Estapar lança IPO, em primeira oferta desde início da crise
Segundo a rede de estacionamentos, dinheiro será usado para pagar concessão da zona azul São Paulo; empresa tem processo questionado judicialmente

A rede de estacionamentos Estapar lançou nesta quarta-feira (22) sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). É a primeira operação desde o início da crise provocada pelo novo coronavírus. Até março, a bolsa brasileira passava por uma onda de estreias - que foram suspensas diante da instabilidade do mercado.
Segundo a companhia, o dinheiro levantado será destinado ao pagamento da concessão onerosa do serviço de estacionamento rotativo em vias e logradouros do município de São Paulo (Concessão Zona Azul de São Paulo).
A Estapar venceu a licitação, mas ainda não assinou o contrato porque a concorrência para a concessão é questionada judicialmente. Com a assinatura, a companhia teria direito a operar ao menos 43.521 vagas por 15 anos.
"Parte relevante de nossas operações são conduzidas por meio de concessões públicas. A perda dessas concessões pode afetar de forma negativa as nossas receitas e a capacidade de operar nosso negócio", informa a rede de estacionamentos.
A empresa também realiza uma oferta secundária, em que os recursos serão repassados aos acionistas vendedores.
A Estapar estima que o preço da ação fique entre R$10,50 e R$13,00 - a precificação está marcada para 13 de maio. Considerando o papel a R$ 11,75, a companhia pode levantar R$ 322,9 milhões na oferta primária - em que serão vendidas 28,6 milhões de novas ações. Na oferta secundária serão até 1,2 milhão de papéis.
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O BTG Pactual, acionista da companhia, é o coordenador líder da oferta. Bradesco BBI, Banco do Brasil e Santander também participam.
A Estapar é líder do setor de estacionamentos: opera hoje aproximadamente 400 mil vagas em 684 operações localizadas em polos geradores de tráfego dos principais centros urbanos do Brasil. A empresa tem 38 anos - cresceu organicamente a partir da primeira base, em Curitiba, e via aquisições.
"Temos um modelo de negócios diversificado e com uma demanda estável de mercado, que combina contratos de serviços asset-light com uma plataforma de alocação de capital orientada a contratos de longo prazo e ativos de real estate", diz a companhia.
Com a crise, a Estapar diz que já identificou queda de receita, reduziu gastos e negociou rolagem de pagamento de principal e juros de dívidas contratadas. A companhia também busca novas linhas de crédito de curto prazo e relata que pode não conseguir implementar integralmente as estratégias de negócio.
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