🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores

Ela vive!

Onde investir no 2º semestre: A renda fixa não morreu e ainda reserva oportunidades

O que pode ficar no passado é o CDI como referência de rentabilidade. Aliás, quem mirar a renda fixa além desse parâmetro verá que ainda existem boas opções de investimento

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
15 de julho de 2020
5:52 - atualizado às 8:38
Onde Investir em 2020 2º Semestre Renda Fixa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Elvis Presley não morreu, diz uma das mais conhecidas lendas do rock. Já foram criadas inúmeras teorias sobre o destino do cantor que, oficialmente, faleceu em decorrência de um ataque cardíaco em 1977, aos 42 anos.

O tempo passa e as histórias apenas se renovam. Uma das mais recentes diz que o Rei do Rock não teria sequer deixado sua mansão em Graceland. Supostas imagens do ídolo, que estaria com mais de 80 anos se estivesse vivo, surgiram inclusive no YouTube.

O mundo dos investimentos tem as suas próprias lendas, e a internet também ajudou a disseminá-las. A mais comentada no momento é a tal da “morte da renda fixa”. Ela teria sido vítima da redução da taxa básica de juros (Selic) para os atuais 2,25% ao ano, o menor patamar de todos os tempos.

De fato, a queda dos juros acabou com um paradoxo que resistiu por décadas no mercado brasileiro: a possibilidade de obter ao mesmo tempo rentabilidade e liquidez com baixo risco.

Mas a verdade é que a renda fixa segue não apenas segue viva como se mantém como opção inevitável para compor um portfólio balanceado.

Dizer que a renda fixa morreu não passa de um clichê, me disse Sergio Machado, sócio e gestor da Trópico SF2 Investimentos. “Sem a renda fixa como os governos e as empresas se financiam? Como bancos tomam dinheiro para lubrificar a economia?”

Leia Também

Para ele, o que pode ter ficado no passado é o CDI como referência de rentabilidade para o investidor. Aliás, quem mirar a renda fixa além desse parâmetro verá que ainda existem boas oportunidades de ganhar dinheiro.

Só que para isso será preciso correr um pouco mais de risco e/ou abrir mão da possibilidade de resgate imediato. A seguir eu trago para você algumas opções para turbinar seus investimentos sem abrir mão do conforto da renda fixa.

Este texto faz parte de uma série especial do Seu Dinheiro sobre onde investir no segundo semestre de 2020. Eis a lista completa:

  • Ações
  • Fundos imobiliários
  • Renda fixa (você está aqui)
  • Dólar (disponível em 16/7)
  • Criptomoedas (disponível em 17/7)
  • Imóveis (disponível em 20/7)

Reserva de emergência

Antes de mais nada, é preciso reservar uma parcela da sua carteira de investimentos para a chamada reserva de emergência, aquele dinheiro que você pode precisar a qualquer momento.

Essa parcela dos recursos deve continuar em aplicações de risco baixo e liquidez imediata. Então vão render continuar rendendo pouco no atual cenário.

A melhor opção para esse dinheiro hoje são os fundos DI simples com taxa zero. Existem pelo menos cinco deles disponíveis hoje, nas plataformas do BTG Pactual, Órama, Pi, Rico e Vitreo. Você também pode manter esses recursos no Tesouro Selic, título público que paga a variação da taxa básica de juros.

Embora não seja um consenso, eu considero o CDB de um banco de primeiríssima linha — leia-se Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa e Santander — uma alternativa válida para a reserva de emergência. Desde que a remuneração oferecida seja de pelo menos 100% do CDI e com liquidez diária, é claro.

O mapa do Tesouro Direto

Separada a parcela da reserva de emergência, quem deseja ganhar mais do que os 2,25% ao ano no mundo da renda fixa terá de olhar para além do mundo dos títulos atrelados à Selic ou ao CDI.

Uma opção que combina hoje boas condições de risco e retorno é o Tesouro IPCA, título público que remunera o investidor com uma taxa de juros e mais a inflação.

