Boa Safra (SOJA3) encontra solo fértil na B3, e Itaú BBA recomenda compra da ação, que já subiu 40% desde IPO
As perspectivas para a empresa, que já é líder no mercado nacional de sementes, e os múltiplos da ação agradaram os analistas do banco de investimentos

O crescimento de uma plantação é definido por uma série de condições, como a qualidade das sementes, o clima, controle de pragas e mais. No mercado financeiro os elementos são outros, mas as empresas listadas na B3 também dependem da conjunção de diversos fatores para determinar seu sucesso.
A Boa Safra Sementes (SOJA3), uma das mais recentes integrantes desse grupo, parece ter encontrado um solo extremamente fértil na bolsa de valores brasileira. As ações da produtora de sementes de soja já subiram cerca de 40% desde a oferta pública inicial (IPO, da sigla em inglês), em abril e, segundo o Itaú BBA, ainda há muito espaço para valorização nos próximos meses.
Os analistas do time de agronegócio do banco de investimentos iniciaram a cobertura das ações da empresa com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 19 para 2022. O Itaú BBA calcula um potencial de alta de 32% em relação ao preço atual dos papéis, que, nesta terça-feira (28), estavam cotados em R$ 14,42.
Crescendo com a soja
Em relatório, os analistas afirmam que a companhia — que já é líder do setor, com 6% de participação no mercado nacional de sementes — “está posicionada para prosperar em meio à tendência secular de crescimento da soja no Brasil”.
A safra brasileira do grão, segundo o documento, tem crescido exponencialmente nas duas últimas décadas, e o esperado é que esse movimento continue nos próximos anos. O Itaú BBA cita ainda dados do Ministério da Agricultura, que projeta uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) de 2,7% para a cultura até 2031.
“Para atender a essa expectativa, os produtores precisarão de mais sementes, especialmente com tecnologias melhores”, justifica o banco de investimentos. E a Boa Safra, que é referência em eficiência nas taxas de germinação, deverá estar pronta para atender a demanda, “ganhar tração e abocanhar mais relevância no segmento”.
Leia Também
As únicas ações que estão se salvando do banho de sangue no Ibovespa hoje — e o que está por trás disso
De olho nas oportunidades
Além das previsões otimistas para a soja, os analistas também destacam o bom posicionamento da empresa para o crescimento por meio de fusões e aquisições em um mercado altamente fragmentado. “Acreditamos que a Boa Safra pode destravar valor por meio de sinergias nas aquisições de companhias menores do setor e projetos de expansão”.
Por último, mas não menos importante, os múltiplos das ações SOJA3 também atraem o Itaú BBA, que estima o Índice Preço Lucro (P/E) dos papéis em 8,8 vezes na cotação atual e 6,2 vezes no preço-alvo, contra um valor justo de 11,2 vezes.
Por falar em ações com potencial de alta, a Natura (NTCO3) pode subir até 40% segundo uma análise da XP. Entenda o preço-alvo no vídeo abaixo e inscreva-se no canal do Seu Dinheiro no YouTube para mais conteúdos exclusivos sobre investimentos:
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos
A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros