Onde investir R$ 10 mil hoje? Na bolsa, um FII bom, bonito e barato
Enxergo uma ótima oportunidade de levar um excelente portfólio que tem tudo para ser vencedor no longo prazo a um preço não só justo como descontado

Não há dúvidas de que, em algum momento, a pandemia vai passar – seja pelo desenvolvimento de uma vacina, seja pela imunização de rebanho, cedo ou tarde nos veremos livres do corona.
Porém, algumas atividades e hábitos devem mudar de forma estrutural – talvez quem pegar uma gripe fique em casa e passe a utilizar máscara e, provavelmente, o álcool gel e o sapato ficarão na porta de casa, esperando as visitas.
Lá em abril, quando boa parte das pessoas percebeu que, sim, é possível trabalhar de casa, muita gente correu e decretou o fim dos escritórios – o home-office teria vindo para ficar.
Teve gente grande que decretou o trabalho de casa permanente, devolveu áreas enormes e já se prepara para mudar o escritório para o interior, fugere urbem de fazer inveja a Horacio e aos arcadistas mais raiz.
O movimento é, no mínimo, precipitado.
Ao mesmo tempo em que vejo, sim, uma flexibilização nas horas no escritório (não há necessidade de se bater cartão todo dia às 8h), não consigo enxergar um mundo sem reuniões presenciais, treinamentos no escritório e as fofocas de corredor.
Leia Também
O que me parece é que a utilização do escritório não será abolida, mas modificada. Creio, inclusive, que o modelo com estações fixas e colegas coladinhos vai dar lugar a escritórios mais voltados para a criação de cultura e discussões produtivas, com workstations rotativas e áreas de escape.
O efeito sobre as lajes comerciais certamente não será uniforme – regiões mais nobres, também conhecidas como primárias, devem sofrer bem menos do que as regiões mais periféricas e menos demandadas das grandes cidades.
Em termos práticos, ainda mais dada a falta de oferta de novos espaços, vejo regiões como Faria Lima e Paulista saindo ainda mais fortes dessa bagunça toda, mesmo que, no curtíssimo prazo, ainda tenhamos um pouco de pressão para aumento de vacância.
O interessante é que o mercado não fez muita distinção e penalizou fundos em quase todas as regiões, abrindo caminho para a compra de ativos de altíssima qualidade a preços interessantes.
Dentro deste universo, um fundo de lajes montado pelo Pátria no ano passado me chama bastante a atenção.
O Pátria Edifícios Corporativos (PATC11) tem hoje um patrimônio de R$ 345 milhões e mais de R$ 100 milhões para investir, dado que terminou uma captação em fevereiro e, no meio da pandemia, acabou segurando caixa.
Atualmente, são participações em cinco imóveis para um total de pouco mais de 8 mil metros quadrados de área locável – os cinco empreendimentos estão entre a Faria Lima e a Vila Olímpia e todas as unidades do fundo estão 100% ocupadas.
Além da ótima localização, os ativos do FII são todos relativamente “jovens” e com excelentes características técnicas – o que não falta é qualidade. A proposta das duas gestoras, que têm uma cabeça muito boa, voltada para investimentos no longo prazo e manutenção da qualidade, é investir o caixa restante em imóveis com as mesmas características.
De fato, o maior pecado do FII até agora é a morosidade na alocação de capital, dado que, tanto no IPO, quanto na última captação, os recursos foram levantados sem destinação definida, o que deixa todo o processo de alocação mais complicado.
Em um fundo imobiliário, dinheiro em caixa é muito ineficiente não só pela baixa rentabilidade (ninguém consegue ganhar dinheiro com CDI a 2%) como pela incidência de impostos sobre a parcela aplicada em renda fixa.
Porém, se os recursos forem aplicados a um cap rate de 6% até o fim do ano, os proventos poderiam chegar na casa de R$ 0,40 por cota, equivalente a um yield de 5,5% ao ano, muito competitivo dada a qualidade dos ativos.
Sem forçar muito nas premissas de alocação, valor de aluguel e ocupação, enxergo as cotas sendo negociadas em torno de R$ 100, cerca de 10% acima do preço de tela atual – vale lembrar que em janeiro deste ano as cotas foram negociadas acima dos R$ 150, o que não fazia nenhum sentido, mas mostra como minha estimativa é bastante conservadora.
Dentre os riscos, acredito que o maior diz respeito à alocação dos recursos em caixa, que precisa ser feito de forma responsável e também é preciso ficar de olho na vacância, principalmente no curto prazo. A liquidez, para um fundo imobiliário, é de bom tamanho e o risco de crédito, dada a diversificação e qualidade dos locatários, existe, mas me preocupa menos.
De uma forma geral, enxergo uma ótima oportunidade de levar um excelente portfólio que tem tudo para ser vencedor no longo prazo a um preço não só justo como descontado. Qualquer bom investidor de imóveis sabe que essa combinação é imbatível para a composição de patrimônio.
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação
A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita
Tarifas de Trump derrubam montadoras mundo afora — Tesla se dá bem e ações sobem mais de 3%
O presidente norte-americano anunciou taxas de 25% sobre todos os carros importados pelos EUA; entenda os motivos que fazem os papéis de companhias na América do Norte, na Europa e na Ásia recuarem hoje
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Rodolfo Amstalden: Buy the dip, e leve um hedge de brinde
Para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta
Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump
Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair
Dólar atinge o menor patamar desde novembro de 2024: veja como buscar lucros com a oscilação da moeda
A recente queda do dólar pode abrir oportunidades estratégicas para investidores atentos; descubra uma forma inteligente de expor seu capital neste momento
É hora de comprar a líder do Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) dispara mais de 17% após dados do 4T24 e banco diz que ação está barata
A companhia apresentou os primeiros resultados trimestrais após a cisão dos negócios de locação e concessionária e apresenta lucro acima das projeções