Para Gustavo Pessoa, sócio e gestor da Legacy Capital, os papéis de mais longo prazo hoje são os mais atrativos. Na segunda-feira, o Tesouro IPCA com vencimento em 2055 pagava um rendimento de 3,96% além da inflação.

“Você não encontra esse juro real em nenhum lugar do mundo, a não ser países em processo de default [calote].”

Mesmo que não seja a sua intenção manter o dinheiro até 2055, os papéis podem se beneficiar de um cenário de melhora nos mercados que leve a uma redução nas taxas de longo prazo. Os preços e taxas de todos os papéis estão disponíveis no site do Tesouro.

Claudio Sanches, diretor de produtos de investimento e previdência do Itaú Unibanco, também vê boas oportunidades nos títulos atrelados à inflação. Mas prefere os papéis de prazo mais curto, com a visão de que o ciclo de corte de juros ainda não chegou ao fim.

No cenário do banco, a Selic tem espaço para atingir a mínima de 1,75% ao ano nos próximos 12 meses. “Dentro desse movimento, acredito que a inflação curta tem mais chance de ter prêmio para o investidor.”

Vale ressaltar que a taxa de juros dos títulos públicos é garantida apenas no vencimento. Isso significa que o investidor que precisar do dinheiro antes terá de vender na taxa em que o papel for negociado naquele momento, mais ou menos como acontece como uma ação na bolsa.

Do mesmo jeito que você pode ter um ganho se vender antes do prazo um título caso as taxas caiam ainda mais, o seu extrato do Tesouro Direto pode eventualmente apresentar rentabilidade negativa no caso de uma piora no cenário. Sim, a renda fixa varia.

Foi o que aconteceu, por exemplo, em março deste ano com o pânico generalizado nos mercados provocado pelo coronavírus. Quem quiser entender melhor como funciona a tal "marcação a mercado" e como ela afeta os títulos no Tesouro Direto pode ler este texto.

E qual o risco você corre hoje hoje ao aplicar no Tesouro IPCA? No caso dos títulos mais curtos, a dinâmica das taxas está mais ligada à trajetória da Selic. Se o BC tiver de subir os juros para conter alguma surpresa com a inflação esses papéis tendem a sofrer.

Já os títulos mais longos reagem pior em momentos de crise e também quando a sustentabilidade das contas públicas é colocada em xeque. Qualquer tentativa de derrubar o teto de gastos, por exemplo, deve pesar sobre os títulos de longo prazo, segundo o sócio da Legacy.

Fundos de crédito privado

Investir em um título público equivale a emprestar dinheiro ao governo. Mas você também pode fazer isso para empresas ou bancos. É o que acontece quando você aplica em um CDB, por exemplo.

Nesse caso, você também corre o risco de calote do emissor do papel. Com a diferença que, no caso dos bancos, existe a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil.

De todo modo, existe um risco maior do que aplicar num título do governo, em tese o ativo mais seguro de todos. Por isso os papéis privados costumam oferecer rentabilidades melhores. Mas será que esse ganho adicional compensa?

O mercado de crédito privado foi um dos que mais sofreu na crise do coronavírus, diante do temor de que as empresas deixassem de honrar seus compromissos. Esse receio fez as taxas de juros pagas em papéis como debêntures dispararem.

Esse cenário abriu uma oportunidade de entrada para o investidor, ainda que a saúde financeira das empresas na crise ainda não seja um assunto totalmente superado.

Para quem quer uma alocação direta, Sergio Machado, da Trópico, vê espaço em CDBs de curto prazo de bancos, dentro do limite da cobertura do FGC.

Mas a forma mais indicada pelos especialistas para se investir em renda fixa privada é via fundos. Nesta matéria que eu escrevi para o Seu Dinheiro Premium eu trago uma opção de gestora especializada em investir em crédito corporativo. Você pode experimentar o conteúdo Premium gratuitamente por 30 dias.

Renda fixa lá fora

Bem, imagino que você já percebeu a esta altura que a renda fixa não só não morreu como se sofisticou nesse mundo de juros baixos. E dentro dessa sofisticação, talvez esteja na hora de começar a analisar opções de investimento fora do país.

