Cogna pode “destravar valor” com IPO da Vasta e ação sobe forte
Metade do dinheiro captado no IPO vai para o caixa da Cogna, que detém 100% da Vasta e é credora de R$ 1,6 bilhão em debêntures emitidas pela empresa de sistemas de ensino para educação básica

Quanto vale a Vasta, a unidade de sistemas de ensino para educação básica que pertence à Cogna? A resposta será conhecida nas próximas semanas, a partir da decisão da empresa de abrir o capital da subsidiária em uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na bolsa norte-americana Nasdaq.
O anúncio da operação, que já era aguardada desde o fim do ano passado, já mexe com as ações da antiga Kroton na B3. Os papéis da Cogna (COGN3) fecharam em forte alta de 5,56%, cotados a R$ 7,60. Leia também nossa cobertura completa de mercados.
Dona de sistemas de ensino como Anglo, pH, Maxi e Pitágoras, a Vasta contava com uma rede de 4.167 escolas parceiras e 1,311 milhão de alunos em março deste ano, de acordo com as informações do prospecto preliminar do IPO.
O valor da oferta e das ações ainda não foi definido, mas o destino do dinheiro captado, sim. Metade vai para o caixa da Cogna, que hoje detém 100% da companhia e é credora de R$ 1,6 bilhão em debêntures emitidas pela Vasta.
A outra metade deve ajudar a financiar futuras aquisições ou investimentos em negócios complementares.
Além de reforçar o caixa, o IPO da Vasta deve ajudar a "destravar" uma parte do valor da própria Cogna na bolsa, e isso explica a valorização dos papéis hoje na B3. Mas quanto pode valer a Vasta?
Leia Também
No Twitter, o sócio e gestor da Alaska Henrique Bredda comparou a empresa com a Arco Educação, que também atua com sistemas de ensino e abriu o capital na Nasdaq em setembro de 2018. A Cogna é uma das maiores posições dos fundos da Alaska.
Ainda resta saber por quanto os investidores vão avaliar a Vasta na Nasdaq, mas nas contas do gestor a Cogna inteira possui hoje um valor de mercado menor que o da Arco.
Apesar da alta de hoje, as ações da Cogna ainda acumulam desvalorização de mais de 30% em 2020, um desempenho bem pior que a queda de aproximadamente 15% do Ibovespa no mesmo período.
A oferta da Vasta é coordenada pelos bancos Goldman Sachs, BofA Securities, Morgan Stanley e Itaú BBA.
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Rodolfo Amstalden: As expectativas de conflação estão desancoradas
A principal dificuldade epistemológica de se tentar adiantar os próximos passos do mercado financeiro não se limita à já (quase impossível) tarefa de adivinhar o que está por vir
Decisão do Federal Reserve traz dia de alívio para as criptomoedas e mercado respira após notícias positivas
Expectativa de suporte do Fed ao mercado, ETF de Solana em Wall Street e recuo da SEC no processo contra Ripple impulsionam recuperação do mercado cripto após semanas de perdas
Os 3 fatores da estratégia da XP que fizeram o Itaú BBA recomendar a compra da empresa
Analistas da instituição veem potencial para a tese de investimentos mesmo diante do cenário macroeconômico deteriorado
De Minas para Buenos Aires: argentinos são a primeira frente da expansão do Inter (INBR32) na América Latina
O banco digital brasileiro anunciou um novo plano de expansão e, graças a uma parceria com uma instituição financeira argentina, a entrada no mercado do país deve acontecer em breve
Entre a crise e a oportunidade: Prejuízo trimestral e queda no lucro anual da Petrobras pesam sobre o Ibovespa
Além do balanço da Petrobras, os investidores reagem hoje à revisão do PIB dos EUA e à taxa de desemprego no Brasil
A culpa é da Selic: seca de IPOs na B3 deve persistir em 2025, diz Anbima
Enquanto o mercado brasileiro segue sem nenhuma sinalização de retomada dos IPOs, algumas empresas locais devem tentar a sorte lá fora
Memórias de uma janela fechada: Ibovespa busca manter alta com Wall Street de volta ao jogo e negociações sobre guerra na Ucrânia
Diante da agenda fraca, negociações entre EUA e Rússia ocorrem na Arábia Saudita, mas exclui os ucranianos da conversa
Duas faces de uma mesma moeda: Ibovespa monitora Galípolo para manter recuperação em dia sem Trump
Mercados financeiros chegam à última sessão da semana mostrando algum alívio em relação à guerra comercial norte-americana
De maior marketplace de NFTs a protagonista dos ativos digitais: OpenSea se reinventa e anuncia “IPO” de token próprio
A empresa destacou que o acesso antecipado ao token será um presente para os usuários mais antigos e engajados da plataforma
As ações de educação e saúde com mais apostas de queda na bolsa — e as preferidas do BTG nesses setores castigados pelos juros altos
Com alta nas posições vendidas no mercado, setor de saúde desponta como preferido dos analistas em comparação ao de educação
A um passo do El Dorado: Ibovespa reage a IPCA, tarifas de Trump, Powell no Congresso dos EUA e agenda de Haddad
Investidores esperam desaceleração da inflação enquanto digerem confirmação das tarifas de Trump sobre o aço e o alumínio
Cogna (COGN3) volta às aulas com indicação de compra pelo Santander; veja outras recomendações do banco em educação
Os analistas também revisaram as ações da Cruzeiro do Sul (CSED3) e as perspectivas para Ser Educacional (SEER3), Vitru (VTRU3) e Ânima (ANIM3) em 2025
Um rolezinho no shopping: Ibovespa reage a tarifas de Trump em semana de testemunhos de Powell e IPCA
Enquanto isso, banco BTG Pactual dá andamento à temporada de balanços com lucro recorde em 2024
Alinhando expectativas: Shein deve reduzir valuation para tentar o IPO na bolsa de Londres – e um dos ‘culpados’ por isso é Donald Trump
Varejista chinesa tenta abertura de capital na bolsa há algum tempo; nova medida do governo americano pode deixar esse processo ainda mais complicado
Ultrapar (UGPA3) pretende investir até R$ 2,5 bilhões em 2025 – e a maior parte deve ir ‘lá para o posto Ipiranga’
Plano apresentado pela Ultrapar (UGPA3) prevê investimentos de até R$ 2,542 bilhões este ano, com 60% do valor destinados à expansão do grupo
O raio-x da Moody’s para quem investe em empresas brasileiras: quais devem sofrer o maior e o menor impacto dos juros altos
Aumento da Selic, inflação persistente e depreciação cambial devem pressionar a rentabilidade das companhias nacionais em diferentes graus, segundo a agência de classificação de risco
É hora de investir em educação? BTG escolhe 2 ações para se expor ao setor, mas faz alerta sobre 2025
Os analistas do banco dizem o que esperar dos balanços do quarto trimestre de 2024 e dizem como será este ano para as principais empresas do segmento
Uma renda nem tão fixa assim: Ibovespa reage a balanços enquanto investidores monitoram Trump e decisão de juros na Inglaterra
Itaú reporta lucro líquido maior do que se esperava e anuncia dividendos extraordinários e recompra de ações multibilionária
Vem novo FII por aí: construtora aposta em residenciais para aluguel e anuncia novo fundo imobiliário na bolsa
IPO do fundo imobiliário da Neoin deve ocorrer ainda em 2025 e, apesar do cenário de turbulências no mercado, a construtora aposta na expansão dos negócios