B3 recebe 500 mil novos investidores no 1º semestre; número de contas de pessoas físicas já se aproxima dos 4 milhões
Vale lembrar que o número de investidores individuais, porém, é bem menor, embora o ritmo de crescimento seja semelhante

Menos de um ano após alcançar a marca de três milhões de contas abertas de investidores, a B3, bolsa de valores brasileira, se prepara para celebrar mais um marco histórico.
Uma análise da base de dados da operadora da bolsa mostrou que o número de contas de pessoas físicas na B3 saltou 43% no primeiro semestre de 2021 - na comparação com o mesmo período do ano passado - para 3,8 milhões.
Se o ritmo de crescimento for mantido, a instituição deve atingir a marca de quatro milhões de contas em menos de três meses.
Vale lembrar que o número de investidores individuais, porém, é bem menor, embora o crescimento seja semelhante. O número de CPFs cadastrados na empresa encerrou junho em 3,2 milhões.
“Ficamos algumas décadas esperando por esse movimento extraordinário que está acontecendo”, destaca Felipe Paiva, diretor de Relacionamento e Pessoa Física da B3. Os dados reforçam a afirmação do executivo: a B3 levou oito anos para sair dos 500 mil e chegar a seu primeiro milhão de CPFs.
Entre os estreantes da bolsa, também chama atenção a queda na faixa etária dos investidores. Até 2017, a B3 era dominada por pessoas entre 40 e 59 anos, mas depois disso, a faixa dos 25 aos 39 anos passou a ser a média de idade predominante entre as pessoas físicas.
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Quanto investem as pessoas físicas da B3?
Além da aceleração no ritmo de chegada de novos investidores, outra mudança importante também é notada nos valores de entrada de cada um deles. O custo médio do primeiro investimento das pessoas físicas chegou a R$ 352 em junho deste ano, o menor valor na história.
Além disso, cerca de 42% dos 104 mil estreantes na bolsa no mês investiram menos de R$ 200. “Esse mito de que é preciso muito dinheiro para investir na bolsa caiu por terra”, celebra Paiva.
E não só o primeiro aporte caiu, mas também o saldo médio de cada um dos investidores. O indicador, que chegou a R$ 21 mil em 2017, permanece em R$ 10 mil desde o primeiro semestre de 2020.
Em quais produtos eles investem?
Apesar de ser mais conhecida pelas ações de empresas brasileiras, na B3 também estão disponíveis fundos de investimentos, ETFs, BDRs e outros produtos para investidores de diversos perfis.
Segundo o estudo, a procura dos investidores pessoas físicas por outras classes de ativos também aumentou. Veja a seguir os principais produtos e seus percentuais de crescimento no primeiro semestre:
- Ações à vista (38%);
- Fundos imobiliários (56%);
- ETFs (104%);
- BDRs não patrocinados (2.982%);
Como resultado, também avançou o número de investidores com carteiras mais diversificadas, ou seja, compostas por tipos diferentes de investimentos.
Para o diretor da bolsa, o crescimento, especialmente dos ETFs e BDRs, indica que os investidores estão chegando à bolsa mais preparados para apostar em produtos que exigem um conhecimento e cuidado maior.
“Com mais opções de diversificação na carteira é possível se planejar para atravessar as oscilações do mercado rumo a novas fontes de rendimento”, salienta.
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