Tesouro Direto permaneceu fechado nesta quinta, devido à forte volatilidade dos juros
Plataforma de negociação de títulos públicos para a pessoa física nem chegou a abrir, e só atualizou preços e taxas no fim da tarde; taxas de juros dos papéis deram um salto

O investidor não conseguiu operar títulos públicos via Tesouro Direto nesta quinta-feira (12). Devido à forte volatilidade nas taxas de juros durante o pregão, a plataforma de negociação de títulos para pessoas físicas nem chegou a abrir.
Às 10h08, o Tesouro Nacional emitiu uma nota dizendo que a abertura do Tesouro Direto ocorreria com atraso. Normalmente, o mercado abre às 9h30. "A expectativa é de normalização ao longo do dia", diz a nota.
No entanto, o mercado permaneceu fechado durante o dia inteiro. Até por volta das 17h, o site do Tesouro Direto informava que o mercado se encontrava "em manutenção". Após este horário, os preços e taxas dos títulos públicos foram atualizados (eles permaneciam os mesmos desde o fim da tarde de ontem) e o status do mercado mudou para "mercado suspenso". Em geral, o Tesouro Direto fecha às 18 horas.
Os juros futuros operaram em forte alta durante o dia inteiro e o risco-país disparou. O mercado de taxas, que já vinha pressionado por conta do surto de coronavírus, entrou em pânico depois que o Congresso derrubou veto do presidente Jair Bolsonaro à ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), o que deverá resultar em um aumento de R$ 20 bilhões neste ano no orçamento público federal.
As curvas de juros terminaram o dia em patamares elevados, precificando elevação na taxa básica de juros, a Selic, ainda neste ano, apesar de a maior parte do mercado ainda trabalhar com a possibilidade de mais um corte de 0,25 na próxima reunião do Copom, na semana que vem.
Os contratos de juros com vencimento em janeiro de 2021, por exemplo, fecharam em 4,95%, ante 4,215% ontem, projetando um DI mais alto que o atual na data de vencimento.
Leia Também
Veja os preços e taxas dos títulos públicos no fechamento desta quinta-feira
As taxas dos títulos deram um salto nesta quinta, subindo de mais de um a mais de dois pontos percentuais apenas hoje, o que derrubou os preços dos títulos prefixados e atrelados à inflação.

Os mercados financeiros mundiais amanheceram com fortes quedas depois que o presidente americano Donald Trump suspendeu as viagens entre Estados Unidos e Europa devido ao surto de coronavírus, aumentando a expectativa em relação à desaceleração da economia global neste ano.
Outro fator que pesa sobre os mercados foi a manutenção das taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), medida que surpreendeu os investidores, que esperavam queda.
Com a aversão a risco ao redor do mundo, a bolsa brasileira acionou o circuit breaker e paralisou as negociações mais duas vezes nesta manhã depois de cair mais de 10% e depois mais de 15%. Em Nova York também houve circuit breaker, depois que o S&P 500 recuou 7%. Já o dólar chegou a bater R$ 5 nesta manhã e fechou em alta de 1,41%, a R$ 4,7891, novo recorde histórico.
A derrubada do veto de Bolsonaro no Congresso também não ajuda em nada, uma vez que representa uma ameaça ao teto de gastos e às medidas de ajuste fiscal, que vêm sendo amplamente questionadas diante da possibilidade de um crescimento pífio em 2020 em consequência do coronavírus. Tais atritos entre os poderes aumentam a aversão a risco no mercado local.
Boletim Focus mantém projeção de Selic a 15% no fim de 2025 e EQI aponta caminho para buscar lucros de até 18% ao ano; entenda
Com a Selic projetada para 15% ao ano, investidores atentos enxergam oportunidade de buscar até 18% de rentabilidade líquida e isenta de Imposto de Renda
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Protege contra a inflação e pode deixar a Selic ‘no chinelo’: conheça o ativo com retorno-alvo de até 18% ao ano e livre de Imposto de Renda
Investimento garimpado pela EQI Investimentos pode ser “chave” para lucrar com o atual cenário inflacionário no Brasil; veja qual é
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump
Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair
Selic em 14,25% ao ano é ‘fichinha’? EQI vê juros em até 15,25% e oportunidade de lucro de até 18% ao ano; entenda
Enquanto a Selic pode chegar até 15,25% ao ano segundo analistas, investidores atentos já estão aproveitando oportunidades de ganhos de até 18% ao ano
Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar
Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo
Cuidado com a cabeça: Ibovespa tenta recuperação enquanto investidores repercutem ata do Copom
Ibovespa caiu 0,77% na segunda-feira, mas acumula alta de quase 7% no que vai de março diante das perspectivas para os juros
Inocentes ou culpados? Governo gasta e Banco Central corre atrás enquanto o mercado olha para o (fim da alta dos juros e trade eleitoral no) horizonte
Iminência do fim do ciclo de alta dos juros e fluxo global favorecem, posicionamento técnico ajuda, mas ruídos fiscais e políticos impõem teto a qualquer eventual rali
Felipe Miranda: Dedo no gatilho
Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.
Eles perderam a fofura? Ibovespa luta contra agenda movimentada para continuar renovando as máximas do ano
Ata do Copom, balanços e prévia da inflação disputam espaço com números sobre a economia dos EUA nos próximos dias
Juros nas alturas têm data para acabar, prevê economista-chefe do BMG. O que esperar do fim do ciclo de alta da Selic?
Para Flávio Serrano, o Banco Central deve absorver informações que gerarão confiança em relação à desaceleração da atividade, que deve resultar em um arrefecimento da inflação nos próximos meses
Co-CEO da Cyrela (CYRE3) sem ânimo para o Brasil no longo prazo, mas aposta na grade de lançamentos. ‘Um dia está fácil, outro está difícil’
O empresário Raphael Horn afirma que as compras de terrenos continuarão acontecendo, sempre com análises caso a caso
Não fique aí esperando: Agenda fraca deixa Ibovespa a reboque do exterior e da temporada de balanços
Ibovespa interrompeu na quinta-feira uma sequência de seis pregões em alta; movimento é visto como correção
Deixou no chinelo: Selic está perto de 15%, mas essa carteira já rendeu mais em três meses
Isso não quer dizer que você deveria vender todos os seus títulos de renda fixa para comprar bolsa neste momento, não se trata de tudo ou nada — é até saudável que você tenha as duas classes na carteira
Ainda sobe antes de cair: Ibovespa tenta emplacar mais uma alta após decisões do Fed e do Copom
Copom elevou os juros por aqui e Fed manteve a taxa básica inalterada nos EUA durante a Super Quarta dos bancos centrais
Renda fixa mais rentável: com Selic a 14,25%, veja quanto rendem R$ 100 mil na poupança, em Tesouro Selic, CDB e LCI
Conforme já sinalizado, Copom aumentou a taxa básica em mais 1,00 ponto percentual nesta quarta (19), elevando ainda mais o retorno das aplicações pós-fixadas
Copom não surpreende, eleva a Selic para 14,25% e sinaliza mais um aumento em maio
Decisão foi unânime e elevou os juros para o maior patamar em nove anos. Em comunicado duro, o comitê não sinalizou a trajetória da taxa para os próximos meses
A recessão nos EUA: Powell responde se mercado exagerou ou se a maior economia do mundo está em apuros
Depois que grandes bancos previram mais chance de recessão nos EUA e os mercados encararam liquidações pesadas, o chefe do Fed fala sobre a situação real da economia norte-americana