Aumento do IOF e exterior pesado pegam mal e Ibovespa recua 1%; dólar sobe a R$ 5,39
A decisão de aumentar o IOF de forma temporária não agrada o mercado e o Ibovespa volta a operar em queda firme

Depois de meses de especulação e preocupação, a saída encontrada pelo governo federal para financiar o novo Bolsa Família, rebatizado de Auxílio Brasil, não agradou o mercado e o Ibovespa começa refletindo esse mau humor.
Ontem, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que eleva o Imposto sobre Operações Financeiras até dezembro, o que deve encarecer o custo do crédito em um momento de elevação dos juros e fragilidade econômica.
No exterior, o clima também é de cautela. O minério de ferro teve nova queda expressiva de mais de 4% no porto de Qingdao, repercutindo a queda da produção do aço e as incertezas em torno da gigante China Evergrande.
A preocupação com o desaquecimento da economia global, medido pelos dados mistos divulgados na última semana, também deixa Wall Street no vermelho. Por volta das 16h, o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 1,75%, aos 111.801 pontos. O dólar à vista avança 0,37%, aos R$ 5,2847. Refletindo o clima de cautela, os juros futuros operam em alta.
- Janeiro/22: de 7,04% para 7,06%
- Janeiro/23: de 8,87% para 9,04%
- Janeiro/25: de 10,08% para 10,24%
- Janeiro/27: de 10,49% para 10,65%
Pegou mal
Para financiar a ampliação do Bolsa Família após o fim do auxílio emergencial, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto que visa arrecadar R$ 2,14 bilhões para financiar o novo benefício.
A nova alíquota do Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro (IOF) valerá tanto para pessoas físicas quanto para empresas, com validade de 20 de setembro a 31 de dezembro. Hoje a cobrança máxima é de 3% ao ano para pessoa jurídica e de 6% para pessoa física. Confira as novas regras:
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Nova alíquota diária | Nova alíquota anual | |
PESSOA JURÍDICA | 0,00559% | 2,04% |
PESSOA FÍSICA | 0,01118% | 4,08% |
Um problema gigante
Não é só por conta da desaceleração econômica e a queda dos preços das commodities que o mercado olha atentamente para o continente asiático. Embora esses dois fatores sejam suficientes para gerarem um aumento da cautela, os problemas financeiros da incorporadora Evergrande pode gerar um impacto muito grande em diversos países além da China.
A empresa passa por problemas de liquidez e, por isso, o BC chinês injetou US$ 14 bilhões no sistema financeiro para tentar tranquilizar os investidores. A equipe da Ajax Capital não descarta novas medidas de apoio do governo para tentar resgatar a Evergrande, “afinal, com um passivo de mais de US$ 300 bilhões, um eventual default da empresa impactaria bancos, fornecedores, consumidores e investidores, com possibilidade de contágio a outros mercados. “
Sobe e desce do Ibovespa
Confira as maiores altas do dia:
CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
IGTA3 | Iguatemi ON | R$ 32,21 | 0,50% |
CRFB3 | Carrefour Brasil ON | R$ 18,22 | 0,44% |
EMBR3 | Embraer ON | R$ 21,29 | 0,19% |
EQTL3 | Equatorial ON | R$ 25,69 | 0,16% |
VIVT3 | Telefônica Brasil ON | R$ 41,56 | 0,12% |
Com mais um tombo expressivo do minério de ferro, as siderúrgicas mais uma vez lideram as perdas do dia. Confira também as maiores quedas:
CÓDIGO | NOME | ULT | VAR |
USIM5 | Usiminas PNA | R$ 14,05 | -4,42% |
GGBR4 | Gerdau PN | R$ 25,15 | -4,73% |
GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | R$ 11,63 | -4,36% |
BRAP4 | Bradespar PN | R$ 58,93 | -4,13% |
CSNA3 | CSN ON | R$ 30,17 | -3,55% |
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