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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Botando ordem na casa

Fundadores da Alliar (AALR3) se unem a Barsi e outros acionistas para negociar com interessados; ações disparam

O acordo cria um bloco que detém mais de 50% da Alliar (AALR3), negociando diretamente com Rede D’Or (RDOR3) e Nelson Tanure

Victor Aguiar
Victor Aguiar
20 de agosto de 2021
17:04
Fachada da CDB, rede de medicina diagnóstica do Grupo Alliar
Fachada da CDB, rede de medicina diagnóstica do Grupo Alliar. - Imagem: Shutterstock

A Alliar (AALR3), empresa do ramo de medicina diagnóstica, é a cobiçada da vez na bolsa. Nos últimos dias, a Rede D'Or (RDOR3) e o investidor Nelson Tanure entraram numa disputa para adquirir o controle da companhia. O xadrez, no entanto, acaba de ganhar mais um elemento: os fundadores da Alliar se uniram a outros acionistas relevantes, entre eles Luiz Barsi, e assinaram um acordo para a criação de um bloco de controle.

A ideia é simples: formar um grupo com autoridade para negociar o futuro da companhia com seus pretendentes. Ou, em outras palavras, garantir propostas cada vez mais altas para a eventual venda da Alliar.

A movimentação faz com que as ações ON da Alliar (AALR3) tenham novo dia de forte alta na B3. Por volta de 16h30, os papéis subiam 9,57%, a R$ 14,31 — na semana, os ganhos já superam os 25%.

Disputa pela Alliar

Na segunda-feira (16), a Rede D'Or anunciou uma oferta pública para a compra de 100% da Alliar ao valor de R$ 11,50 por ação — na ocasião, AALR3 estava cotada a R$ 9,44. Desde então, a Rede D'Or já comprou mais de 3,5 milhões de ações da Alliar na bolsa, de modo a facilitar a aprovação da oferta em assembleia de acionistas.

Só que, dias depois, o empresário Nelson Tanure entrou na briga, comprando uma fatia de 21% da Alliar que era detida pela gestora de recursos Pátria, numa transação de R$ 320 milhões. Tanure, por meio do Fonte de Saúde Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, já vinha aumentando sua participação na companhia pouco a pouco.

Assim, aproveitando a pulverização do capital da Alliar na bolsa, formaram-se dois blocos antagônicos: o da Rede D'Or, cuja proposta precisa do aval dos acionistas, e o de Tanure, que montou uma posição relevante — e que poderia, eventualmente, barrar os planos da rival numa assembleia.

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Mas, com o acordo assinado hoje, tudo muda.

O novo bloco

O novo acordo é ancorado por Roberto Kalil Issa e Sergio Tufik, fundadores da Alliar e que, juntos, tinham pouco mais de 15% do capital social da empresa. Os dois, em conjunto com outros 49 acionistas minoritários da empresa — entre eles, o investidor Luiz Barsi — formaram um bloco que concentra 50,2% das ações.

Na prática, esse grupo agora detém o controle da Alliar, uma vez que seus participantes estão alinhados e votarão em bloco numa eventual assembleia — e, com mais de 50% do capital, conseguem aprovar ou barrar qualquer tema. A união dos acionistas minoritários também inibe um eventual avanço de Tanure sobre a companhia.

Dito isso, a reação do mercado nesta sexta-feira já mostra que a Rede D'Or terá uma dor de cabeça adicional a partir de agora. Se, na data da proposta, os R$ 11,50 ofertados representavam um prêmio de mais de 20%, a cifra hoje já está abaixo da cotação de tela de AALR3.

Ou seja: se quiser continuar na disputa, a Rede D'Or terá que aumentar a proposta — e os investidores, naturalmente, querem estar posicionados para esse cenário.

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