É o que fazem gestoras como a Legacy, que tem parte dos recursos dos fundos aplicados em taxas de juros de países como o México. “Uma das razões porque não temos títulos de curto prazo no Brasil é porque as taxas no México hoje são mais atraentes”, me disse o sócio da gestora.

O diretor do Itaú também indica para os clientes que buscam diversificação na renda fixa alguma exposição internacional. E indica três fundos disponíveis na prateleira do banco: dois deles possuem também uma parcela em ações lá fora: o recém lançado Carteira Itaú Internacional e o Global Allocation.

Para quem deseja ficar apenas na renda fixa lá fora, a indicação do banco é o Pimco Income. O fundo disponível no Itaú possui proteção (hedge) cambial, o que pode ser mais indicado para os investidores com perfil mais conservador, embora eu particularmente prefira fundos no exterior com exposição ao câmbio.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA FIXA NA VEIA

Conservador, sim; com retorno, também: como bater o CDI com uma carteira 100% conservadora, focada em LCIs, LCAs, CDBs e Tesouro Direto

31 de março de 2025 - 6:01

A carteira conservadora tem como foco a proteção patrimonial acima de tudo, porém, com os juros altos, é possível aliar um bom retorno à estratégia. Entenda como

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo

27 de março de 2025 - 8:20

Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC

CRÉDITO PRIVADO

Debêntures incentivadas captam R$ 26 bilhões até fevereiro e já superam o primeiro trimestre de 2024, com mercado sedento por renda fixa 

26 de março de 2025 - 12:19

Somente em fevereiro, a captação recorde chegou a R$ 12,8 bilhões, mais que dobrando o valor do mesmo período do ano passado

E DEVE CONTINUAR

Renda fixa mais rentável: com Selic a 14,25%, veja quanto rendem R$ 100 mil na poupança, em Tesouro Selic, CDB e LCI

19 de março de 2025 - 19:51

Conforme já sinalizado, Copom aumentou a taxa básica em mais 1,00 ponto percentual nesta quarta (19), elevando ainda mais o retorno das aplicações pós-fixadas

ONDE INVESTIR

Itaú BBA recomenda títulos de renda fixa de prazos mais longos para março; veja indicações com retorno de até 8,4% acima da inflação

11 de março de 2025 - 14:30

Banco vê mercado pessimista demais com os juros, e acredita que inflação e Selic ficarão abaixo do que os investidores estão projetando, o que favorece a renda fixa de longo prazo

O QUE COMPRAR

Debêntures da Equatorial se destacam entre as recomendações de renda fixa para investir em março; veja a lista completa

6 de março de 2025 - 16:08

BB e XP recomendaram ainda debêntures isentas de IR, CRAs, títulos públicos e CDBs para investir no mês

SIMULAMOS!

Vencimento de Tesouro Selic paga R$ 180 bilhões nesta semana; quanto rende essa bolada se for reinvestida?

5 de março de 2025 - 15:47

Simulamos o retorno do reinvestimento em novos títulos Tesouro Selic e em outros papéis de renda fixa

À ESPERA DE UMA JANELA

A culpa é da Selic: seca de IPOs na B3 deve persistir em 2025, diz Anbima

26 de fevereiro de 2025 - 16:30

Enquanto o mercado brasileiro segue sem nenhuma sinalização de retomada dos IPOs, algumas empresas locais devem tentar a sorte lá fora

O QUE COMPRAR

Tesouro Direto pagou R$ 29 bilhões em juros do Tesouro IPCA+, e mais R$ 180 bilhões do Tesouro Selic aguardam; onde reinvestir a bolada?

