Ibovespa tem sessão instável na estreia de 2021, entre força de commodities e tombo em Nova York
Índice operava em alta mais cedo, acompanhando exterior positivo, tendo renovado a máxima histórica, mas não conseguiu manter fôlego

O Ibovespa abriu 2021 tirando proveito do bom humor global para marcar uma nova máxima histórica intradiária, mas arrefeceu os ânimos durante a sessão e, após ficar em terreno negativo durante uma hora completa, voltou a operar perto do zero a zero por volta das 17h20.
Já às 10h10, o índice havia alcançado o seu pico histórico, subindo 1,12% para 120.353,81 pontos, na máxima. Anteriormente, o recorde do Ibovespa havia sido registrado na sessão de 30 de dezembro, a última de 2020, quando chegou aos 120.149,85 pontos.
A partir daí, no entanto, moderou o ímpeto e, depois de cair, marca agora leve queda de 0,2%, aos 118.840 pontos.
De um lado, as ações de bancos operam em quedas firmes — caso dos papéis de Bradesco, Banco do Brasil e Itaú.
Papéis da gigante Ambev também recuam e contribuem com as pressões de baixa.
As ações de empresas aéreas, inclusive, ficam entre as principais quedas do dia, bem como de outras "perdedoras" da crise com o distanciamento social, como shoppings, em meio à preocupação de endurecimento de regras de isolamento no Reino Unido e nos Estados Unidos, que tiveram novos recordes de casos registrados no sábado.
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Por volta das 17h do horário de Brasília, o premiê Boris Johnson anunciou que a Inglaterra estava entrando em lockdown nacional.
Mais cedo, a BBC já havia informado que o nível de alerta contra o coronavírus iria ser atualizado de 4 para 5 no Reino Unido.
A elevação do alerta indica que o sistema de saúde do país está sobrecarregado e que são necessárias medidas de distanciamento mais rígidas, a fim de reduzir o número de casos da covid-19.
Confira as maiores baixas do índice:
CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
EMBR3 | Embraer ON | 8,41 | -4,97% |
JHSF3 | JHSF ON | 7,43 | -4,87% |
GOLL4 | Gol PN | 23,78 | -4,65% |
AZUL4 | Azul PN | 37,61 | -4,30% |
IGTA3 | Iguatemi ON | 35,58 | -4,23% |
De outro lado, a sessão é favorável às commodities, e o Ibovespa é puxado por ações a elas ligadas. O minério de ferro negociado no porto de Qingdao, na China, disparou 3% hoje, o que puxa as ações de siderúrgicas e da Vale.
Além disso, os preços do barril de petróleo Brent estão em alta no mercado internacional, fazendo com que as ações da Petrobras também iniciem 2021 no terreno positivo, em alta de mais de 1%.
Veja as principais altas:
CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
PRIO3 | PetroRio ON | 75,26 | 7,22% |
CSNA3 | CSN ON | 33,92 | 6,50% |
GGBR4 | Gerdau PN | 25,88 | 5,85% |
VALE3 | Vale ON | 91,29 | 4,39% |
CSAN3 | Cosan ON | 78,89 | 4,17% |
No exterior, as bolsas europeias tiveram um dia no azul, ainda que tenham fechado em altas mais comedidas diante do que se viu pela manhã.
Como "driver" do movimento, o PMI industrial da zona do euro subiu ao maior nível desde maio de 2018 e o da Alemanha, desde fevereiro de 2018, o que estimulou a tomada de risco por parte dos investidores com base numa retomada na economia do bloco.
Refletindo o início da aplicação em pessoas do grupo de risco da vacina da farmacêutica AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, o FTSE 100, principal índice da bolsa de Londres, foi o que se destaca e disparou quase 2%. O Reino Unido é o primeiro país a utilizar esse imunizante.
No front da vacinação, por aqui, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, no sábado, pedido da Fiocruz para importar 2 milhões de doses da mesma vacina. A Fiocruz deve agora realizar a solicitação de seu registro até quarta.
Hoje, a Anvisa solicitou à fundação comprovações de que a vacina usada na Índia é a mesma sendo aplicada no Reino Unido.
Os índices acionários à vista nos Estados Unidos, por sua vez, têm quedas firmes, à medida que os investidores se retraem de seus ímpetos compradores depois de as bolsas subirem a níveis recordes no fim de 2020.
Além disso, a perspectiva de que os democratas possam assumir duas cadeiras no Senado também pesa no sentimento dos investidores.
Isto porque uma vitória "azul" faria o Senado rachar exatamente na metade entre democratas e republicanos, situação que, no caso de eventual empate em votações, daria o voto de minerva para a vice-presidente eleita, Kamala Harris.
Ao mesmo tempo em que uma proeminência democrata na agenda econômica provavelmente faria passar acordos por mais estímulos, também poderia resultar em planos de taxação e maior controle sobre as "big techs".
Dólar fecha em alta e juros caem
O dólar virou com a moderação em seu preço atraindo compradores antes do início da tarde, mas também seguindo um movimento de alinhamento global a divisas emergentes, contra as quais o dólar se fortaleceu.
A falta de fluxo nas sessões iniciais do ano também fez com que a moeda ficasse mais volátil a pequenas entradas de recursos no mercado de câmbio.
"O dólar tem ficado restrito em um range de R$ 5,05 a R$ 5,30, hoje tem uma questão de performance correlacionada entre as moedas emergentes", diz José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos. "Pode ter um pouco de overhedge ainda para ser feito, pode ser um fluxo pontual, mas o dólar no geral vai ganhando frente aos emergentes."
Apesar disso, Faria Júnior ressalta que o viés do dólar no médio prazo é de queda, com a fraqueza global da moeda no radar.
No fim do dia, a moeda subia 1,53%, para R$ 5,2681. A perspectiva de mais estímulos fiscais com a predominância democrata no Congresso dos EUA fez mais cedo com que a moeda perdesse força.
Lá fora, com o euro mais forte em meio à alta da indústria da zona, a tendência é de recuo do dólar, como indica o Dollar Index.
Os juros futuros recuaram, mas mostraram apenas um leve viés de queda. Pela manhã, o PMI (índice de gerente de compras) industrial do Brasil apontou desaceleração em dezembro em relação a novembro.
"A indústria segue aquecida no curto prazo, mas vai perder força sem o auxílio emergencial", diz Silvio Campos Neto, economista e sócio da Tendências Consultoria. "A atividade econômica tem um hiato do produto aberto e ociosidade, e, por esse lado, não há razão para uma alta de juros. O que afeta mais esse dia a dia de mercado no curto prazo é questão fiscal."
As taxas para janeiro/2026, por exemplo, registraram uma leve descompressão de 3 pontos-base (0,03 ponto percentual).
Veja as taxas de fechamento de alguns vencimentos:
- Janeiro/2022: de 2,87% para 2,84%
- Janeiro/2023: de 4,20% para 4,18%
- Janeiro/2024: de 5,10% para 5,07%
- Janeiro/2026: de 6,08% para 6,05%
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