Fundo abutre compra participação de 50% na Rodovias do Tietê
Concessionária que possui um total de R$ 1,6 bilhão em dívidas, a maior parte nas mãos de investidores pessoas físicas que compraram debêntures da companhia, anunciou venda para gestora Latache

A portuguesa Lineas International encontrou um investidor disposto a adquirir sua participação de 50% na encrencada concessionária Rodovias do Tietê.
A empresa anunciou um acordo de venda para a gestora Latache, especializada em empresas em dificuldades financeiras – conhecido como "fundo abutre", no jargão do mercado.
A Rodovias do Tietê possui um total de R$ 1,6 bilhão em dívidas, a maior parte nas mãos de investidores pessoas físicas que compraram debêntures emitidas pela concessionária.
Leia também:
- Fundo de debenturistas pode assumir gestão da Rodovias do Tietê
- Você perdeu dinheiro com as debêntures da Rodovias do Tietê?
- Debêntures voltam a render mais que o CDI; hora de investir?
- Receba notícias e dicas de investimento por e-mail
As condições do negócio não foram reveladas, mas o acordo prevê que a gestora assuma os créditos de R$ 12,5 milhões que a Lineas tem a receber da Rodovias do Tietê.
Os outros 50% da concessionária são detidos pela AB Concessões (dos grupos Bertin e da italiana Atlantia), que podem tanto exercer o direito de preferência de comprar a participação dos antigos sócios ou vender suas ações para a Latache nas mesmas condições.
A conclusão do negócio depende tanto da decisão da AB Concessões como do aval da Artesp, a agência reguladora de transportes de São Paulo. A Rodovias do Tietê é responsável pela concessão de 415 quilômetros de rodovias no interior do Estado.
Leia Também
E as debêntures?
Caso o negócio seja aprovado, resta saber qual será a proposta que a Latache pretende fazer para equacionar a dívida com os investidores de debêntures da Rodovias do Tietê.
A estimativa é que esses papéis estejam hoje nas mãos de mais de 16 mil pessoas físicas, que foram atraídas pelos papéis que eram distribuídos em plataformas de investimento.
Em fevereiro, as gestoras Journey Capital e Vitreo criaram fundo para unir investidores e viabilizar uma proposta de recuperação da empresa. Com quase 600 debenturistas, o fundo é hoje o segundo maior credor da concessionária, me disse Roge Rosolini, sócio da Journey.
Qualquer que seja o plano da Latache para a Rodovias do Tietê, ele precisa ser aprovado pelos credores da companhia, que está em recuperação judicial.
Criada em 2015, a Latache já investiu mais de R$ 2 bilhões em ativos de empresas em dificuldades, mas quase sempre do lado da dívida.
A gestora contou com a assessoria dos escritórios de advocacia Padis e TWK e a consultoria financeira da Pantalica Partners no negócio. Procurada, a Latache não comentou o assunto.
Magazine Luiza (MGLU3) vai acelerar oferta de crédito em 2025 mesmo com juros em alta, diz Fred Trajano
O CEO do Magalu afirma que, diante de patamares controlados de inadimplência e níveis elevados de rentabilidade, “não há por que não acelerar mais o crédito”
Consignado para quem é CLT: o passo a passo do programa que promete baratear o crédito com garantia do FGTS
A estratégia do governo é direta: ampliar o acesso a empréstimos mais baratos e tirar os trabalhadores das armadilhas do superendividamento
Itaú BBA recomenda títulos de renda fixa de prazos mais longos para março; veja indicações com retorno de até 8,4% acima da inflação
Banco vê mercado pessimista demais com os juros, e acredita que inflação e Selic ficarão abaixo do que os investidores estão projetando, o que favorece a renda fixa de longo prazo
Debêntures da Equatorial se destacam entre as recomendações de renda fixa para investir em março; veja a lista completa
BB e XP recomendaram ainda debêntures isentas de IR, CRAs, títulos públicos e CDBs para investir no mês
A culpa é da Selic: seca de IPOs na B3 deve persistir em 2025, diz Anbima
Enquanto o mercado brasileiro segue sem nenhuma sinalização de retomada dos IPOs, algumas empresas locais devem tentar a sorte lá fora
