Bolsas lá fora caem com avanço da covid-19 e dados ruins da economia
As bolsas europeias e Wall Street reagem mal ao avanço da covid-19 e a dados mais fracos da indústria, que sinalizam recuperação mais lenta da crise

Após uma sequência positiva nos últimos dias — pelo menos lá fora — a cautela predomina nos mercados internacionais nesta sexta-feira. As bolsas europeias reagem mal ao avanço da covid-19 e a dados mais fracos da indústria.
Esse ambiente mais pessimista se reflete nos futuros de Wall Street, que operam todos no vermelho. A notícia da liberação das vacinas ao Brasil pelo governo da Índia não foi suficiente para atenuar o sentimento negativo por aqui. Por volta das 9h20, o Ibovespa futuro recuava 1,35% e o dólar subia 1,02%, cotado a R$ 5,418.
Leia também:
- Existe vida na bolsa depois do topo, mas é preciso tomar cuidado com o “tudo ou nada”
- Ford vs Tesla: As oportunidades e os perigos das narrativas na bolsa
- Por que as ações do Magazine Luiza, Natura e Localiza iniciaram 2021 em queda
- Como planejar sua aposentadoria rápida?
Covid avança
Os investidores acompanham com certa apreensão com o aumento de casos de coronavírus na China, país que havia conseguido controlar a pandemia durante boa parte do ano passado.
O receio é que o aumento de casos leve a medidas mais duras de isolamento social, que terão impacto direto na economia e nos resultados das empresas com ações em bolsa. Por outro lado, autoridades na Alemanha anunciaram a redução de novas infecções por covid-19, que já provocou mais de 50 mil mortes no país.
Os dados econômicos também não contribuem para atenuar o clima nos mercados. O PMI, indicador que mede o desempenho da indústria, recuou para 47,5 na preliminar de janeiro na zona do euro, abaixo da previsão dos analistas.
No Reino Unido, a redução foi ainda maior, de 50,4 em dezembro para 40,6 neste mês. Trata-se do menor número dos últimos oito meses.
Leia Também
Anote na agenda
Na agenda do dia, as atenções do mercado vão se voltar para a sessão do Senado norte-americano que vai votar a nomeação de Janet Yellen para o cargo de secretária do Tesouro.
Aqui no Brasil, os investidores também vão ficar de olho ainda nas declarações de autoridades do governo em busca de sinalizações sobre uma possível reedição do auxílio emergencial.
A expectativa do mercado é se o governo conseguirá bancar a volta do programa sem provocar danos irreversíveis ao teto de gastos.
Do lado positivo, a chegada de 2 milhões de doses dos imunizantes da AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, traz algum alento de que a campanha de imunização no país enfim avance.
Por outro lado, o governo de São Paulo deve anunciar ainda hoje o endurecimento das restrições à circulação em razão do aumento de casos da covid-19.
O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar
Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos
A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure