Ações da Helbor e da Mitre reagem bem às prévias operacionais e sobem forte
Prévias do segundo trimestre divulgadas pelas incorporadoras têm, na sua maioria, agradado o mercado

Mais duas incorporadoras divulgaram prévias operacionais do segundo trimestre ontem à noite (13) e veem suas ações responderem positivamente aos números.
Os papéis da Mitre (MTRE3) fecharam em alta de 5,04%, a R$ 12,50, e os da Helbor (HBOR3) subiram 2,64%, a R$ 8,55, depois de terem avançado quase 4% na máxima do dia.
Os números da Helbor foram considerados sólidos pelo mercado. A companhia divulgou vendas brutas totais de R$ 468 milhões no segundo tri, um crescimento de 113% na comparação anual; as vendas líquidas (vendas totais menos distratos) totalizaram R$ 432 milhões, uma alta de 148% na comparação anual.
Os lançamentos de R$ 751 milhões no período vieram 20% acima das estimativas do BTG Pactual, disseram analistas do banco em relatório divulgado nesta quarta (14).
"Os números operacionais da Helbor no segundo trimestre foram sólidos, com bom crescimento em lançamentos (depois do lockdown, a Helbor retomou novos projetos) e vendas sólidas (vendas de inventário pronto positivas, principalmente um projeto comercial no Rio)", classificaram os analistas do BTG.
O banco espera forte crescimento das operações da construtora com os fundamentos sólidos do setor de habitação, considerando as previsões (guidance) da companhia de lançar de R$ 1,4 bilhão a R$ 1,8 bilhão em 2021, um crescimento de 300% na comparação anual.
Leia Também
Os analistas têm recomendação de compra para a ação, que consideram descontada, com preço-alvo de R$ 13,50 em 12 meses.
Mitre apresenta números mistos, mas é bem avaliada
Já os números da Mitre foram considerados mistos pelos analistas que acompanham a empresa, mas mesmo assim o otimismo com a companhia se mantém.
Os lançamentos, que totalizaram R$ 237 milhões no trimestre, foram considerados fracos tanto pelos analistas do BTG quanto pelos do Credit Suisse.
O valor é quase o dobro do que foi lançado no primeiro trimestre (no segundo tri de 2020 não houve lançamentos), mas veio 33% abaixo das estimativas do BTG e quase 60% inferior às estimativas do Credit Suisse.
As vendas líquidas de R$ 188,4 milhões (442,7% a mais que no segundo tri de 2020) também não agradaram os analistas do Credit, que esperavam uma cifra de R$ 301 milhões, mas foram consideradas "muito fortes" pelo BTG Pactual. A companhia reforçou seu guidance de lançar de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões em 2021.
"Os resultados do segundo trimestre foram mistos, com lançamentos fracos (explicados pela Covid-19 e por atrasos na obtenção de licenças para construção dos projetos), mas as vendas foram fortes (a Mitre realmente fez o dever de casa em todos os projetos, que estão experimentando demanda forte). A companhia deve crescer bastante (com um banco de terrenos de bom tamanho e gestão de alto nível, nós acreditamos que a companhia deve cumprir o seu guidance), e a ação parece atrativa (negociada a 1,25 vez sua relação Preço/Valor Patrimonial e sete vezes Preço/Lucro estimado em 2022)", diz o relatório do BTG.
O banco tem recomendação de compra para a ação da Mitre, com preço-alvo de R$ 20.
O Credit, por sua vez, manteve recomendação neutra para os papéis, que têm preço-alvo de R$ 15, por considerar o setor de construção atualmente muito competitivo e com possível deterioração da chamada affordability, a capacidade de os compradores financiarem imóveis com as taxas de juros atuais (lembrando que os juros estão vivendo um ciclo de alta no Brasil no momento).
Ainda assim, os analistas do Credit reforçaram a "capacidade de execução da Mitre".
O sócio-fundador e CIO da Empiricus, Felipe Miranda, dedicou sua coluna desta quarta-feira à Mitre, destacando a velocidade de vendas da companhia, medida pelo indicador Vendas Sobre Oferta (VSO).
No segundo trimestre, a companhia apresentou um VSO de 29,5%. " Mitre tem sido uma das maiores VSO do segmento, combinando isso a um nível de rentabilidade muito elevado. Inclusive, entendo que a próxima surpresa vem do patamar de margens no trimestre — a companhia tem conseguido colocar preço nos lançamentos e, mais surpreendente, também no estoque, que praticamente não subiu no trimestre", escreveu.
"Uma coisa legal e que quase ninguém fala: a empresa lançou 11 empreendimentos desde o IPO, sendo que em 10 deles a velocidade de vendas veio acima de 60% — honestamente, não conheço uma execução assim."
- Felipe Miranda, sócio-fundador e CIO da Empiricus.
Em busca de zerar a vacância do fundo imobiliário, VPPR11 anuncia mais um contrato de locação de imóvel em Alphaville
Este é o segundo anúncio de locação de ativos do VPPR11 nesta semana. O FII recentemente lidou com a substituição da gestora XP Asset para a V2 Investimentos
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos
No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira
Após mudança de nome e ticker, FII V2 Prime Properties ganha novo inquilino em imóvel em Alphaville — e cotistas comemoram
A mudança do XP Properties (XPPR11) para V2 Prime Properties (VPPR11) veio acompanhada de uma nova gestora, que chega com novidades para o bolso dos cotistas
Após problema com inadimplência, inquilina encerra contrato de locação do FII GLOG11 — mas cotistas (ainda) não vão sentir impactos no bolso
Essa não é a primeira vez que o GLOG11 enfrenta problemas de inadimplência com a inquilina: em 2023, a companhia deixou de pagar diversas parcelas do aluguel de um galpão em Pernambuco
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações
O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março
A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%
Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3
A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”