estado. O presidente do Butantan, Dimas Covas , considera inevitável novas bandeiras vermelhas.

A questão da vacinação vai além do campo da saúde. Um fracasso nessa área certamente custará ao governo mais estímulos fiscais e até mesmo uma possível extensão do auxílio emergencial, piorando o cenário das contas públicas. 

A questão fiscal fica ainda mais em evidência com a corrida pela presidência da Câmara. Tanto o principal candidato da oposição, Baleia Rossi, quanto o do governo, Arthur Lira, já sinalizaram interesse em voltar a discutir os novos estímulos e benefícios.

A perda do apoio popular do presidente também pesa, já que aumenta as chances do governo deixar de lado o compromisso com o teto de gastos e o equilíbrio fiscal.

Victor Benndorf, analista da Apollo Investimentos, aponta que a reação da bolsa brasileira com os novos entraves se dá por uma antecipação no curto prazo dos resultados da vacina e movimentos como o de hoje são originados de um “choque de realidade”. 

A vacina ainda vai demorar, a recuperação econômica será mais lenta, temos problemas políticos e déficit fiscal para monitorar. “O pessoal acabou comprando a chegada de uma nova vacina como se fosse algo salvador no curto prazo. Os antigos problemas não estavam sendo precificados”, conclui. 

Sobe e desce

As empresas de e-commerce se destacaram no pregão desta quarta-feira (20). Segundo Marcio Lórega, analista da Ativa Investimentos, a piora no cenário da pandemia leva os investidores de volta para os ativos ligados à "nova economia" e que conseguem se favorecer do cenário de isolamento social. Com a apreensão dos rumos da vacinação no país, esse setor sobe em bloco.

Já Victor Benndorf, analista da Apollo Investimentos, aponta que, puxado pelos bons números da Netflix no quarto trimestre, o setor de tecnologia tem uma boa recuperação no mercado internacional nesta quarta-feira. Com um bom fluxo de entrada de investimentos estrangeiros na B3 hoje, esse setor, que já está preparado para um momento de crise e que teve um desconto recente, ganha a preferência.

A B2W liderou os ganhos do dia, com uma alta de 8,53%. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
BTOW3B2W ONR$ 87,508,53%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 25,425,56%
LAME4Lojas Americanas PNR$ 25,654,06%
HGTX3Cia Hering ONR$ 17,011,80%
VVAR3Via Varejo ONR$ 14,571,75%

Também repercutindo o cenário de vacinação, as companhias aéreas, que sofrem profundamente com o impacto do coronavírus, lideram as quedas do dia durante a maior parte da sessão. Vale lembrar que recentemente elas tiveram uma recuperação, apoiada na esperança com o início da campanha de imunização em solo nacional.

Outro setor que tem peso para o Ibovespa e que teve um dia de queda em bloco foi o setor bancário. Segundo Stefany Oliveira, analista da Toro Investimentos, esse movimento foi intensificado pela queda de 1% na busca por crédito no país em 2020. Vale e Petrobras, também com grande peso para o índice, não escaparam e tiveram um desempenho negativo no dia, recuando respectivamente 1,85% e 1,67%.

A Cemig também foi um dos destaques negativos, após concluir uma oferta secundária que a retirou da base acionária da Light. 

Confira abaixo as principais quedas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
PRIO3PetroRio ONR$ 70,81-3,66%
EMBR3Embraer ONR$ 9,16-3,27%
SANB11Santander Brasil unitsR$ 41,87-2,56%
CMIG4Cemig PNR$ 13,84-2,40%
NTCO3Natura ONR$ 50,02-2,27%

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