18 de fevereiro de 2025 - 17:54

Tesouro IPCA+ pagou juros semestrais, e no início de março vence um Tesouro Selic; veja opções de ativos de renda fixa para reinvestir os recursos

ONDE INVESTIR

Tesouro Direto e títulos isentos de IR: Itaú BBA recomenda renda fixa para fevereiro, e retorno líquido chega a 8,50% a.a. + IPCA

12 de fevereiro de 2025 - 18:32

Banco recomenda pós-fixados e indexados à inflação, mas vê oportunidade até mesmo em prefixados com prazos até três anos

ALÉM DAS AÇÕES

O desconto na bolsa que poucos falam: fundos isentos de infraestrutura (FI-Infra) negociam com desconto de até 43% na B3

12 de fevereiro de 2025 - 6:46

De 21 FI-Infras na bolsa que aplicam em títulos de crédito, como debêntures, nada menos que 19 operam com cotas abaixo do valor patrimonial, segundo levantamento da Empiricus

RENDA FIXA DO MÊS

Onde investir na renda fixa em fevereiro? Veja títulos isentos de IR e opções no exterior, de emissores como Vale, Eletrobras e até BNDES

6 de fevereiro de 2025 - 6:10

Banco do Brasil, BTG e XP indicam debêntures incentivadas, CRIs, CRAs, LCDs, LCAs, bonds e outros títulos de renda fixa para o mês

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O primeiro encontro: Ibovespa reage à alta dos juros pelo Copom e à manutenção das taxas pelo Fed

30 de janeiro de 2025 - 8:01

Alta dos juros pesa sobre Ibovespa e ativos de risco em geral, mas é positiva para a renda fixa conservadora

CONFORME O ESPERADO

Selic sobe a 13,25% e deixa renda fixa ainda mais rentável; veja quanto rendem R$ 100 mil na poupança, em Tesouro Selic, CDB e LCI

29 de janeiro de 2025 - 19:45

Conforme já sinalizado, Copom aumentou a taxa básica em mais 1,00 ponto percentual nesta quarta (29), elevando ainda mais o retorno das aplicações pós-fixadas

BONANÇA NA RENDA FIXA

Em meio à seca de IPOs na bolsa, renda fixa foi campeã em emissões em ano recorde de captação pelas empresas

22 de janeiro de 2025 - 13:33

Segundo dados divulgados pela Anbima, empresas captaram R$ 783,4 bilhões e 2024, sendo R$ 709 bilhões advindos de instrumentos como debêntures e FIDCs

SIMULAÇÃO

Deixando R$ 100 mil na mesa: abrir mão da liquidez diária na renda fixa conservadora pode render até 40% a mais no longo prazo

22 de janeiro de 2025 - 7:12

Simulação do banco Inter com CDBs mostra quanto é possível ganhar a mais, no longo prazo, ao se optar por ativos sem liquidez imediata, ainda que de prazos curtos

RENDA FIXA

Onde investir 2025: o ano da renda fixa? Onde estão as oportunidades (e os riscos) no Tesouro Direto e no crédito privado com a Selic em alta

15 de janeiro de 2025 - 14:00

Com risco fiscal elevado e cenário externo desfavorável, 2025 exige conservadorismo e proteção contra a inflação; saiba quais títulos públicos e privados comprar

RENDA FIXA DO MÊS

BTG Pactual recomenda renda fixa isenta de IR com retornos próximos a 10% + IPCA para janeiro; confira as indicações

14 de janeiro de 2025 - 16:37

Banco fez duas trocas nas suas recomendações de crédito privado incentivado para começar o ano

PARA COMEÇAR O ANO

Onde investir na renda fixa em janeiro? Com Selic em alta, BB-BI recomenda títulos isentos de IR e prioriza emissores de menor risco

6 de janeiro de 2025 - 12:51

Seleção do BB Investimentos contempla ativos de emissores ‘com fundamentos financeiros robustos e histórico consistente de geração de caixa’

NEGOCIAÇÃO COM CREDORES

Magazine Luiza (MGLU3) alonga vencimento de dívidas para evitar pressão ainda maior das taxas de juros, mas ações caem na B3 hoje

3 de janeiro de 2025 - 12:46

O Magalu ampliou o prazo das dívidas de debêntures no valor de R$ 2 bilhões, agora com vencimento em 2028; entenda o que muda para os debenturistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar