Bitcoin (BTC) perde os US$ 60 mil, e analista prevê queda ainda maior até o fim do ano — mas existe luz no fim do túnel para as criptomoedas
Duas notícias vindas dos Estados Unidos pressionam o preço da maior criptomoeda do mundo hoje; entenda

O que começou como um esperado movimento de correção, após as máximas históricas, terminou confirmando o maior pesadelo dos investidores em criptomoedas nos últimos dias. O bitcoin (BTC) caiu cerca de 14% desde o recorde em US$ 68 mil.
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Nesta semana, a queda acumulada é de 9,36%, e o recuo nesta quinta-feira (18) é da ordem de 2,35%, com a maior criptomoeda do mundo cotada a US$ 58.932,17 (R$ 327.481,47).
Com isso, as principais moedas digitais do mercado também recuam hoje, e a queda acumulada na semana chega à casa dos 18%:
# | Criptomoeda | Ticker | Preço | 24h % | 7d % |
1 | Bitcoin | BTC | $58.685,62 | -1,64% | -10,02% |
2 | Ethereum | ETH | $4.111,28 | -1,44% | -13,41% |
3 | Binance Coin | BNB | $553,42 | -2,91% | -11,68% |
4 | Tether | USDT | $1,00 | -0,01% | 0,15% |
5 | Solana | SOL | $197,32 | -7,01% | -18,08% |
6 | Cardano | ADA | $1,80 | -2,92% | -14,07% |
7 | XRP | XRP | $1,06 | -2,11% | -12,51% |
8 | Polkadot | DOT | $39,29 | -4,02% | -18,16% |
9 | USD Coin | USDC | $1,00 | 0,01% | 0,05% |
10 | Dogecoin | DOGE | $0,2246 | -4,71% | -15,97% |
Até onde vai?
Para Tasso Lago, especialista em criptomoedas e fundador da Financial Move, o suporte de preço do bitcoin na região dos US$ 58 mil e US$ 60 mil é muito importante, porém uma ida até a região dos US$ 53 mil não está descartada.
É inegável que há um apetite do mercado por novos patamares de preço ainda mais altos, mas o período de consolidação ainda é predominante — e isso num momento em que o mercado busca juntar forças para criar uma nova onda de altas.
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De maneira semelhante, Ray Nasser, CEO da mineradora Arthur Mining, acredita que muitos investidores de longo prazo passaram a realizar lucro a partir das altas. Os bitcoins que essas carteiras (wallets) mais antigas acumularam tem uma média de preço em US$ 25 mil, o que explica o movimento de venda.
A lei nos EUA
Os analistas do mercado estavam otimistas com o rali de final de ano das criptomoedas, o que foi confirmado na sequência de previsões positivas dos participantes do Papo Cripto, o programa de criptomoedas do Seu Dinheiro.
Entretanto, essas mesmas projeções tinham um calcanhar de Aquiles, que se chama regulamentação de criptomoedas nos Estados Unidos, com uma taxação fora dos padrões do mercado. E, assim como na lenda grega, a flecha acertou em cheio.
O pacote de infraestrutura de US$ 1 trilhão leva em conta uma arrecadação de US$ 550 bilhões com criptomoedas, de acordo com a Bloomberg. A notícia pegou os investidores de surpresa, e o preço do bitcoin segue pressionado desde então.
A proposta já encontra resistência de congressistas norte-americanos e de entidades do mundo cripto em geral. O texto ainda carece de maiores detalhes, e os debates devem se estender para além do fim do ano, o que pode limitar o avanço do bitcoin.
Outras más notícias
A Securities and Exchange Commission (SEC) já havia negado a aprovação de um ETF no preço à vista (spot) do bitcoin. E uma nova determinação da CVM americana, lançada nesta quinta-feira (18), deve manter o mercado de criptomoedas em rota negativa.
De acordo com a agência que regula o mercado dos EUA, “nenhum ETF de bitcoin spot deve ser aprovado pela SEC sem uma nova regulamentação ou acordos de supervisão com as exchanges que negociam criptomoedas”.
O primeiro ETF de criptomoedas dos Estados Unidos foi lançado no dia 19 do mês passado pela ProShares, com nome ProShare Trust, e foi listado na New York Stock Exchange Arca (NYSE Arca) com o ticker “BITO”.
Mas o otimismo foi limitado: esse fundo de índice opera com contratos futuros de bitcoin, diferentemente dos ETFs da bolsa brasileira, que operam com bitcoin spot, além de ethereum e outros que têm em sua composição diversas criptomoedas.
ETFs de bitcoin e criptomoedas na B3
Você pode clicar aqui para saber mais sobre cada um dos ETFs da bolsa brasileira. Confira o preço dos principais ativos negociados na B3 (por volta das 13h):
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