Tesouro Direto e títulos isentos de IR: Itaú BBA recomenda renda fixa para fevereiro, e retorno líquido chega a 8,50% a.a. + IPCA
Banco recomenda pós-fixados e indexados à inflação, mas vê oportunidade até mesmo em prefixados com prazos até três anos
O desconto na bolsa que poucos falam: fundos isentos de infraestrutura (FI-Infra) negociam com desconto de até 43% na B3
De 21 FI-Infras na bolsa que aplicam em títulos de crédito, como debêntures, nada menos que 19 operam com cotas abaixo do valor patrimonial, segundo levantamento da Empiricus
Ultrapar (UGPA3) pretende investir até R$ 2,5 bilhões em 2025 – e a maior parte deve ir ‘lá para o posto Ipiranga’
Plano apresentado pela Ultrapar (UGPA3) prevê investimentos de até R$ 2,542 bilhões este ano, com 60% do valor destinados à expansão do grupo
O raio-x da Moody’s para quem investe em empresas brasileiras: quais devem sofrer o maior e o menor impacto dos juros altos
Aumento da Selic, inflação persistente e depreciação cambial devem pressionar a rentabilidade das companhias nacionais em diferentes graus, segundo a agência de classificação de risco
Onde investir na renda fixa em fevereiro? Veja títulos isentos de IR e opções no exterior, de emissores como Vale, Eletrobras e até BNDES
Banco do Brasil, BTG e XP indicam debêntures incentivadas, CRIs, CRAs, LCDs, LCAs, bonds e outros títulos de renda fixa para o mês
Em mais uma etapa da reestruturação financeira, Azul (AZUL4) aprova aumento de capital em até R$ 6,1 bilhões – mercado reage e ação cai
Conselho de administração da Azul aprova aumento de capital da companhia em até R$ 6,1 bilhões; ação fica entre maiores quedas do Ibovespa nesta manhã (5)
Em meio à seca de IPOs na bolsa, renda fixa foi campeã em emissões em ano recorde de captação pelas empresas
Segundo dados divulgados pela Anbima, empresas captaram R$ 783,4 bilhões e 2024, sendo R$ 709 bilhões advindos de instrumentos como debêntures e FIDCs
Onde investir 2025: o ano da renda fixa? Onde estão as oportunidades (e os riscos) no Tesouro Direto e no crédito privado com a Selic em alta
Com risco fiscal elevado e cenário externo desfavorável, 2025 exige conservadorismo e proteção contra a inflação; saiba quais títulos públicos e privados comprar
BTG Pactual recomenda renda fixa isenta de IR com retornos próximos a 10% + IPCA para janeiro; confira as indicações
Banco fez duas trocas nas suas recomendações de crédito privado incentivado para começar o ano
Onde investir na renda fixa em janeiro? Com Selic em alta, BB-BI recomenda títulos isentos de IR e prioriza emissores de menor risco
Seleção do BB Investimentos contempla ativos de emissores ‘com fundamentos financeiros robustos e histórico consistente de geração de caixa’
Magazine Luiza (MGLU3) alonga vencimento de dívidas para evitar pressão ainda maior das taxas de juros, mas ações caem na B3 hoje
O Magalu ampliou o prazo das dívidas de debêntures no valor de R$ 2 bilhões, agora com vencimento em 2028; entenda o que muda para os debenturistas
Os melhores investimentos de 2024: bitcoin é bicampeão, enquanto lanterna fica com Ibovespa e títulos do Tesouro Direto; veja o ranking
Sem rali de Natal, Ibovespa tomba cerca de 10% no ano e retorna ao patamar dos 120 mil pontos; dólar sobe quase 30% no período, fechando na faixa dos R$ 6,20. Veja o balanço completo dos investimentos em 2024
Leilões de imóveis quintuplicam em dois anos e começam a atrair quem quer comprar para morar; desconto chega a 40%
Leilões de imóveis requerem cuidados por parte do comprador; boom de ofertas ainda está ligado aos efeitos da pandemia
2025 será o ano da renda fixa? Onde estarão as oportunidades em títulos públicos e privados diante de retornos (e riscos) mais altos
Alta dos juros e aversão a risco levaram os investidores para a renda fixa em 2024; movimento tem tudo para continuar no ano que vem, mas seletividade será mais importante
Light (LIGT3) avança para a reta final da recuperação judicial e debenturistas poderão retomar negociações ainda em dezembro
Companhia de energia conclui processo de entrega de títulos e debêntures aos credores no Brasil e no exterior